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devido aos mortos, lembremo-nos que não se podem offender. Não lhe profanemos a campa com epitáfio deshonroso!...
Vou concluir; mas antes seja-mepermittido notar á citação do emprego da força em França durante as votações, que não consta de nenhum processo eleitoral daquelle paiz e que eu saiba, que a tropa interviesse nos actos que o constituem. Os soldados são só cidadãos diante da urna; diante da inagesta-de do sanctuario mesmo a sombra de uma espada parece sacrilégio. E já que se lembra a França, oc-corre-me advertir, que a Inglaterra onde a pratica do governo representativo é mais perfeita e mais clássica, ha uma lei que nenhum excesso de partido au-ctorisa a infringir, embora as injurias resoem, e o pugillato se trame nas praças. Essa lei manda retirar a força para designada distancia das assembléas eleiloraes. Prefere o inconveniente de um confliclo entre os partidos ao perigo, de fundar a mais leve suspeita de influencia militar na eleição. Parece-me que nesta matéria, a argumentar com exemplos, lambem se podia citar a Inglaterra, donde lodos aprendem, porque funecionava lá o syslema constilucional, quando a Europa nem se quer o balbuciava apenas.
Sr. Presidente, voto a favor da eleição do Algarve, porque não posso ter senão duvidas, e faltam elementos de certeza para condemnar em tudo os factos eleiloraes; se tivesse certeza havia devotar contra; e como essa falta e meras presumpções de ille-galidade, segundo os principios que professo, não bastam, para julgar hei de seguir omelhodo estabelecido, e esse não auctorisa senão a approvação. Citei diversos vicios e excessos, porque repellir a sua cumplicidade é um dever, cimpor-lhes o estigma de severa reprovação, é o officio que a justiça e a moral nos encarregaram. Fallei alto e rigoroso, porque são taes esses faclos, que nenhum partido, nenhum homem qualquer que seja a sua posição, pôde ficar silencioso diante delles sem assumir a grave suspeita de os approvar. Pela minha parle volo-lhe a mais áspera e convencida censura (Apoiados de todos os lados).
O Sr. Presidente: — Falta um quarto'para dar a hora, não sei se os Srs. Deputados querem que continue a discussão. (Vozes: — Continue, continuo.) Tem a palavra o Sr. Guedes.
O Sr. Assis de Carvalho: — V. Ex.aha de perdoar, eu linha pedido a palavra depois do Sr. Guedes. .. ( Pausa.)
O Sr. Silva Cabral: — Tenha V. Ex,la bondade de definir a qual dos Srs. pertence a palavra para não estar a Junla em inacção.
O Sr. Presidente: — Quem se segue a fallar segundo a inscripção e' o Sr. Assis, e depois o Sr. Guedes. .
O Sr. Silva Cabral: — Pois bem, então nessa conformidade.
O Sr. Assis de Carvalho: — Sr. Presidente, o que •eu lenho a dizer a respeito da eleição do Algarve ha de ser reslriclo a esta eleição, e era por este motivo que eu linha pedido a palavra depois do Sr. Guedes, e ale' a pretendia ter depois do Sr. Governador Civil, porque talvez que S. Ex.a respondesse convenientemente, e eu dezistisse da palavra; mas como isto assim não foi, usarei delia brevemente, como sempre o farei, para moslar, que de todas as Sessão N." 15.
eleições que se fizeram no reino, a eleição do Algarve devia ser considerada a mais justa e legal; e que rne parece que foi bem pouco trazida para a discussão geral, a eleição de uma provincia onde se commelleram menosilleg.alidades, (Apoiados) e que o não foi para esse fim nem como primeira nem como ultima, nem como mais considerável pela sua importância cm todo o reino. Eu não entro na discussão geral das eleições por muitos molivos, e um delles e o mais essencial é, porque lambem segundo a minha opinião, se não houvessem causas necessárias para que a eleição se fizesse neste período, eu julgaria mais conveniente que se fizesse em circunstancias mais pacificas; mas como não podíamos abstrahir nem remover de nós as causas por meio das quaes devíamos proceder já á eleição, era necessário que se fizesse no statu-quo j e nestas circunstancias é indispensável tomar as legalidades ou ille-galidades que apparecem nas eleições em respeito a esse estado.