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iwsta occasião; porque disse —que os partidos pó-detn ir ás eleições quando são partidos,; porem que é preciso castiga-los quando são facções : ora os partidos que vieram ás eleições, sào facções ; mas o Governo deve por todos os meios reprimir as facções; por consequência estão justificados todos os meios empregados pelo Governo. — Sr. Presidente, esta lógica e lacónica e excellente: com ella sup-pre-se perfeitameute lodo o arrazoado que pôde fazer-se para enterrar a Carta Constitucional.

Disse-se tambern , que a policia .preventiva nas eleições estava justificada por os seus resultados. Sr. Presidente, de que servirá a policia preventiva nas eleições? Ha de servir ou para acudir ás desordens, ou para evitar o suborno; pore'm as desordens previnem-se apparecendo a auctoridade , e quando ellas se manifestam empregando então a força; mas por ventura a policia preventiva terá o caracter destruidor? Pois quando se quer apagar um incêndio, apaga-se queimando as casas contíguas! Quando se quer evitar uma desordem, èvi-ta-se encarcerando todos Cidadãos? Nunca foi este o caracter da policia preventiva; e todavia nas nossas eleições a policia apresentou-se com esta natureza : não se esperou que as desordens se desenvolvessem ; não se esperou pelo transtorno da ordem publica; apparecou a policia, e como as desordens podiarn ter logar, prenderam-se os eleitores : e terá isto nome em espécie alguma de Governo ?

A policia preventiva appareceu não só para evitar as desordens, mas também para obãtar ao.sobor-no das eleições, porque, como rnuito bem se disse, quando os partidos se julgavam no goso e liberdade de iretn desaffronlados á urna, essa liberdade se mostra coarctada, apparecendo junto á mesma urna destacamentos c dizendo seus commandantes, que como policia preventiva estuo encarregados de evitar que as eleições scjão soborna Ias. Sr. Presidente, a policia preventiva foi fatal nestas eleições : em todos os pontos aonde ella appareceu, as desordens tiveram logar, e aonde não houve policia, não houve desordens: o comparecimento da policia foi um especifico de desordem. Esla teoria rtão foi seguida geralmente: em muitas parles se julgou que a policia não era necessária ; no Porto, por exemplo, sou informado que desnpparecerarn na véspera das eleições todos os vestígios de policia, e durante as eleições, a policia faltou nas localidades ern que devia appareccr ; os cidadãos foram torturados, e espancados sern lhes accudir um só soldado.

Sr. Presidente, todos os excessos do Poder são desculpados pelos factos da Coallisão. A Coallisão é um monstro poderosíssimo e feroz: a sua existência é bastante para incitar e legitimar todos osex-cessos da parle do Governo: era necessário empregar todos os meios para anniquilar as tendências deste monstro. Mas que e esta Coallisão, que ora está morta, ora está com vida, ora se despresa, ora intimida o nosso tão forte Governo? Esta Coallisão que se não sabe o que e', que cada um tern em volta de si, e sobre a qual se diz ser impossível, que de princípios tão helorogeneos se forme urn principio político 1 Impossível ! . . . Comei ? ... Se a Coallisão não é senão um reflexo dessa grande luz que está brilhante em volla do illustre Deputado, e que se elle não vê e' porque está deslumbrado porelía! .." Que

é pois a Coallisão senão a consentaneidade de una poucos de princípios políticos differentes, mas por ventura reunidos em volta do illustre Deputado ? Não acha elle ao pé de si o mesmo fenómeno de que tanto se espanta? Não vê reunidos ao seu lado differentes partidos? ... E porventurao illustre De-putado que julga ser o interesse na sua communhão política um instrumento forte para juntar esses elementos heterogéneos, não dará ao principio da honra a mesma força para que na nossa co mm u n hão política se opere o mesmo fenómeno?

Sr. Presidente, a Coallisão, esse monstro horrível, esse monstro de que o Sr. Deputado faz parte, esse monstro que elle combate, que elle affaga, que não vê, que não pressente, está em volta delle: O Sr. Deputado teai em roda de si o testemunho da possibilidade da união destes princípios helorogeneos, porque lá l,ern elle muito magistrado illustre, e que prestou seus serviços á usurpação ale' ao ultimo momento da sua existência : lá tem muito general valente, acreditado que só desembanhara a sua espada, quando o seu liei legitimo tinha saido do território Portuguez. . . Pois não sab« o illustre Deputado, que para entrar hoje no grémio do seu pnrlido, que se diz Cartista, não e'mister ler passado vigilante essas noutes verdadeirame-ite misterio-zas do tempo do cerco do Porto ? Não senhor: basta só ter recebido a Divisão Libertadora com desprezo, basta ter visto os soldados delia com timidez, e mesmo ter passado os primeiros momentos da sua entrada mettido n*uma embarcação, ou em uma agua-furtada. É necessário não sermos tão exijen-íes; e' necessário facilitar alguma cousa a união dos partidos; e' necessário não sermos tão rigorosos para uns, quando somos indulgentes para outros: confesse-se possibilidade para ambos os lados, só com a differença de que em um domina o principio da honra, no outro o princípio do interesse.

Disse-se que a Coallisão era um monstro, pore'm quo enfreado, como estava , não podia já mais excitar a? paixões políticas para destruírem a ordem publica: mas ao mesmo tempo que se diz isto, exaggera-se a força d'essas paixões políticas, asseverando-se que ellas soffocam a acção do Governo. Sr. Presidente, esta theoria e' eminentemente barbara: com esta theoria canonis-irn»?e todos os p>o-cessos da anarchia ; com "esta theoria mette-se nas mãos do Governo mais uma arma. Sim, uma posição política qualquer pôde por força de circumstan-cias sustentar uma theoria errónea para desfigurar um facto, para diminuir a impressão d'e»se facto, mas só isto: porem apresentar ao mpsmo tt;inpo esperanças de melhoramento^ e dizer que o nosso estado é todo de corrupção, e que estamos perpetuamente condemnados a viver neste estado, isto é que nunca se fez , isto é urn modo novo, e tanto tem de desanimador corno de bárbaro. Sr. Presidente, este estado e' eminentemente transitório, este estado e impossível; sustenta-lo é fazer um epi-gramma á civilisaçâo d'estes tempos, ás condições do nosso systema : e forçoso que se entre nos limites, e rias regras competentes. Não se podem já fazer eleições como se fizeram agora ; nunca mais se farão d'esta maneira, nunca rnais se podem fazer assim ; nã<_ p='p' se='se' isto.='isto.' e='e' possivel='possivel' je='je' repila='repila'>