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co d'Ingluterra, nâo chegou o seu agio a 27 e meio por cento? li comludo houve alguma repugnância cm acceitar essa medida ? Toda aquella Nação levada pelo patriotismo entendeu que era um mal, mas absolutamente necessário, porque era mister acreditar ¦o Banco: o Banco dos Estados Unidos, o qual não tem muitos annos d'exi4encin, existe ha menos tempo do que eu tenho d'idade, dalu a sua creação muito depois da independência daquelle Paiz, ¦esse Banco já por cinco vezes tem suspendido os seus pagamentos; e enlão pergunto eu — Admira por ventura que o Banco em Portugal m» presença d'uma revolução espantosa, paiaSse com os seus pagamentos, e que participasse dos effeitos desse fatal acontecimento? Essa desgraça desacreditou e->se Estabelecimento, agora cumpre empregar lodos os meios, e fazer todos os esforços possíveis para que tal Estabelecimento seja o que já foi, porque a sua destruição agora seria muilo mais funesta, produziria muito maior numero de males, que aquelles que existiam quando se creou o Banco de Portugal.
Cheguei ao ponlo que os nobres Deputados que combatem este Projeclo, tanto desejuvaoí que eu chegasse, é o Contracto do Tabaco, não me demorarei muito nesla questão, por is o que cila lem de ser tractada em discussão especial. Pois lambem o Contracto do Tabaco hade entrar com essa quarta parte em Notas, a Camara o decidirá mtdhor, a Camara h ade decidir o que julgar mais conveniente; mas eu e a Commissão nâo temos duvida em discutir francamente esta questão, em dizer francamente a opinião que se seguiu a tal respeito; eu entendo; e entendeu a Commissão que o Contracto do Tabaco deve, como os outros, pagar com a quarta parte eui Nota», e digo-o assim porque enlendo que nâo se deve fazer uma excepção odiosa a respeito d'elle, tanto mnis quando por parte do Governo não se teem satisfeita certas condições por causa dos embaraços em que lodos nós, todo o Paiz, e o próprio Governo se tem achado. É verdade que o Contracto do Tabaco recebendo quasi ludo cm metal, o pagando uma quarta parle em Nolas, viria a ter um lucro de 75 conlos, mas esse lucro não e' todo rca-lisuvel, porque naquellas porções em que coubessem Notas, havia dc recebe-las; comtudo a Camara resolva sobre esla questão, o que julgar mais conveniente, e a Commissão nem por is*o se estimulará se a Camara decidir o contrurio daquillo que ella propõe, a Commissão não quer senão o melhor e o mais conveniente para o Paiz (Apoiados).
Parece-me ler locado em lodoâ os pontos, e mostra lo quo pela execução das Leis já votadas e desta se consegue o grande fim, a que todos pertendem «diegar, que é grande circulação de Notas, menos agio delias, o uma amortisação regular: que sendo o Projecto um daquelles que para isso muito concorre, e dando-se mais nelle a tendência para amortisação que para circulação, julgo que está no caso de merecer *er ápprovado por esta Camara (Apoiados, muito bem, muito bem).
O Sr. Lopes Branco: — Sr. Presidente, em má occasião me cabe a palavra, não só porque a hora se acha bastante adiantada, e as minhas considerações toem de levai algum tempo, rnas mesmo porque me sigo a fallar depois d'ouvir o discurso d'urn dislinclo Orador Membro da Commisão de Fazenda, a quem eslou costumado a respeitar ha muito Sesbão N.* 13.
pelos seus talentos, e proficiência nesta matéria, de que tantas provas tem dado nesta Casa; por consequência posso dizer pouco que sirva alguma cousa de utilidade a .uma matéria de tanta importância pelas difficuldades em que me vejo embaraçado, mas obrigado pela posição em que me vejo, não posso deixar dc fazer algumas.observações sobre a matéria. Antes disso porém devo fazer duas declarações, uma a que me obriga a minha honra, e a outra que julgo lambem oppirtuna em virtude das circumslancias em que nos achamos. A primeira declaração é que um tudo quanlo tenho dito sobre o objeclo que nos occnpi, e naquillo que possa dizer, devo alfirmar a V. Ex.*, devo affirmar á Camara e ao Paiz que não tenho a menor intenção de cansar corn isso remota nem proximamente algum desfavor ou dar testemunho algum disfarçado ou patente de desconsideração pelos illuslres Cavalheiros que dirigiram os negócios do Banco de Lisboa, em quanto elle durou, e a respeito daquelles que tern dirigido o Banco de Porlugal desde a sua instituição; a todos eu reconheço como Cavalheiros dislinclos, de uma probidade contra a qual nâo posso achar razões que a ponham em duvida, e por tanto merecem para mim toda a consideração, e o que eu disssr, hade ser unicamente movido, do interesse que me inspira a causa publica.
A outra declaração é que oppondo-ma corno já me oppuz, e continuo a oppor-me no Projecto em discussão, nâo é da minha intenção causar com isso de propósito embaraços ao Governo; conheço as difficuldades em que elle se acha collocado, e conheço que augmentar essas difficuldades com animo deliberado não é senão fazer opposição ás pessoas que compõem a Administração, e fazer um grande mal ao Paiz; tenho unicamente em vista conseguir que esta medida seja meno3 prejudicial aos interesses do Paiz, e conheço nos illustres Cavalheiros que compõem a Administração, e nos illuslres Cavalheiros que compõem a Commissão de Fazenda docilidade bastante para acceitarem todas as modificações, em virtude das quaes a medida possa sair com mais proveito; nem eu podia proceder de outro modo nâo só por uma razão que não quero deixar de mencionar, e vem a ser de se acharem na Administração actual pessoas que eu respeito bastante, e que se fazam dignas e merecedoras de toda a consideração, mas porque nessa mesma Administração se acham pessoas a quem dedico sincera e verdadeira amisade.
Feitos estes que parecerão talvez cumprimentos parlamentares, mas que entendi que importavam para mim obrigações verdadeiras, tractarei de dizer alguma cousa uo pouco tempo que resta para a hora.