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do quanto se tem dito nesta matéria poderá ser ex-cellente, e é na verdade muilo bem dito, mas é Absolutamente fora da ordem. Depois que se vota uma matéria qualquer, encetar novamente a dis-. cussâo por urna questão de ordem, e insólito: e a nada menos tendia o Discurso do illustre Deputado, que a encetar, por rneio d'uma questão de ordem , a questão decidida por uma votação. O Sr. OttolU ni, que apresentou o Requerimento, precedeu-o por um Discurso ; e então nesta parte está preenchido eompletamente o Regimento, e.o Sr. Deputado usou do seu direito, assim como a Carnara usou do seu, não admitlindo o Requerimento á votação.

O Sr. Silva Cabral:—Peço a V. Ex.a que proponha se este objecto está discutido e se devemos passar á ordem do dia.

Decidiu-se affirmativamente. •

O Sr. Sifoa Sanches:—Peço a palavra para ler a Acta.

O Sr. Presidente: —Não lhe dou a palavra para esse fim , porque é reinstallar a discussão.

O Sr. Silva Sanches: — Mas não deve vigorat este precedente.

r OSr. Presidente': —Este incidente não pôde continuar; tem a palavra o Sr. Aguiar.

OSr. J, A. d" Aguiar: — Eu tinha pedido a palavra para pedir uns esclarecimentos ao Governo; fnaa estou convencido de que e' trabalho inútil; por é[ue, tendo já pedido difTerentes esclarecimentos, muitos dos quaes deviam existir aqui, e que o Governo sabia deverem servir para a discussào-da Resposta ao Discurso da Coroa , ainda os não remel-teu , apesar cie eu ler pedido que viessem á medida que se fossem prompt i ficando.

- OSr. Secretario Pereira dos Reis: —Se o Sr. De-putado tivesse assistido ao principio da Sessão, veria que pelo Ministério do Reino se satisfez a uma das suas indicações.

O Sr. J. A, d" Aguiar : — Isso não destróe a minha observação; .porque, se acontecer a respeito destes esclarecitnemos o mesmo que a respeito dos outros, vi r ao tão tarde que não servirão para a discussão.

O Sr. A. Líbano: — Tenho a observar ao Sr. Deputado que, em minha opinião, o Governo deve salUfazer á* requisições que Uie são enviadas por esta Gfamara; mas eííe lem de jufgar soôre esses mesmos esclarecimentos aquelles que está ao alcance de poder enviar; e os esclarecimentos tjue têeui pedido alguns Srs. Deputados, entre os quaes fui eu, são em tal numero, que era preciso que nas Secretarias houvesse Briareos centimanos, ou maquinas de vapor, para satisfazer a ludo. Eu .acho conveniente e necessário que o Governo envie com a brevidade possível os esclarecimentos pedidos, tanto mais quanto são necessários para as discussões; porém , quando são de uma natureza complicada e difíceis de satisfazer com a brevidade, que.se exí-. ge , não se pôde accusar o Governo pela demora. O Sr. Deputado tem o direito de exigir documentos ate' com a velocidade do raio; mas também nós devemos calcular o tempo necessário, para os apromp-tar, sem com isto querer tirar o direito que os Srs. Deputados têem para os pedir.

. OSr. Ávila:—Só quero lembrar ao. nobre Deputado que naturalmente não léu o Requerimento que eu fiz ao Governo ; porque não ha um sódocu-

mento pedido por mi m que o Govfrno não devesse ter já publicado. Eu não teria feito esse Requerimento, se o Sr. Ministro da Fazenda tivesse seguido os precedentes de seus antecessores, que não fizeram nenhuma operação financeira , nenhum despacho nas Secretarias, sem que logo publicasse T» os documentos respectivos. Não pedi cousa alguma ao Sr. Ministro da Fazenda, que não devesse estar publicada ha muitos mezes: se S. Ex.a não tem, mandado esses esclarecimentos, é porque não quer.

O Sr. José Estevão : —• Mando para a Mesi o seguinte Requerimento que declaro urgente.

(Leu-o e delle se dará conta, quando entrar em discussão.)

O Sr. Presidente:— Diz o Art. 45 do Regimento o seguinte:

u Toda a Proposta deve ser feita por escripto e «lida: o seu x^uctor poderá expor de palavra, ou «por escripto os fundamentos delta, n

O Sr. José Estevão:—-A primeira parle desse Afligo r que determina que a Proposta seja por es-criplo', está satisfeita : agora fulta a segunda, que é motiva-la, e para isso p»ço a palavra.

O Sr.i A. Albano : — Não se pôde encetar de novo uma questão decidida na mesma Sessão.

( fozes :—-Ordeirç, ordem.) '

O Sr. José Estevão: r** À ordem é o Regimento, e o Regimento nas suas striclásdeierminaçôes, com esquecimento de todos os precedentes e praticas ; e' a Lei com a nova hermenêutica, e por .e»»» ,»ava hermenêutica deve a Proposta ser escripta, e motivada.

Sr. Presidente, nós lemos obrigação, como Deputados, de fazer todos os esforços para qn« se rea-lisem todas as condições doSystema Representativo, e não se fraudem as suas essencialidades por uma hermenêutica forçada ao Regimento da Casa. Nós temos obrigação, quando &$ nossas moções se apresentam no publico com um intuito affrontoso, temos o.brigação de não cerrar os olhos a essa accusação, e de darmos um testemunho publico da c\»rialidade do nosso procedimento, ern quanto aqui estamos, e urna satisfação ao publico, que se não tem excedido, e que tem dado exemplos de commedimeulo e ci v Vi sacão , quanào se reúne para preseneeat caias scenas.