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já o inlerlupidr aflonymo,' para qncpiove o contrario... Não dirá senàoIrereMas, esactilegios. (Apoiados.)
Sr. Presidente, repito, nâo é por cMe modo que se ha de resolver a Questão Financeira; nâo é apiesen» lando o Ministério hoje um Projecto; a Oommi>*â» de Fazenda amanhã nllerando-o no lodo, nu na maior parte, e o Governo ceder das suas idéds, cnn-foriiiar-se com todas ns alterações; que o Paiz pôde remir-se da mina em que se ncha; c necessário que o (íoverno tenha um pensamento seu, um pensamento fixo, de une se nâo iilluste; e o que vemos nós? Vemos vacillar oGover.no de Projecto em Projecto, de recurso em recurso, sem norte, sem rumo ceito. Que vemos nós ! Vemos o Governo npresen-tar aqui os seus planos, irem á Coiniiiissão de Fn-íendu, b Goinmissão emenda-los como lhe apraz, o Gowrno subiiretler se, e depois no meio do debate desligar-se dn própria Commis-ão! São faclo*. Palio da Lei acerca das Notas. Islo prova falta de opinião própria, e neslas mateiias, a ausência de vontade envolve a quebra de credilo. Nâo se illudam ; no citado a que chegou Portugal, já nâo aduiillo esses remédios nnodinos com que em lodos os tempos o tem querido curar, já irão adrnitle esSascornucopiâs de Amalthéa espargindo flores; já nâo admille Empíricos enganadoies, e Serens de falso cantar. Es«a plebe de parasitas, negociadores de illusòes, deve ser exauclorada aqui pela verdade. E-lá pobre, não o Paiz, mas o sen Thesouro; lia uma crise Financeira a que é necessário acudir quanlo anles com os meios convenientes ; é preciso que o Governo siga esta questão de perto, e que não nos diga, que o horisonle é risonho de esperanças, porque o holisonte só está co-berio de lúcio.
Diz o Governo, e Commissão no seu Parecer, que estes sacrifícios que se exigem hoje sâo temporários, e affeclain só este anno; perguntarei a V, Es* e á illuslre Commissão: —em que se fundam para nos asseverar que os sacrifícios exigidos para este anno, não se hão de repetir no anno próximo? Quaes sâo as novas receitas creadas para o anno futuro? Quaes são os meios propostos para não ser preciso lançar mâo deste remédio, segunda, c terceira vez ainda ? Nenhuns ha, os Empíricos' não saem da antiga phar-macopéa. L querem, que se acredite em melhor futuro nâo creando, nem melhorando as fontes da receita ! Julgam que sâo Deos para lirar do nada o Universo?.... Podemos crer que esles sacrifícios diminuam, quando se não cuida por lodos os modos de combater com retdtdade o deficit que nos oppfi-me? De certo que não. Lidam n'uma fadiga vã; aí cabeças da hydra, coitadas, renascem de novo. — E esta hydra é qrre precisa de verdadeira mão de ferro! (Riso.) Sr. Presidenle, em quanto não vier uma Administração que olhe toda a questão financeira em grande, para tambem em grande a resolver, em quanlo nos restringirmos a estes Expedientes de Empírico, o mal ha de aggravar-se; os sacrifícios) que se chamam temporários, hão de tornar-se permanentes; as circumstáncias hão de exigir que de futuro, por força, ainda se requeiram mais. Esta é a verdade; fallemos sempre a verdade ao Paiz.
Disse um illustre Depulado, uma vez que eu aqui fiz algumas observações sobre um objecto idêntico a «sie, que apresentasse eu o meio de sair desta siiliía-çãoy e que me não limitasse; tmicamente a palavra», S^asâo N." 18.
Respondo ao illustre Deputado, que a mim perletí-ce-trio apresentar os factos, e que os facios expri-meui-se por letras ou palavras; quanto aos meios de' vencer a crise, nâo sou Governo para lavrar os planos, e conceber as' Propostas. Esse encargo pertence a outrem, é dos Srs. Ministros; para esse fim estão naquelle* logares; sei só que se a Sciencia de Fazenda se limitta a receber e pagar, é Sciencia de caixeiro, facillima de possuir. > ¦ Censurou-se aqui asperamente uma Administração, que regeu os ^negócios do Paiz de Maio a Outubro de 1846. Acrusaram-ha de enormes erros ein Finanças; de ler adoptado providencias violentas, exigindo grandes sacrifícios. Passou lempo, e hoje apparece ella justificada pela bocca dos censores, è hoje aquelle Partido alfronlado pelas Verrinas dos' chamados Cartistas pôde accusa-los dè seus plagiários De feito o plano do Ministério aclual é do Partido Progressista. São sem duvida as mesmas idéas, que lanlo se eslygmatisararn 1 Hoje oGoverno apresenta o Programma Financeiro daquella Administração, e ainda exaggern mais os sacrifreios! Respondei aodilemmn, homens da siluação : escolhei; oucnlum-niasies aquella Administração, ou errais com ella perfilhando Oseu Programma. E entretanto o Minislerio representa as idéas dò Purlido, que' tão cruelmente acensavn! E entretanto este Parlido que lanto repugnava á reforma de Maio de 1846, converteu-se do repenie, e abdicou Iodas as suas idéas financeiras, abdica as suas idéas administrativas, e adopta as dos contrários!
Os meios que temos para atravessar a crise, não me cabe a mim expô-los; os Srs. Ministros que o façam, devem lêr pensado nisto. Esses trances dè amargura, porque dizem que passam, pára mim não são defeza; acceilaram áquelles logares, porque sè julgaram aptos para decidir a queslão: a nós só noS importa perguniar-lb.es—¦ se a tem resolvido, edequé modo. Os Sr?. Ministros-deviam saber o estado em que eslava o Paiz, e de que recursos podiam dispor para se tornarem superiores ás diíficuldades. (Apoia-dos—-Votes: — É Verdade !)¦ Todos sabemos como procede a Inglaterra, quando uma crise annieaçn; a Inglaterra lambem recorre ás reducções. Vejamo-la abraços coni a crise de 1842, ou com a ultima. (O Orador aqui historiou largamente a origem, e desenvolvimento da ultima crise financeira da Inglaterra, C discutido Os meios empregados pelo Governo Brilannico para a destruir, provou que só por um syslema sincero C connexo se vencem as grandes difficuldades.)