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lado da Camará hão tinha cabal conheci mento dessas medidas. (Urna -voz— Não disse isso)—- Não se disse isso? Eu o vejo escripto no discurso do Sr. Ministro impresso rio Diaiio do (loveriVo (Apoia-*do$). Sr. Presidente , está absolvida a Opposiçâò segundo Iodos os piincipios de direito, porque à Opposição não tem de julgar pelo melhodo adoptado na Escola de Pithagoras-; e também se não terá 'dito que a Camará ainda nlo vira senão úiím àrnoí-trinha dessas medidas? Então se essas sobre que se pede o] bill não são mais do que amostrinha das outras, venham todas para. se poder julgar do sys-tema completo; e não se nos obrigue a pronunciar sobre o que não conhecemos. As providencias tomadas pelo Ministério com infracção da Lei são torntudo só as que foram publicadas; e só sobre essas se deve fazer juizo, e não a respeito das que, ainda não vimos y e que o Governo trará' quando puder. -
Sr. Presidente, se eu não estivesse persuadido, que o Ministério nào quer affaslar-sc do cominho da liberdade, o que se disse aqui levantaria em meu animo suspeitas graves, e me faria vacillar sobre «is intenções do Governo: tenho transcripío as palavras ciladas a A Nação quer cousas e não systeina'^--^ rnodidas é que o Povo quer, e não principiosi—-* Isto e' decesivo. Esta snria a Imgoagem moderada de um «•absolutista tamanho como Gengiskan ? Mas isto não pôde sor; islo escapou a um dos Membros do Gabinete. Não creio que houvesse a intenção deliberada de dizer á Nação, que não lhe importassem os princípios Constitucionais, porque tanto san* gue ella derramou (s1 pelados*) i que não lhe importassem a forma de Governo Representativo, e á divisão dos Poderes, e todas as garantias d.i L;her-díide e.de ordem (Apoiados) ; e que só cuidassem em estradas, canaes, verrumas artesianas, carrões, e minas de rnetaes preciosos (Risodus^, tudo bom e fxeellentO', m.as sem a perda dos' principias j pó r q ir*; soa sua mteira observância pód<_ digo='digo' aos='aos' neces='neces' f.jso='f.jso' isto='isto' obstem='obstem' permanência='permanência' presidente='presidente' r.ao='r.ao' repilo-='repilo-' muitas.='muitas.' escapar='escapar' ouvir='ouvir' discul-pn-='discul-pn-' ao='ao' pôde='pôde' ministro='ministro' estamos='estamos' esses='esses' isso='isso' vezes='vezes' destas='destas' despotismo='despotismo' tag1:_='oirvi:_' prova='prova' portugal='portugal' ft-rn='ft-rn' produzir='produzir' õuvio='õuvio' o-que='o-que' se='se' prós='prós' pou='pou' outro='outro' píidxír='píidxír' houver='houver' _='_' tão='tão' a='a' uberdade='uberdade' e='e' bens='bens' lhe='lhe' j='j' k='k' o='o' coração='coração' muito.voraz='muito.voraz' peridade='peridade' to='to' apoiados='apoiados' nào='nào' da='da' com='com' de='de' abusos='abusos' _.lingoa='_.lingoa' _...='_...' refrrenciíi='refrrenciíi' som.='som.' sario='sario' do='do' desen='--gonetno-no.-?-,' meio='meio' palavras='palavras' dar='dar' sahindo='sahindo' me='me' gosto='gosto' princípios-='princípios-' liberdade='liberdade' bt-m='bt-m' entre='entre' são='são' escrevi='escrevi' qtre='qtre' ftsse='ftsse' ternos='ternos' em='em' sr.='sr.' pôs-sivt-i='pôs-sivt-i' que='que' jfistiça-nâ-o='jfistiça-nâ-o' nós='nós' profere='profere' disse='disse' para='para' não='não' tag0:_='_:_' apoiados.='apoiados.' í-1pniad-fís='í-1pniad-fís' é='é' qús='qús' filsoj='filsoj' haver='haver' pudesse='pudesse' quando='quando' distantes='distantes' dito='dito' í.-o='í.-o' cérebro='cérebro' riqueza='riqueza' ô='ô' ha='ha' pi='pi' porque='porque' xmlns:tag0='urn:x-prefix:_' xmlns:tag1='urn:x-prefix:oirvi'>. Ministro da Justiça—• l MJ responderei) ; e rambern ouvidi:2ers-que a Nação era tiiuito tilbsof.i ; e quê como taf só via- o que llie entrava pela pelie. Sr. Presidente ? estes ou outros quaesquer Ministros,, não devem es-tianhftr acharem contra urna infracção da Cosisfi-ri-çno do IViz opposição fortíssima em qualquer d;aà 1'amaras Legislativas: devem pelo contrario estima-lo. Quem -combate uma usurpação dos Poderrs Combaterá Iodas; e e bem certo que umas que se (o-ler-em,-ií.uclorisatn Outras, nào só do mesmo Podor. frias de todos os Poderes políticos. Que diria o Go-vertio se'a Camará tendesse- a adiniitir em seu seio
um Comittê Governátivo? Havia dê óppõrisej ba» via de dissolve-la pelo n)ènos, e teria sem duvida rhui« ta razão; mas quando nós nosoppornos á usurpação do Executivo, damos uin testemunho de que nós ópporenros a todas; e nisto fazemos o nosso dever,, Por tanto, enienda-se que nós defendemos os princípios; e quê sendo isto certo não devemos merecer ã inculpaçào que se dirige em gera! a homens^ que não approvam a política do Governo, de occu* par-se de obscuras intrigas, pèrtenderido indispor a Maioria com o Governo, o Governo com ò Presidente do "Conselho, o Presidente do Conselho com. o Ministro de tal Repartição, *e este com as das outras Repartições ele. j isto é um nunca acabar de imputações absurdas e pueris-•«- cousas de que niri* guem tem noticia ; ao menos que eu absolutamente ignoro^ e a que sempre serei estranho (Apoiados), Pois fazer opposição a quaesquer actos do Executivo que sejam usurpação das prerogativas do Le-% gislativo ha de ser necessariamente eííeilo .de maquinações, e ma!-querenças individtiaes^-ambições1 e períençôes ás Pastas do Ministério? Não sei se^ ha razão para tão rnal julgar os homens: eu não lenho tanta indisposição como estes Srs. (Riso).
Manda-se que não tenhamos desconfianças, inan* da-se imperiosamente que não tenhamos desconfianças : não posso responder pelos outros; respon* do por m i m que as não tenho: já odisse} e accres-ccnío qiie ate chego a confiar em alguns Membros; do Ministério de quem sou amigo; e sern otfender; os demais de quem não tenho a honra de possuir a ahiizàde, asseguro que a respeito dos primeiros os reputo homens muito dignos^ Corntudo quem diz: Confiai nos princípios, nas intenções dos Ministros^ diz mais do que pode fazer-se. Que ! .pois a confiança ordena-se? »••••' ••> •
Sr» Presidente, a confiança inspira-se : os factos-a produzem,^queira-se oti não se queira^. Se alguetn vendo um Governo severamente adstíicto aos seus; deveres,' religioso observador das suas prerogativas> nunca abusando da sua Auctoridadé, dando em1 todos os seus actos prova de que sabe conlêr-se dentro dos limites das suas attribuições — se alguém, digo eu, vendo proceder assim tal, Governo desçon* fiasse da sua siucòifidade, de certo seria insensato: só falsamente se lhe negaria a confiança, que e' uma conquista que os factos fazem sobre às convicções alheias-. ", - ':