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gumenlo daquiílo, que não sabia, que o Governe li-vcsse feito? Tal rnodo de argumentação não e mais dó que um paralogismo: supponhamos que o-fez , se e que o fez-, e eu também não sei, não era esse um meio licito de poder conseguir'mais segura côa-djuvação na empresa, em que elle tanlo interessava ; porque o Governo seja elle qual for, seja mesmo o da anarchia, permitia-se este modo d'expres-sâo , interessa em conservar-se ; tem mestno obrigação de conservar-se por todos os modos.

Sr. PresidèíUe, se esta fosse a única aecusação contra' o'Governo, muito bem podia o Governo com elía : mas quantos ardis se inventaram nessa oeca-sião para fazer com que os Eleitores fossem votar no sentido da coallisão ! Nada se esqueceu; empregou-se todo o artificio; figurou-se ate' como-consequência necessária, a immediata queda do Ministério, e a nomeação d'um novo, como resultado do vencimento das eleições, naquelle sentido, corn o cofre das graças aberio fazendo despachos, mercês, e deferindo a todas as pretenções, que, faço-lhes a justiça de acreditar, haviam de ser .todas altendidasse tal se chegasse arealisar: e todavia, os homens que assim manobrara-wi, julgo, que usaram do seu direito ; nem posso aceusa-Ios por haverem de taes meios lançado mão; e se effecti vá mente as cousas lhes andassem a geito , e como eiles queriam , e por consequência em sentido contrario ao deste lado, elles se colocavam nas circumstancias de cumprir a sua palavra ; e a sua palavra cumpriram ern outro tempo , em época1 dolorosa , e dolorosissima ; eu bem não quizera trazer para agora o que se praticou então ; por certo, o que então se fez, não deve servir de exemplo ; por certo exemplos irmos não podem •provar. cousa: alguma ; mas ser vem de termo de comparação. (Apoiadas). Eu não quero reproduzir os promenores do que se praticou em 1836 e 1838 para com taes argumentos legitimar as irregulafidades, que por vê n l ura tivessem occorrido na eleição, que estamos julgando ; mas e licito, e'justo mesmo fazer o termo de comparação. (Apoiados).

Ameaçaram-se os hi m p regados Públicos de serem domittidos de seus logares, se votassem em sentido contrario ao Governo!!! Oh ! Sr. Presidente, se assim fosse, quantos, equanlos teriam agora dê sa-hir deites! E acaso sahiu a]gum ? E em 183C, quantos e quantos foram demittidos , e ainda hoje estão privados de seus empregos debaixo das terríveis garras da indigência! Quantos desses que os possuíam , porque os haviam adquirido á vista do preço do sangue , foram nessa infausta época de-ujittidos, para serem dados os seus logares a outros, só porque nas eleições trabalharam l l E o il-lustre Deputado monarchico mui bem o sabe; e poderá elle dizer-me qua[ Empregado foi agora de-mittido de seu emprego? E nãoé sabido que muitos e muitos, em quem o Governo depositava a sua confiança, trahiram essa confiança, e votaram em sentido contrario! Mas que havia fazer o Governo? Klle não podia entrar tio âmago das suas intenções, os Empregados votaram como quizeram ; o Governo não lhes tomou conta do seu voto, e ainda bem ; assim lodo o mundo se convencerá da falsidade da àccusação, que e' feita ao Governo pelos Srs, daquef-le lado.

Disse também—-orem tal Assembleia da Provin-cia da Beira Alta, não houve uma ?ó lista contra o

Governo; porque quantos eram-os-votantes, tantos for-aiH o»' votos, que teve o Govern-o : e que admira que assim alguma vez acontecesse? Pois seaquel-la povoação professava os princípios poíiiicos do Governo, como não havia de votar nesse sentido: —« (nau havia uma só lista (jne representasse opi-iiido contraria j, » e porque? Porque não havia um só votante que tal opinião tivesse; e se houvesse, consta por ventura que alguém o impedisse de a levar á Urna ? De maneira que na própria asserção está a prova do fado contrario? Õ illuslrt- Deputado ha de conceder-ine a mesma v^nia que toma. Todos nós sabemos, como a verdade passou :

Scimus ; et hanc veniam petim.us datnusyue cicissim.

O Sr. Deputado perdoar-me ha esta digressão. (O Sr. Almeida G ar ré 11: — Não ha de qí»f>.) O>v-dor:— Qillustre Deputado lançou censura em que alguém aqui us-asse da expressão —u espirito do Povo de 'fra%r*os~Montes»— «e substituiu em lo-gar de espirito » alma ; diremos por tanto, a alma do Povo de Traz-o5-Munt<_:s corno='corno' que='que' costuma='costuma' a='a' e='e' emenda='emenda' uma='uma' ainda='ainda' forte='forte' elle='elle' p='p' trazendo='trazendo' juntou='juntou' um='um' fez='fez' efía='efía' habilmente='habilmente' allusão='allusão' pouco='pouco' _='_'> lio 03 acontecimentos de 1823, para- os compartir com-os., da presente época , e o fez assim ao mesmo (cuipo que condemnava os argumentos tirados do que se praticou ern outra e'poca ! .. Agora achou bom servir-se desse modo d'arguinenhjçào, e entendeu poder apresenta-los; não foi por cvrto tão austero, para si como para os outros, porque não "se esqueceu de aproveitam, quanto podia servir-lhe para o seu Discurso.

Mas, Sr. Presidente, no comportamento deste Povo ha u mais perfeita cohereucia ; o Povo Traz-moutano no movimento que teve Ioga r em Q3 desenvolveu o mesmo espirito, ou a/ma como quher* vios entender • o Povo de Traz-os-Moiites tem hoje os mesmos sentimentos que teve sempre; porque aquella hoje desgraçada Província , e aquella que produz a nossa principal riqueza de exportação, e a cujas necessidades e necessário attenJer , porque, realmente o valor da sua exportação para os estrangeiros e' o que tem contrabalançado por algum modo o valor das importações; estou certo que este objecto que e da mais seria aM«ncãf>, ha de. merecer á Camará toda a sua solicitude; peço perdão da digressão; eu volto ao espirito, ou á alma, (como se o espirito não fosse a mesma cousa), da Província de Traz-os-Montes.