O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

( 173 )

era impossível tirar 100 homens, porque tantos eram necessários para essa diligencia, que era para prender salteadores, que não podia fazer essa dispensa de hornens no numero que se pedia , sem que diminuísse em algumas ruas as patrulhas, no que não havia perigo, porque se podiam tirar do centro da Cidade isto e, desde a Praça de D. Pedro ale Santa Catharina , porque ali nunca havia desordens, e rnesrno quando appareccsse alguma cousa, fácil era acudirem ali dos outros pontos aonde ficavam, isto foi dito diante do chefe de estado maior, e de outras pessoas; foi por este motivo unicamente que se diminuíram as patrulhas: o caso do Sr. Veiga não aconteceu nesses dias, aconteceu exactamente naquelle em que o serviço regular da Guarda Municipal estava montado novamente, ou restituído ao seu antigo estado, e o facto do Sr. Veiga não foi senào uma desordem de botequim , e não um neto eleitoral como o Sr. Deputado ha de saber pelas informações que tem , ella procedeu do desabrimento delle, e do choque que houve entre differenles pessoas nesse botequim do qual resultou que o Sr. Veiga sahisse para fora e disparasse uma pistola , ora ninguém negará a imprudência do Sr. Veiga neste facto , já não era conveniente o uso de pistolas , mus muito menos o dispara-las sobre um grupo de gente, logo que isto succedeu cahirarn alguns indivíduos sobre elle ; porem logo acudiram as patrulhas, corno confessou. o Sr. Deputado. •

Quanto ao Sr. Passos (José') eu esperava, que o primeiro Orador, que homem faltou, tocasse nesta matéria; porque desejava responder-lhe: porérn não o fez, e agora e rri resposta ao Sr. Deputado que acaba de fallar', direi, que o facto do Sr. Passos (José) foi lamentado por todas as pessoas do Porto, que pore'm não succedeu, como o Sr. Deputado disse, nem no sitio que disse; succedeu o facto na Alameda da Lapa, sitio muito dtfferente do Quartel de Santo Ovídio, muito differente do Campo; o facto aconteceu alétn disto ás 6 horas da manhã para as 6. e meia, naquelle sitio, um poucojsolitario, e distante da Ctdade , e quando não havia acto algurn eleitoral: ora, coroo eu pedi para uma explicação, ficarei aqui. Disse mais o Sr. Deputado, que dois cidadãos foram perseguidos ale' á rua d' Almada, e que alli foram cacetudos (O Sr. Silca Sanches: — Foram perseguido*); mas o Sr. Deputado diz, que passaram por dois Quartéis (O Sr. Silva Manches: — Urn ou dois); mas na rua d*Alrhadu não haQuar-icis. . .

O Sr. Silva Sanches:—Eu disse, que foram perseguidos desde a Lap.i até á rua d'Almada; sendo assim , haviam de passar pelo Campo de Santo Ovídio , e alii ha Quartéis. . .

O Orador:—O que e facto é, que esse caso nunca o ouvi referir, s°não denlro desta Casa. Não tive conhecimento d'ou!ro, que. do caso acontecido com o Sr. Passos (José), e d'uma pequena desor-. ciem, que houve com outro cidadão pela provocação que fora í'a/,er ao cimo da rua d'Almada; nada mais sue constou que Acontecesse; e peço aos Srs. Deputados, que apresentem um único facto além deites ; ruas que o apresentem com a devida jusii-íicctçào.

O Sr. Silva Sane fie s:—Quanto aos dois cidadãos de que faltei, pelas minhas i n for m aço as conata-ine, VOL. i.0 —JULHO— 1843.

que foram perseguidos na Lapa, e que atravessaram todo esse espaço até á rua d'Almada sendo peiseguidos : é certo pois que elles tiveram d'atravessar o Carnpo de Santo Ovídio, e ahi ha Corpos aquartela d os.

Agora quanto ao facto do Sr* Veiga , as minhas informações também me dize:n o seguinte :—que na rua de Santo António é que piicipiaiam a f s» pànca-lo, ferindo-o logo n'um beiço, e dando-lhe uma grande cacetada na cabeça, que pôde desviar com o braço, onde recebeu uma grande contusão í — que elle se refugiara então n'uma venda que estava aberta (seja embora botequim), e que sendo ahi da mesma maneira perseguido, então ejjue fez. uso das pistolas que trazia comsigo. Não entro nesta questão se bem ou rnal usava de pistolas; mas o que eu pergunto simplesmente é, se qualquer cidadão, que for ferido, espancado, e accommettido por ura tropel de homens, não tem direito e obrigação natural de conservar a sua vida, defendendo-se com as armas que traz? Não entro na questão, se elle podia ou não trazer as pistolas; rnas naquella occasiào fez um uso conveniente delias,

O Sr. José Estêvão:—Sr. Presidente: o meu silencio sobre os factos, de que a Camará acaba d_e occupar-se, não foi descuido, foi um propósito. Ha muito tempo, que as Auctoridades do Porto, e alguém , que sem ter investidura legal d'auctoridade exercitava todos os seus actos por uma maneira ty-rannica e rnysteriosa, eram apontados, como au-ctores desses factos escandalosos, que em 1838, e em outras épocas não tiveram exemplo no nosso paiz; e entendi, que esta questão era bastante grave , para que os homens, que estavam involvidos nella , sem serem provocados, aproveitassem a primeira occasiào de publicidade para desmentirem esses factos, ou attenua-los de modo, que podessetn apresem a r-se ao paiz dignos da Procuração, que receberam, e nesta Casa dignos de poderem traclar cotn Cavalhenos, que nunca se mancharam em excessos de tal ordem ! . » Contra a minha expectação vi, que tão longe de se aproveitar similhante occa-sião, se tinha folgado, que logo que se abriu o debate sobre este assumpto, se não provocassem explicações a este respeito; e então a justificação do Sr, Deputado, e com ella a justificação das Auctoridades do Podo, não foi um acto espontâneo, não foi urna inspiração de moralidade; mas foi em consequência das accúsações , que aqui tinha recebido na sua presença.