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se fazia no Algarve, a qiial não e como a guerraen° tre dois corpos regulares, em que pode valer a estratégia militar, e a valentia; mas sim uma guerra sui generisj uma guerra feita por partidas de 30, 40, fbO homens, que reúnem, e se dispersam quando lhes convém ; então me provou o Sr. César que o decimo das tropas, que estão no Algarve, bastaria para o com*-pleto anniquilamento das guerrilhas, o qual só se ha* via talvez conseguir com o tempo; e na verdade, Sr; Presidente, se combinarmos o que agora se passa no Algarve com o que em outros tempos alli se passou, e principalmente no Alem-Tejo, havemos de confessar que grande injustiça se faz em censurar uma Administração por u ao destruir compleianienle as guerrilhas, injustiça, digo eu, por que seexige uma cousa que se mostra ser senão impossível, ao menos devida a causas, porque as Administrações se não podem tornar responsáveis. Não existiram em outros tempos partidas do cavallaria (da ladrões portuguezes, e hespanhoes) que muitas vezes se bateram já com as noisas tropas, já entre si para tirarem os roubos, que outras haviam feito, ou por causa da divisão da presa? Se antigamente portanto houve mais ou menos esses bandos de fadíões (não sendo as actuaes guerrilhas outra cousa-) se a actuai Administração eaquel-la, que maiores vantagens tem conseguido, para que vem o Sr. Deputado aec* ;a-la tão fortemente por um tal motivo?!

O Sr. Deputado julgou que havia encontrado matéria no discurso do Sr. Presidente do Conselho para tornar mais forte o seu ataque, e assim aconteceria seo Sr-, Presidente do Conselho tivesse dito o que lhe attribuiu o Sr. Deputado: o nobre Ministro não disse que conservava tropas ena Li&boa para mais facilmente podei repelíir um ataque que aqui podessem fazer osCarlislas; seria na realidade uma grande puerilidade suppor que os Carlistas haviam atacar Lisboa, e que aqui os deviam espsrar para os comba* ter. S. Ex.a disse que o Governa conservava tropas em Lisboa porque entendia que assim era necessário, e porque sendo possível uma invasão d'algum bando Carlisla queria ler á mão sempre urna força que po-desse empregar sem demora para repelíir aaggressâo, aonde ella apparecesse.

O Sr. Deputado accu?ou também o Governo por haver interferido nas eleições dos Representantes da Nação, esta censura é talvez a que mais convém contra a actua! Administração , não porque influísse nas eleições, porque é forçoso confessar que ainda nenhum Governo influiu menos em eleições de que o actual, tendo aliás a fama d'assim,o ter feito $ mas por não ter influído, e posso asseverar ao Sr. Deputado que foi um ta] piocedim«nío contra a minha opinião, porque queria que os Srs. Ministros pelos meios que permitte a decência, e honestidade se ex* forçassem por trazer ao Parlamento os seus amigos; é isto o que s@ faz em todos os Paizes que se governam constitucionalrnente, é isto o que têem feito todos os Srs. Deputados quando estão.no poder eni occasião do eleições. Não e' merecida por tanto a aecusaçao que faz o Sr. Deputado fundada no facto de ter o Governo uma lista de Candidatos protegi-dos, indifferenies, e retrógrados — aonde existe , eu existiu essa lista? R se existisse era isso cousa nova? Não tiveram todos os partidos políticos uma tal lista? o próprio Sr. Deputado não teve também u

dos que entrei'nessa lista, assim corao © Sr. D.° tado entrou também na rainha coroo r-rp-ov do? Antes de passar adiante p -r Tml^-ais- V. Fix.a eu rogue ao Sr. Tachigrnfo que fas o extrúc.o o Diário do Governo que haj.-i de rect ficar o qu eu disse nesta parte em resposta a urna pergunta feita hontem pelo Sr, José Alexandre na occasião em que elle fallava sobre esta matéria — eu não afíirmei « S, Ex.a que o Governo tivesse uma lista de pro;e

Talvez que o Sr. Deputado se que: rã referir a uma Com missão de Eleições de qi?e eu fui Presidente? pois bem , saiba o Sr. Deputado que essa Co m missão linha lista de protegidos e reprovados, coroo tiveram todas as Coro missões da mesma espécie : a poli liça d'esàa Com missão foi o fazer recair a eleição ^m notabilidades dosdous partidos políticos em que a Na« cão tem estado dividida, Cartistas e Setembristas — porque a Commissão tinha a consciência de que nenhum destes partidos pode exclusivamente governar o Paiz , e só por si concluir a organisação do nossa-Paiz, uma das nossas primeiras necessidades: mas tudo isto, Sr. Presidente, foi privativo da Cummis-sâo, e nada do Governo, que nada teve com tal negocio.

O Sr. .7. A., de Campos:—>A portaria sobre os Miguelistas.

O Orador: — O Sr. Deputado tarnbenn censurou o Governo por haver expedido uma portaria, na qual se ordenava que os Miguelistas não votassem em exaltados liberaes' creio que foram estas as palavras do Sr. Deputado?

O Sr. /. A. de Campos:-— Perguntei se existiu l O Orador:—-Pois bem, eu respondo ao Sr. Deputado que não existiu portaria alguma que determinasse que os Miguelistas não votassem nos exaltados liberaes: o que houve, Sr. Presidente, foi uma portaria na qual se dava conhecimento aos Administradores Geràes de que os Miguelistas pretendiam fazer recair a maioria dos votos em constitucionaes exaltados com o fim de transtornar a ordem publica, è se lhes recommendou por isso que tomassem medi» das de prevenção. Eu entendo que uma simiíhantô portaria, era desnecessária porque era do dever dos Administradores Geràes o tomarem todas as medidas preventivas pára que se evitassem as desordens rias eleições (apoiados) é eu pela minha parte já as tinha tomado antes daquella portaria, de que me não servi para as providencias que adoptei, e felis-mente consegui que se conservasse a maior liberda» de, e ordem na Capital (apoiados), muitoetnbora alguns Srs. Deputados quizessem inculcar o contrario na occasião em que setractou a questão das eleições, sobre a qual eu tinha formado o sysieraa da não fal» lar; em Lisboa, repito, houve perfeita liberdadef e ordí*m nas eleições (Apoiados.)