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a'ò menos 'carregado com aduelía ? Não rriandamosj nem mandaremos , nem havemos de sailir deste es* lado de cousa's, em quanto no Paiz houver Com-mercio que renda 20, 30, e 40 por cento (slpoia* dos geraes}. ' ' . •

Ora agora ^ Sr. Presidente, eu não duvido que os nossos esforços sejam impotentes para remediar estes tnales^ não o duvido; mas ao menos accei* tem-nos a vontade com que entrámos neste caminho; rnas ao menos não se diga que nós lançámos tiiâo deste estado para nos sustentarmos nas Pastas ; mas ao menos não se diga que nós queremos estabelecer o absosutismo,

Sr. Presidente, eu não entro nos-detalhes das medidas, ellas ahi eslão. Alguém Ma de votar contra ellas; alguém ha de fazer peior do que votar contra ellas, ha de flanqueá-las, o que e maior mal do que francamente votar contra. (jípoiadoT,). Mas eu nãt» conheço de táctica: sei que todos os ^grandes Mestres lêem o seu golpe particular contra, o qual é necessário acubertarmo-nos. Napier não venceria a Esquadra de D. Miguel se não gê. arrojasse a um lance arriscado; contra elie não soube precaver-se o nosso Almirante, precatemo-nos nós tanto quanto for possível , e o Governo espera que a sua Camará lhe faça justiça (riso da Esquerda). O Orador:-— Não lirem partido de um lapso de língua; não tirem partido, por que isso denota fraqueza (muitos Apoiados da Direita): o Governo espera que a Camará ha de fazer justiça ás suas intenções, que o ha de auxiliar não só neste ponto votando francamente pelas medidas que apresenta, mas nas outras medidas que vierem ao Parlamento, (Apoiados) ou approvando-as , ou substituindo-as; aias'nunca perdendo de vista que este estado de cousas não pôde durar; nunca perdendo de vista que a Pátria reclama grandes sacriíicios dos seus filhos; nunca perdendo de vista que lemos muito de que tractar — o Projecto 'dos vinhos, o Projecto das• connnunicações internas;" M()G temos outras cousas de grande ponderação: e foi a tudo isso que quiz aliudir o meu nobre amigo o Sr. Ministro da Justiça quando disse—que não estivéssemos agora -perdendo o tempo conr» questões de Di= ré i to Publico, porque ha cincoenla e tantos annos S'e não tinha traclado de outra cousa —foi e s l e o seu sentido: ó nobre Ministro não disse — que po-sressernos de parte os princípios — isso não; o que v>íle disse é o que fazem hoje todos os Parlamentos da Europa. Do que se occupa o Parlamento In-glez , o Americano, o Belga? Occupanr-se de fa-z-er prosperar os interesses dos seus Pai/.es: nessa prosperidade e que está a applica-çào. dos princípios ; es-se é que e o interesse do Governo. Se se dissesse, nós queremos promover estes interesses calcando aos pés os princípios ; s.e tal dicto se pró vasse , haveria razão para o rebater; mas os princípios não se calcam, conservam-se e guardam-se ;x. os princípios serão sempre sagrados para esi-e Ministério , e esta Camará. Q que entendeu pois o íneu Collega , e eu desejo, e que gastássemos menos tempo nestas polemicas, nestes discursos sobre Direito Publico que já(são spclicos , -e que-enjoam ate aquelles Lilteralos que somente lêem Gazetas. De prosperidade e' que se tracta , e e esta de que eu espero que a Camará se occupará.

Sim, Sr. Presidente, eu espero que nós havemos YOÍ-. 1.° — JANEIRO—1843.

de ter tempo para applicar as nossas medidas: não quero recommenda-las, quero simplesmente dizer que não são lançadas a esmo, que têem um fim : é elle bem fácil de cotnprehender, isto é, acudir ao dejicit do anno corrente, e acudir ao déficit do anno futuro —; quero dizer, em qnanto aos annos futuros, equilibrar a Despeza ordinária corri a Receita só ordinária. E se as medidas que propo-zermos, não satisfizerem estes fins, estas necessidades, eu desde já imploro á Camará, desde já imploro a todos os dignos" Membros de um e outro lado da Ca-rnara que façam todos os esforços pelas substituir, para contribuírem para este remédio; na certeza de que se neste Parlamento tornarmos a ser ludibriados '• como fomos no Parlamento de 41; na certeza de que se agora não conseguimos remédio a estes ramos da Administração, estamos completamente perdidos. ... Espero que não ha de ser assim. (Numerosos apoiados. O Sr. Ministro foi cumprimentado pelos seus amigos.)

O Sr. jFdrrao: — S'r. Presidente, pedi a palavra, por que entendi que não podia decentemente ficar silencioso nesta questão.—-Entre as medidas, de que o Governo lançou mão, usurpando atlribuições, que só eram do Poder Legislativo, vem compré-hendida a da suppresêão dos Contadores de Fazenda. ....

(Havia muito sussurro na Sala).

Q Sr. Presidente: — Queira o Sr. Deputado interromper o seu discurso ate' que a Camará soce-gue. —r-Peço attenção,

(Restabelecido o silencio o Orador prosegue).

Sr. Presidente, tanto quanto as minhas forças m» permiltiram no exercício do meu emprego de Procurador Geral da Fazenda, eu tenho requerido e propugnado constantemente contra os abusos, contra os damnos que resultavam das Contadorias de Fazenda.