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tn ao: tudo isto importando em 800 a 850 contos; que achei eu mais? Achei nas Contadorias de Fazenda perto de 300 contos de ordens passadas antigas, que se tinham contractado, e estavam por pagar por não haver tneios nas Contadorias: appeiio para um dos Membros da Companhia Confiança, que está aqui presente, o qual me não deixará em mentira nesta 'occasiâo. Aqui temos pois 1100 coitos de réis, que já não existiam qnando-entrei para a Administração: não quiz dizer nada disto no meu Relatório, porque creio que mefarão ajustiça deacreditar que ninguém mais do que eu reconhece a sua inferioridade para o logar que occupa, e que só desejo desonerar-me del-le. Além destes 1100 contos, Sr. Presidente, havia letras apagar; não cançarei a Assembiea.com a re-laçãodelias, felizmente já íávão, Escriptos, Sr. Presidente, a pagar, a relação é enorme, ella aqui está, .Divida contrahida coro a Franca, 14 contos 'um mez sim, outro não; divida'contrahida com 05 Estados Unidos, 10 contos .um mez sim ,.. oulro não :. e de mais, dividas contrahidas com os-fornecedores antigos dos Commissariados, cheques .passados no valor de quatro vezes sessenta contos, e um escripto aven-cer de 15 contos: só para contractos antigos 73contos, se ajuntarmos a estes 72 contoe , os 14 um me? sim, outro não, devidos á França, e os,10 um mez •sim, outro não, devidos aos Brados Unidos; se ajuntarmos a isso as letras que pesaram sobre roim $ de Inglaterra, acceitas, e por consequência pagas, não serei exaggerado , Sr. Presidente, se disser, que do producto do Contracto corn o Banco eCotn-paohiavConfiança, nem um rnez me restava, de 500 contos livres para dispor; ainda menos, porque 100 contos eram obrigações contrahidas, a que estávamos' .obrigados, e estavam legaíraente passadas; não se entenda que~xom isto quero fazer censura aos meus antecessores, eram legacs, em fim faltavaai-lhê§~rji--curso&j pagavam com essas letras como era possível. Ora sendo isto assim , Sr. Presidente, creio que nenhum dos illustres Membros, que ornam estaCaina-ía? deixará de conhecer que o Governo, pelo lado das ftoanças, st» tern visto no maior de íudos os embaraços, e que é uma espécie de milagre, Sr. Presidente, que se tenha sustentado isto até agora, sem oua a população de Lisboa se tenha levantado enj roassa, para ir anniquilar contra uma parede o Ministro da Fazenda, que tem feilo que um cred'or de 8 ou 9 uiezeã, espere pelo pagamento tanta tempo; mas graças á providencia, o povo portuguez é o melhor de todos os povos; não quer senão uma som-bra de justiça^ em lhe acenando com elja, respeita um homem , e não quer ouvir da boca de um Ministro senão que a sua divida- há de ser paga quando' for possível, segnndo a ordem em que estão os pagamentos, e a té então pode contar que o seu dinheiro .ha de, estar depositado. O' Sr. Presidente, qvje povo este! Mas deixemos isto de parle. Acabaram-se as prestações do Contracto, e quem ignora que eu iuctei cosn as agonias da _ morte todo o tempo que decorreu desde que o Contracto acabou, até que novamente •contractei com a Companhia Confiança: dons mezes e alguns dias pude eu por uma espécie de prestigio, peja benevolência deste povo, pude sustentar isto com os rendimentos da Alfândega, estabelecendo cornore--gra— a Nação paga com o que tem, porque sem sacrifícios não sesaJva; são precisos sacrifícios de todas as classes (apoiado). Demais, o Governo não paga

senão com dinheiro; não ha exemplo do contrario.; ninguém apresentará urna obrigação assignada por mim : o Governo tiâo anticipou urn real, e o Governo ha de satisfazer religiosamente a quantas obrigações cpntrahir no Paiz, e fora delle, menos aquellas em que pode leal e francamente dizer a uma Nação estrangeira-—não te pago, porque não tenho meios: mas cumpro religiosamente todas as obrigações para que estou habilitado,

Eu entrei para a administração em 19 de Abril, e poucos dias sã passaram que me não visse acabrunhado debaixo de u tu peso enorme, COHJ que suppuz que não podia, e foi quando a Commissâo Financial de Londres me disse->-o semestre a pagar está próximo, é preciso uma deliberação do Governo. Confesso que esjtforeçr, peguei no Orçamento, vi-o, e vi que a Camará tinha saldado a receita com a despeza, linha-habilitado o Governo, mas só em cifras, e nada roais, porque até se contava cora um semestre que não está lançado. Então meus collegas tiveram urna conferencia comigo; disse eu— nós não podemos pagar nada, e não sei como havemos de sahir desta dificuldade •—« mas é preciso sahir delia, e então tomei sobre miei, Sf. Presidente', ura peso realmente utn pouco arriscado; consultei a rainha consciência, «disse — seeufallar claro a uma Nação, que em regra se compõe de homens de bem, então hei de acredilar-tne -como homem capaz, que ha de pagar o contracto em tempo, que julgar rasoavçl. Debaixo deste principio foi a declaração, que o Minesterio fez aos In-glezes, dizendo-lhes—-o Governo não vos pode pagar, e ninguém melhor do que vóá o conhece. Oá ínglezes .approvaram o systema boje adoptado pelo Governo, porque entenderam ser o único, por onde BS lha pode pagar. Todo aquelle que tentar pagar por meio de empréstimos, nunca pagará (apoiado). Nâoseen-tenda que com isto quero censurar as Administrações, que rne precederam, porque as circumstancias não eram as mesmas. Eu, como Ministro da Fazenda, nessa época teria obrado como elles, chegando a época ás se vencerem os juros, è eu não quiz seguir o sys-tema antigo , porque ia carregar a Nação de urna divida enorme. Sr. Presidenj^, fallei aos ínglezes cora franqueza, e que disseram elles? disseram — o Governo é fiel—-e os nossos fundos não baixaram, e então disse eu a Sua Magestade— olhe V. Magestade que esta medida ha de ser acompanhada de outra, sem a qual estamos perdidos, isto é, que as pequenas obrigações que temos em Inglaterra nunca se hão de dei» xar de pagar para não pesarem sobre o credito da Commissão da Agencia Financeira em Londres, D'aqui pode a Camará saber quaes foram as medidas, que eu tomei para pagar ao Corpo Diplomático, e a'èançar o estado de pagamentos em que está hoje, e os sacrifícios que o Governo tern feito para pagar, não os devidendos, mas todas as letras que se acham cumpridas»