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Voto hypocrita á verdade d'um Syslerpa que e de todo abulado por essas doutrinas e factos que se acabam de sustentar!...« Eu quero antes os perigos da Liberdade que a segurança da, tyran.nia:^; mas o illustre Deputado, que sustentou esta doutrina, tem a Liberdade sem os perigos, e goáa de toda a segurança da tyrannia. E' lirrí escarneo, compíe-ta.menle um escarneo » eu quero antes os perigos da Liberdade. .... u que o d.ga o paiz que, em quanto se mirra essa Libt5rJade, acaba de soffrer e beber todas as fezes d'uma tyrannia ignóbil ! . . Sr. Pré-sidente, ao mesmo ternpo que se apresentam como baliza, c c? m o termo de discriminação estes dois Sys-temas , ao mesmo ternpo são apodados, porque contra e;ses mesmos Systemas se revoluciona o partido dominante. Quando se quer lisonjear a opinião nacional, apresentam-se ás medidas tomadas pela primeira restauração ^ quando se quer lisonjear a opinião absolutista, renegam-se essas mesmas medidas, e protesta-se voltar ao Systemá antigo !..

Sr. Presidente, parte destas fraudes foram já castigadas ; aquelles mesmos que as inventaram, foram, victimas da sua invenção. Os eleitores pela maior parte foram o resultado da invenção dás listas carimbadas ; e pensaram elles que esse meio forçozo rião havia apparecer na cabeça dos Círculos eleito-ràes, havendo ahi acabado aquella força que obrigara as consciências dos que os tinham elegido, e que elies eram senhores da sua consciência; enga^ naram-se: chegaram a cabeça do Circulo elèitoraU apresentaram-lhes uma lista já feita, disseram el-]e* —- « vamos a escolher —*» respondeu-se-lhes ~ « a escolher o que! A escolha está feita — 55. Estes eleitores pois, inventores e filhos d'uma votação forço* za , foram escandalosamente victimas delia: aà calcas de forçado que tinham vestido aos que oselege^ rám , vestiram-nas elles rnesriitís quando chegaram á Cabeça do Circulo eleitora! , votando por uma lista que lhe apresentaram; Isto e um facto: muitos desses eleitores má l disseram o momento em que tinham saiiio dê suas casas para virem ser executo» rés de tão triste como ignóbil acto, e ainda agora, muitos que forarn eleitos, não lêrn íido o animo pVeciso para virem exercef as fiincções d'um alto emprego político.'—-Sr. Presidente, todas as fraudes foram consummadas: os resultados delias estão conseguidos: chegámos a uma posição política da qual não st-i o que resultará : .uma boa Administração não e agora compatível com a situação política ern que nos achamos : que pôde pois reslar ? Ou os inauferiveis, ou urna reacção, ou um Ministério de transigência': os inauferiveis, não os_ pôde obter o Ministério actual ; porque apesar de haver no nosso Estado um' partido que para isso esta preparado, ê cuja acção todos conhecem, muitas das pessoas que o compõem, acham-se coljigados corn outros partidos. O q:ue resta, a não se reál.isarem enião os inauferiveis ?' Resta uma reacção premeditada: restaura. Ministério transigente. ... não,' resta uma quarta cousa, e eu sei qual e, mas não o direi j e uma. cousa , . .. mas essa não dá poder,". . . alguma es-pedição normal que pôde ser feita á iríeia noute..-'. . Se fosse alguma reacção da q-ual nos viesse um System a duradouro, e seguro, eu teria a audácia d'em-pregar to ios os iríeios puramente legaes para também a assegurar, e, lio caso contrario, para a atteniiar (Apoiado.)

VOL, h° — JULHO -US4!i.

Portanto, Sr. Presidente, pelas considerações que acabo de fazer, voto contra todas; as eleições; e ássiin o tenhq, feito nas que se votaram já: não votarei com tudo na por onde sou eleito., porque não costumo,.votar.em questões que comprelypndeui a minha pessoa. Voto pfois contra todas as eleições,* porque entendo que a Lei eleitoral nqs seus pontoíj principaes não foi observada; porque mesmo na parte em que apparece executada, não p foi exactamente; e porque também tenho a intima consciência de que a maior parte dás eleições não é a vontade do paiz.

.-. Sr. Presidente, eu entendo que ha duas classes de Cartistas : uns que viram . e andaram nos rnais arriscados combates, que assistiram aos mais terríveis fogos j que acompanharam ,a Carta em. todos os seus tranzes e adversidades, etc. listes j Sr. Presi-, .dente, são Cartistas genuínos,-e .legítimos: mas esses Cartistas feitos apressa ( Riso)) que andaram sue-çessiva mente por todos os partidos, que se íizeratn Çanistas só porque foram despachados para Secretários das. Administrações Gèraes j ou para Administradores.; e&ses não são genuínos, nem legítimos. (Riso) i e Sn Presiderite, não se pôde duvidar qua a Câmara conta muitos, Ca"rtistas deste numero. O Povoacceitou a Carta; logo não devia mandar aqui senão quem mantivesse os princípios .da Carta: e; se os taes Cartistas de nova data cá.estão, achorme convencido de que o Povo queria outros Cartistas, é não estes dos quaes o paiz ern muito curto tempo Sabe toda .a vida, e historia. Estes Cartistas são eminentemente prejudiciaés ao pais ^ estranhos a elle ^ e nunca podiam ter o seu voto porque o paiz nãd os conhece. (Apoiado).

Concluo pois tornando a dizer que voto contra todas as eleições; já porque a Lei não foi executada ; já porque esta eleição não foi a livre é espontânea vontade da Nação. (Apoiado)i