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to, só por nos termos podido subtrahir (falia do Governo) a certas transacções, que nos poriam em maiores difficuldades. Pòz-se isto em duvida"; e para fazer o caso mais -feio, disse-se que eu fazia allu-soes.... Não fiz allusão. Vim para esta Camará

meios necessários para acudir ás despezas do The* souro ; declarou francamente e disse «se acaso me demoram esta transacção para que cila se con funda com a que se propõe sobre a decima , desde já declaramos que nãoqueremos contractaf; primeiro ha-

com o propósito firme de tractar somente'das cou- vemos de ter os meios para fazer a & dês pé zás ordina-- -- J " /•/•--i... -i • f rias, quando tivermos esses meios, então traciare-

mos de igual a igual, porque é deste modo que se vê sé as transacçòes^eonvém aoThesouro, ou se lhe são prejudiciaesi

« Vós nào fazeis nada; (disse-se aqui') o que de-vieis fazer era um plano vasto, que abrangesse todas as necessidades do Estado, que acabasse a divida íiiictiiiiute, que evitasse a escala ascendente, que.... nào sei ó que..-, .-que vos salvasse» pois bem; como pôde .algum' Sr. Deputado dizer, que nào são e*tes tópicos justamente aquelles que se tem em vista? Como pôde algum nobre Deputado dizer, que nós nào cuidamos da divida flucluante, da caixa de sua amortisaçào, quando esse "é o fecho d,i abobada ? Quem pôde duvidar que esta medida havia de por força incluir-se nos Projectos que o Governo aqui trouxesse ? Eu affianço que a caixa da morUsaçâo é uma das características dos nossos projectos, ellu virá á Camará, e graças a Deos que ainda temos- inuilo e muito com que lançar os fun-demento» dessa caixa; não direi muito com que a dotar, seria inexacto se o dissesse, mas temos muito e muito com que lho formar alicerce : esta na sã» bedorift do Parlamento, está nas circurnstancias que se hào do desenvolver, o ir-se dotando cada vez mais. Nào lia duvida que lemos muita cousa que não Fiilrando para a receita ordinária do anno pôde ser de grande momento para enriquecer a caixa da amortisaçào, mys isso nào o matéria de que se tra-cie agora , nem tão pouco da escala ascendente. O n«b'-e Deputado".que fallou sobre a escala ascendente sabe muito bern que esses foram sempre os meus sentimentos; e por esse lado digo, que não tem estado" o Governo ocioso.

O Governo tem accelerado as negociações cora o Brasil, tem approvado ocontracto feito com esseirn-perio; por fsse contracto vamos arrancar á escala ascendente quasi a totalidade da nossa divida de 1836, isto é , quasi 7,00 mil libras!. .. . Ma"s Sr. Presidente, para selractar da escala ascendente, a primeira cousa necessária era concluir a conversão; esta conclusão não a poderarn levar avante alguns dos Ministérios que precederam a este ; esta conclusão tem feito rápidos progressos desde que nos sentamos nestasca-^ deiras (/ípniados'); sejam as circumstancias quaes forem , (nas posso dizer á Camará , que quasi que não havia correio ou paquete om que senão annuti--ciasseuf 3001 e 490 mil libras convertidas, de maneira .que esse e urn negocio que se pôde hoje considerar corno acabado; e já hoje se não quotàrn na pr«ç'a senão--os fundos convertidos, quando ainda ha mezes se não quotavam se nào os fundos não con*

sãs; de não offender ninguém de propósito firme, de me não referir a cousa alguma passadas

Eu disse que tínhamos obtido dinheiro com mui pequeno sacrifício, calculando-se com o que se faria para levantar 500 contos. Eu referia-me a essa transacção do desconto da decima , que só produziria 500 contos para o Estado, e. que traria comsigo um grande sacrifício nos papeis que se deviam receber. Nào era possível que eu fallasse ern 500 contos com referencia á transacção do nobre Deputado, ao seu Decreto ; porque não posso suppôr que toda essa transacção, esse grande plano tivesse só em vista obter 500 coutos: isso não faria muita honra ao illustre Deputado. A transacção que se lhe seguia, e que o il-íustre Deputado disse que tinha na inão, porque o banco se prestava a isso, arrasaria o banco, daria com as instituições liberaes em terra; porque o abalo no banco já uma vez fez estremecer a ordem de cousas estabelecida; e não digo isto sem prova*

Sr. Presidente, quando \\o-salvctterio se estabeleceu um novo methodo de pagamento, e novos recursos, o banco achou-se compromettido com os 500 contos que tinha descontado aos militares; o banco levantou-se corn um só homem contra essa medida, e gritou por toda a parte que iria a terra, que uma corrida cairia sobre clle, se acaso ás gfandes som mas que lhe devia o Thesouro, se juntasse o não paga-'triento daquelles recibos descontados aos militares. E se isto era, por uma quantia tão limitada, quando não se pagasse, e ao contrario se augmentasse o desembolso do banco ate' 1000 contos , que aconteceria t Quem não prevê que uma corrida arrasaria o banco ! E a prova disto e que quando^o Presidente do banco se apresentou no 1'hesouro, houve quem visse que"vinha pálido e enfiado. Apoz esta medida que acabaria com o banco, a melhor das instituições cournerciaeg desdex]ue • ha System.a Constitucional, nào havia outra que não fosse melhor. .

Disse-se também que todos fecharam as portas ao Thesnuro, e que por isso não teve logar o desconto das decimas. Já um nobre Deputadojusti&cou o Governo. Esse nobre Deputado, que não era capaz de faltar á verdade, já declarou que nào se fecharam essas portas. Recorreu-se aos homens endinheirados por urna Portaria": porque por uma Portaria se en-c tavam sempre negócios desta natureza;"ouviu-se o seu Projecto, ou .Proposta , como lhe quizerem chamar, mas muito soleinne ; porque vieram os próprios Directores do banco, e esses homens respeitáveis que •haviam composto essa Companhia, vieram fazer so-lemnemente a sua Proposta. Com isto está suficientemente respondida a proposição dê que todos tinham^

feciiado as portas a,o Governo: não foi assim, Sr. ^vertidos!

Presidente», e o que fez o Governo? Pediu tempo Sr. Presidente, escureceu-se ou não se quiz fazer

para considerar, tinha-se prevenido com .outros meios menção do argumento principal de que tem usado,

para não receber a Lei de ninguém, paia não contracta r na piopria hora (sipoiados) 5 para senão ver obrigado a acceitar tudo que lhe dessem ; e aqui se houve, fpermitta-se-me dize-l.o) foi alguma previ-

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dencia da parte do Governo; o Governo não quiz entrar 'nessa negociação sern ter por outra parte os