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(disse) se mandava perguntar aos seismaticos— se reconheciam o Governo de Sua Magestade a Rainha — o Sr. Ministro do Reino destruiu esta accusaçâo, dizendo hontetn que não era exacto que o Governo tivesse expedido similhante circular.

O Governo, segundo eu fui informado, havia recebido difíerenles representações d'alguns Administradores Geraes, e Vigários Capitulares, pedindo providencias contra os ecclesiasticos que promoviam o scisma ; p objecto «ao era para despresar; o Governo em resposta a taes Representações parece que ordenou que os Administradores Geraes empregassem todos os meios que a sua prudência e sabedoria lhes suggerissem. O Administrador Geral de Vízeu entendeu que o primeiro passo a dar era esclarecer-se sobre tal ponto, e entendeu por isso que devia chá* mar os ecclesiasticos suspeitos, afira de os interrogar sobre o scisma, e d'elles próprios saber a verdade deste objecto ; perguntou a estes ecclesiasticos se elles reconheciam o Governo da Senhora D. Maria 2.a— o que ha aqui de mau, edigno decensura? Desacataram-se as prerogativas' da Coroa, (disse o Sr. Deputado) porque se poz em dúvida a legitimidade da Soberana, porque se colíocaram taes ecclesiasticos na posição de darem uma resposta negativa; e se a dessem, digo eu, o que havia ahi de extraordinário] não havia uma base de mais para serem processados taes ecclesiasticos? Quando alguém e accusado de crime de lesa Mageslade, de lesa Nação não se costuma fazer uma similhante pergunta? Eu tenho visto, e julgado muitos processos em que ella apparece, e confesso que nunca ouvi dizer que por isso »e desacatassem as prerogativaa da Coroa. Sr. Presidente, eu entendo que o procedimento do Administrador Geral de Vizeu não pôde ser olhado senão como uma medida de prevenção para ulteriores procedimentos. O Sr. Deputado disse que se deviam empregar medidas rigorosas contra os seismaticos, mandando mesmo batalhões de caçadores em perseguição dos ditos seismaticos. Oh ! Sr. Presidente, pois não vê o Sr. Deputado que as violentas perseguições em objectos de tal natureza aggra-varam o mal? Não vê o Sr. Deputado que o emprego de batalhões de caçadores nada poderia produzir para a extincçâo do scisma? Que aspecto não apresentaria um dos nossos distinclos Generaes que recebesse ordem do Governo para ir percorrer effe-ctivamente as nossas províncias atraz dos seismaticos! (uma voz: — e' política.) O Orador: —eu também convenho com o Sr. Deputado que o scisma tem mais um fim político, que religioso, mas pôde o povo pela maior parte ignorante, bem comprebender a differença ? (./Apoiados. J

A' vista do que tenho dito, parece-me que o Sr. Deputado não foi muito feliz no desenvolvimento das suas znuitas aceusações contra o Governo, e que o seu procedimento combatendo-o tão fortemente, e com tanto azedume, não fez mais que comprovar o resen-timento que, S. Ex.a hontem disse tinha principalmente contra o Sr. Presidente do Conselho de Ministros; esta revelação do Sr. Deputado fez por certo perder a força dos seus argumentos. ( f^ivos apoiados no centro, e na direita.)

Sr. Presidente, durante o «ieu discurso observarei que muitos "dos Srs. Deputados que combatem a Administração, e a quem são relativos alguns dos factos que relatei} pediram a palavra; é natural

que seja para me responderem, e talvez para mòs« Irarem a inexactidão do que eu disse; assim serei forçado a dar novas explicações, porque de certo ainda se me nãp acabou a pólvora, e cotno terei de voltar ao combate, desde já peço a V. Ex.a que haja deinserever-me para novamente fallar quando me competir. (Apoiados no centro, e na direita.)

O ST. Presidente: — O Sr. José Estevão tern a palavra.

O Sr. José Estevão: — ACommissão tçndo occa-sião d'entrar n'esta matéria, quando se discutir na especialidade, e tendo ouvido apenas um discurso que parece conter alguma cousa sobre a matéria, assenta que nfelle mesmo está a sua resposta e cede da palavra.

O Sr. Leonel: —Cedemos da palavra que tinha-mos pedido todos os três Membros da Commissão.'

O Sr. Ministro da Fazenda: — Sr. Presidente,-a occasião é sem duvida bem pouco opportuna , e principio mesmo a recear se n'esta Assembléa ha a liberdade necessária pelo sussurro, que acabo de presencear nas galarias; comtudo Sr. Presidente, eu espero ser attendido.

O Sr. Presidente :—Não houve sussurro nenhum; pelo contrario foi um signal d'attenção.

O Orador.- — Sr. Presidente, accusado comore'o, pela primeira vez na minha vida (profundo silencio) não deve de certo ninguém maravilhar-se de que eu, convulso, vacilante, e pouco senhor de mirn . vá expor a minha justiça, e convencer o meu calumniador : espero , Sr. Presidente , que restabelecido p estado da pouca tranquilidade, em que me acho, que auxiliado pela Divina Providencia, que nunca falta, Sr. Presidente, a quem tem limpa a sua alma e coração (vivos apoiados} fazer á Camará algumas reflexões. Era da minha intenção fazer hoje, não digo um grande discurso porque não sou orador, não tenho aprendido, Sr. Presidente.... mas era da minha intenção fazer um aranzel, com o qual procurasse convencer a Camará das injustas arguições, que se lêem feito ao Ministério ; não por que o illustre Orador que encetou a discussão qui-zesse determinadamente (porque o não supponho; conheço-o ha muito, Sr. Presidente, para o sup-por) quizesse determinadamente atacar o Ministério, mas porque, Sr. Presidente, não esperou pela apresentação dos relatórios de cada um dos Ministros, para sobre elles fazer recahir a sua censura. Dir-se-ha a isto: « nias a Commissão também não esperou pelos Relatórios» mas a isto respondo eu, Sr. Presidente, a Commissão não podia deixar de dar o seu Parecer. Eu não heide fallar de todos os objectos em que se tem tocado, porque não quero tomar tempo á Assemble'a