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navios que abicavam ao Pyreo. Diz-se que o lai doido morrera sem successão. É falso; deixou prole infinita ; não haja medo de que a herança vá á coroa (Apoiados. Hilaridade). Parlido nacional o o moderado, oconservador, oque sabe conciliar a paz com o progresso (Apoiados).
Fallou-se em que a força armada interviera ille-galmenle ncs eleições; c citou-sc como único documento, uma ordem do exercito. Conviria porém que o illuslre Depulado nos dissesse a que eleições se referia aquella ordem, e que visse no zelo que a inspirou, c no silencio guardado a respeito da3 eleições, que actualmente nos occupam, a melhor demonstração de que o exercito foi essencialmente passivo na eleição dos Deputados: outra ordem do exercito appareceria sem duvida, se da parte da força armada não livesse havido, como houve, o melhor comportamento na ultima crise eleitoral (Apoiados).
Clama-sc contra os destacamentos militares, empregados em occasião das eleições. Peço ao illustre Deputado que consulte o que a este respeito se pratica em França; leia o art. 45 da lei eleiloral fran-ceza ....
Não encontro varias notas que eu linha tomado, e a que desejara responder. Pouco importa.... lerei talvez occasião de fallar de novo..
Pelo que toca á eleição do Algarve, que é o ponto a que eu tinha dirigido especialmente o meu estudo, declaro que eslou prompto para o combate, logo que a elle me chame algum dos Srs. Deputados (Vozes:— Muito bem, jriuilo bem). ¦
O Sr. Rebello da Silva: — Sr. Presidente, começarei lambem como o nobre Deputado, que me precedeu, por declarar que me vejo nas delicadas circumslancias em que ha um momento S. Ex.1 invocava. As minhas são mais melindrosas ainda, obrigado, como sou, a oppõr as forças débeis de soldado novo ao robusto esforço de um soldado antigo, valente, e veterano nos debates do parlamento... (O Sr. Pereira dos Reis: — Sou novo lambem nas discussões). Além desta difficuldade tão grande occorre oulra não menor, a de ser a primeira vez, que tenho a honra de me assentar nestas cadeiras.... Ambas el-las, ereio eu, dão-ine o direito de esperar a benevolência da Camara, e a do Sr. Depulado igualmente.
Em uma das Sessões anteriores ouvi expor aqui a idéa de que no exame da questão eleiloral, os Deputados aquém pertencesse tomar a palavra, deviam limitar-se unicamente á restricla defeza ou impugnação do processo da eleição; luctar neste circulo, e nunca sair delle.
Esla opinião terá por si os precedentes da Camara; militam em seu favor razões de conveniência ou de provada utilidade ? Parece-me que não. O uso recebido, a não interrompida tradição desla Casa foi sempre, pelo contrario, discutir largamente o assumpto, o não prender a intclligencia na rede de meros formulários. Éum assumpio este, que não vem nunca separado, que lem antes e depois; e a Tribuna auclorisa-se quando a esfera dos debates se eleva, investigando os factos na origem ; porque os effeitos não se avaliam bem senão assim; applican-do a doutrina ao preceito, e a razão politica ao erro commctlido contra ella — porque os princípios e a politica entram por mérito em todo o processo eleiloral, quando querem que elle se inslrua e se julgue constitucionalmente. SjímÂo N.' 15.
É por isso, que aproveitando a liberdade, concedida nos precedentes da Camara, econformando-me ao exemplo já admiltido nesta Sessão; vou seguir os passos dos dois eloquentes Oradores, que me precederam, e como elles tractarei da eleição em geral, descendo ás referencias necessárias com explicação ao Parecer sobre a do Algarve agora em discussão.
Sr. Presidente, dos bancos superiores lentou-se converter o silencio deste lado da Camara, em matéria de triumfo, para a eleição de Tras-os-Montes I De não impugnarmos o Parecer da Commissão inferiu-se que a evidencia das suas conclusões nos linha convencido, e que a mudez geral exprimia a mais doce unanimidade. Creio que espressa outra cousa mui diver% sa, e que a consequência pecen de precipitada pelo menos. Faço da illustre Commissão o conceito que devo, e seria, além da incivilidade, grave injustiça negar-lbo. Acredito, que viu, que examinou 'minuciosamente documento por documento, letra por letra até, as peças todas do processo eleitoral; e que o voto approvalivo, que trouxe a esta Casa, é o resultado do seu profundo convencimento. Longe de nós outra idéa!
Nem eu podia offerecer algumas reflexões antes de render inleira justiça á Commissão. Quando se não preparou o discurso, o calor da imaginação afia ás vezes demais a frase, e desde já, pelas intenções de respeito por lodos declaro, peço que se absolva qualquer palavra, ou expressão áspera, que me escape; se a bocca a disser, o coração engeita-a, e a cabeça não a adopta. Mas d'ahi a interpretar o nosso silencio por uma adhesão formal; d'ahi a dar-se-lhe o sentido de concordância absoluta, vai muito, e esse muito não o recebo, pela minha parle.
Não viemos aqui, os poucos que divergimos da maioria para consumir tempo, e suscitar embaraços á Camara. Não fazemos opposição de acinte; repel-limos a denominação odiosa de facciosos. Viemos, para representar um pensamento, e para defender uma doutrina. Usamos de um direito sagrado; cumprimos um dever honroso. O Systerna Representativo funeciona mal, quando no Parlamento ha uma só voz e uma só idéa — os hymnos, as apologias, a indulgência e o applauso, por mais agradáveis que sejam, não bastam. Até para não se adormecer na monotonia dos snssuros laudalivos ! ... A Tribuna fez-se para a discussão; a contradicção sensata das opiniões é que a anima ... sem ella não vive, agonisa...
Não estamos aqui no papel do avocato dei diavolo, oflicial para a canonisação romana; não queremos entorpecer; não declaramos ao Governo a guerra implacável das resistências cegas e tenazes. Defensores de uma bandeira de paz e tolerância, o bem do paiz será a nossa divisa; o interesse da sua causa, a nossa única inspiração. Rejeitamos outros estímulos, se alguém se lembrou de os imputar á opposição. Livres de vontade e de intelligencia, o voto que a Nação nos delegou, só o daremos ao que reputarmos ulil e conveniente. Não concedemos nada a considerações estranhas: tudo o que nos pertence offerecer é dos principios, é da justiça, é da verdade. Não conhecemos senão esta religião, não juramos oulro evangelho... fora deste caminho não nos procurem, que não nos encontram. Se nos aceusarem de erro por isto, dizemos que somos felizes por cahir em erro, tão disenteressado!