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Deputados quer pertencendo a qualquer das Opposições, se teiw com tudo conservado no cami-nho da moderação, approvando o que entendem bom e reprovando o que acham máo; não se entende eom aquelles que mesmo reprovando inteiramente a pohtica do Ministério, se têrn 'contido nos limites da boa educação, da decência , e da honestir da.de; não se entende com os conscienciosos, e com os provisórios ou volantes; e não se entende finalmente com os que approvando em geral a política do Governo, se tem delle separado em uma ou ou? tra questão. Por estes tenho eu a maior consideração ; eu lhe tributo os meus respeitos, elles tornam-se dignos por todos os motivos; e as suas declarações feitas nesta Casa, e fora delia não mostra m senão a sua independência; respondo á Opposição, que diz não, sempre que o Governo dia -sim — diz sim sempre que o Governo diz não; para piovar, que muitos dos actos, da Governo durante a ausência das Cortes são contrários ás disposições detnui-tas Leis; accusou o Ministério de liaver exercido «ma dictadura monstruosa ,.o Ministério que depois de ter decretado as medidas que entendeu ser indispensáveis para manter a integridade do Remo, e para sustentar a dignidade e decoro do Throno, e a própria Constituição ameaçada , vem entre os Kepiesentanles da Nação dar conta 'do seu proce-,dimento: respondo á Opposição que por lhi« íalta-retn argumentos, emotivos para atacar o Governo «e lançou no caminho dos doestos, das falsidades, e d^scalumnias. Em todas as Oppo&içòt-s ha gente honosta , a esta respeito eu como homem , e ainda mais como Ministro (apoiados.')

O Sr. Deputado péla Guarda apresentou á Ca-mara um longo arrastado, uma larga oração, uma immensa dissertação pertendendo declarar , que o Ministério é réo de violação das Leis. e que atten-ta a immensa responsabilidade, que tomou sobre si» e tendo em vista os motivos que para isso concorreram, pede aos Representantes do Povo que oe julguem.

O nobre Deputado accusou o Govern~o de ter exer-,cido uma dictaduia monstruosa. Os Du-iadores, e principalmente os que pxercetn Dictaduras mons-, truosas não sujeitam assim a sua cabeça ásenten-,ça dos seus Juizes, podem ser victimas do resenti-mento nacional, mas não se apresentam voluntariamente no Tribunal da Nação para serem julgados.

O nobre Deputado deu-ge a utn trabalho mutii, 09 próprios Decretos, as explicações que haviam já sido dadas pelo Governo durante a discussão do. He-gulamento, deviam ter dispensado a S. Rx." de fa-^zer uma tal demonstração ; mas o nobre Deputado imaginou que abria a sepultura do Ministério na explicação que desse sobre uma tal questão ; o nobre -Deputado exultou de jttbilo e praser ao ouvir a explicação que deu o meu honrado Coflega o Sr. Mi-nistro do Reino, cantou a victoria, e dando o Pró? cesso conto concluído, e acompanhado da melhor prova — a confissão de uru dos Ministros —• exclameis : agora $ó re$>ta dar a sentença

Esperava eu que o nobre D^pn-tado concluísse neg-te ponto o SPU discurso, não foi as»MD ^entendeu em sua consciência (e nesta occasião i

motivos que assistiram ao Governo para sahir das suas legaes attribuiçoes.

O nobre Deputado asseverou que nenhum sentimento nacional, nenhum motivo justo e altendivel assistio ao Governo para decretar medidas extraordinárias, medida» contrarias a muiia-» Leis existentes. O nobre Deputado não qujz accreditar o que o Governo havia cotnmuniçado á Camará na Falia do Throno — o nobre Deputado taxou de fantasmagórica a guerra com que o Governo da Nação vismha nps a m caço», senão praticássemos um acto violodor da Lei Fundamental, é offensivo da independência e dignidade nacional !

Que outro motivo mais nobre, mais justo, mais ponderoso haveria para justificar o procedimento do Governo? Uma exigência injusta, acompanhada de ameaça de invasão, a, integridade do Território ameaçada, a independência e dignidade da Nação aponto de ser ultrajada, só podem ser motivos que justifiquem as medidas tendentes a conseguir aquelle fim para aqueMes que sentem correr nas vêas sangue por-tuguez, e só portuguez ! .. .. [Pivôs apoiado»] A fantasmagoria foi o primeiro reduct'o em que se fortificou a Opposição — desalojada, e derrotada nesta parte pelas explicações que se deram por parte do Governo, e p?lÒ9 argumentos que produsiram muitos dos Srs. Deputados que sustentam a poiitica do M mistério, tendo ate um tal tnodo de combater sido repellido com indignação pela maioria desta Camará; levantou novo reducto a Opposição, e confe?» sando que p Governo fez bem ein armar-se, em pré-/ parar-se para a guerra; approvando em uma palavra os airnamentos e mais medida» tendentes a repellir a aggressão estrangeira, principiou a fazer questão somente quanto aos meios, e fonte do djreilo do Governo para decretar taes medidas.-

Em verdade se ha, questão em que a Opposição não tem nem visos de razão, e de justiça, e a que btisciiou para reprovar os meios adoptados pelo Governo. Não basta dizer tal moio e rnau para conseguir tal fim , é necessário apresentar um outro meio v que poderia empregar-se, e provar que o resultado da «execução seria seguramente o que se prognosticou.

A Opposição combateu os meios do Governo como péssimos, e ou não apresentou os que os deviam substituir, ou apresentou alguns já experimentados, com resultado contrario ao que se desejava. A Op» posição accusou severamente o Governo por não leV mandado proceder ao recrutamento em conformidade com a Lei existente; e a Opposição queria Soldados promptos a combater á primeira voz! (vivos e numerosos apoiados). Quem ha ahi que ignore os embaraços que se tem encontrado no recrutamento feito segundo a Lei vigente! Quem ha ahiqueigno-re que tendo sido votado (creio que ha «4 annos) uni recrutamento de 8:000 homens não foi ainda possível alcançar mais de metade? (vivos apoiados). A Op-pogição queria Soldados para repellir a aggressão estrangeira; não queria tal, não podia qwere-lo — por que se quem quer os fins quer os meio?,-—aOp-posiçâo querendo que o Governo usasse, para ter Soldado s, d'um rieio que a experiência mostrava ser i-netftcaz, é força dizer que a Opposiçâo não queria Soldados para repeli ir, os Castelhano*. (Repetidos G numerosos apoiados) f