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tido a política ministerial — se eu quizesseexcogitar usais algumas laaões ou argumentos, intentaria uma obra inútil, impossível, e estaria no caso de D. Queixote que combatia moinhos! [Riso] Sr. Presidente, não representarei esse papel; esperarei o muito apregoado discurso do Sr. Ministro da Justiça; ouvirei trovejar a colara desse Acliilles; já me tarda, Sr. Presidente, que S. Ex.* venha: e enlâo ficará a minoria esmagada debaixo do peso de suas pode-rosas e conscenciosas rasões! [Riso] Tenho dito.

O Sr. Motriz: ^-(O Sr. Deputado ainda náo res-tituio o seu discurso).

Sr. Mini&tro da Justiça: Sr. Presidente, não poderei desenvolver a força de Ackilles^ titulo com que me honrou um nobre Deputado da opposiçâo durante a minha ausência desta Camará; nem eu vejo que rias nossas pelejas em que as armas afogar são a hngoa, c os raciocínios, seja necessário ser Achillesi que nunca s-e distinguiu na argumentação, rnas sim pelos feitos da sua espada, e a força do stju braço.

Tenho inteira confiança na justiça de causa que defendo: não começarei por tanto o meu discurso á imitação do que fizeram muito., dos illusires Deputadas da opposiçâo. Suas Senhorias desconfiados de si próprios, quizeraoi tirar desde logo um salvo-cunducto para o caso da rejeição de suas emendas e substituições, disseram que fatiavam somente para deixar consignados os seus princípios, e perjtén-dendo descobrir a causa da má posição que terrinas-ta Cansara, graves, injustas, e não merecidas insinuações fueram contra a maioria, e contra o Ministério; os nobres Deputados -podiam no entanto achar com facilidade o que perlendiam na injustiça da causa que defendem, e não sei se em alguns dos seus próprios defensores! ... ( apoiados).

Também eu desejo deixar consignados os meus princípios, mas lenho necessidade de destruir ao mesmo tempo injustas ecalumniosas accusaçõe>; sou a isso forçado; se eu for algumas vexes forte na de-feza, espero que V. Ex.tt e a Gamara se recordem das scenas escandalosas que tiveram Jogar nas Sessões de terça e sexta feira da «emana passada. Espero que a Camará atlenderá a que se os direitos da d'>fcza não são maiores e melhores que os da accu» sacão, não podem ser priores, nem inferiores; espero que a Camará atiendera em fim a que eu como Deputado, corno hnmem , como Ministro da Coroa sou forçado a rebater e a d"3lruir accusações e insinuaçõss fdísas, calummosat, e injustas, caprichosas, insidiosas, e iymtesnaticam^nte, e de antemão preparadas, não com o intuito do bem publico, mas para derribar a Administração, e checar ao Poder, que nu opinião destes Srs, Deputados tem sido enxovalhado pelo Ministério, e que o Ministério entende que nas mãos dos nobres Deputados só serviria para promover o bem do Paiz, e sustentar a dignidade, e o decoro doThrono, er!a Nação! !.. .

Na opinião de alguns Membros da opposiçâo nada lia que esperar de born da parte do Governo ; suspeitam-das nossas intensòes, e por intenções no? condenmam! Na opinião de outros, o Governo já é taxado de desleal, de liberticida, de nppressor, ate de corrupto. Examinaremos este negocio da maÍ3 grave importância.

A Opposiçâo entende que todas estas proposições absurdas e falsas estão provadas porque assim o VoL, 2.°— Fevereiro —1841.

quer a Opposiçâo, e porque já não e' só uma, roas muitas as opposições, que partem de todos os lados da Camará.

Nada me importa que haja uma, duas, três, ou mais Opposições; existam muito embora a Opposiçâo Setembrista , a Cartisla, a provisória ou volante^ e a da ordem verdadeira ou conscienciosa ; existam e trabalhe cada uma para chegar ao seu fim, não se tire porém d'ahi argumento para mostrar a pouca popularidade do Governo, e a sua anti-na-cionalidade; porque se nos Governos representativos as maiorias é que representam a opinião nacional , se e' verdade que o Governo tem tido, e espero que ha de continuar a ter uma grande maioria nesta Camará, a existência de muitas Opposições não prova senão que é grande o numero dos ambiciosos, e que «Efectivamente existem alguns Conscienciosos (muitos apoiados.)

O Sr. Derramado:—Sr. Presidente, peço a pá- -lavra sobre a ordem.

O Orador — Eu ouço pedir a palavra ao Sr. Derramado sobre a ordem, cumpre que desde já declare , que o que acabo de dizer não diz respeito ao Sr. Deputado.

O Sr. Derramado: — Não e' para responder ao Sr. Ministro.

O Orador —Ha no entanto neste assumpto de Opposições uma circunstancia, que não deve deixar de notar-se, e ve.n a ser o calor que as'mes-mas Opposições tomam para rebater a ideada união entre ellas; e isto não obstante vêr-se que faliam a mesma linguagem, que apresentam os mesmos raciocínios, que defendem a mesma doutrina, em fim que tendem ao mesmo resultado ! Eis-aqui uma questão que também nada me importa, mas devo pon* derar que o argumento que o Sr. Deputado por Ar-ganil produzúu para fa

Mas, Srs., para que e' tudo isto? Quem não vê que a questão é só de melindre? A Opposiçâo Cartista pertunde apresentar-se corno tendo arrastado asna política a opposiçâo setembrista; esta perten-de fazer acreditar que a Opposiçâo Cartista se lhe unirá ern tudo e para tudo ; eu não sei oque se passou na realidade, o que eu sei e' que a Opposiçâo Cartista, como alguém escreu com graça, entoa hymuos na mesquita do Sr. José' Estevão, e que por não serem estes hymnos os mais sonoros, e os que rnais agradam á Nação, tem a Opposiçâo Car-lista perdido todo o credito entre aquelles mesmos que estavam persuadidos, que elia trabalhava para restabelecer a Carta, ou para ao menos fazer triunfar os princípios consignados na mesma ; desgraçada Carta , se conta só com a defesa e apoio do Sr. Deputado , e dos saus poucos amigos ppjiticos! (muitos apoiados )