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lares, que se acapellavão furiosas em torno doThro-no e da Liberdade. Mnito deve a Nação aos seus esforços, e muito lhes deve o Systema Representativo. Os nomes sobre tudo de dois desses Cavalheiros, um dos quaes se senta nesta Camará, e o outro na Camará dos Pares, serão sempre respeitados no nosso Pai z. Houve pois, como dizia, naquella e'po-dia um systema de intolerância extraordinária — se-pararatn-se do serviço publico muitas das nossas capacidades ..... (Ò Sr. ,7. Estevão : — Pediram as

suas demissões por ambição.) O Sr. Presidente: — Eu peço aosSrs. Deputados, que não interrompão o Orador.

O Sr. J. M. Grande (continuando] : — Eu peco a V. Ex.a que derogando na justa severidade, corn que noa adverle sempre, consinta uma ou outra vez certas advertências , quando são feitas com o bom animo, com que acaba de ser-me dirigida a que o meu amigo e collega me endereça.

O Sr. Presidente: — As interrupções são inteiramente prohibidas, podem algumas vezes agradar, outras haverá em que isso não succeda ; e por isso bom e' que se siga o Regimento.

O Orador: — Foram, como ia dizendo, separadas do serviço publico muitas das nossas capacidades — algumas foram mesmo obrigadas a imigrar, muitos interesses foram feridos, mas apezar de tantas e tão ponderosas razões, nãp vimos nunca os Partidos tão acrimoniosos e tão acirrados uns contra os outros. E' dolorosa, e mortificante esta reflexão! Mas eu termino aqui pelo que respeita ao 1." paragrapho, e fundado nas razões que tenho emit-tido julgo que o devo approvar tal qual se acha exarado. Somos obrigados, Sr. Presidente, pela decisão tomada pela Camará a ser um pouco extensos; peço por isso á Camará ,que tenha a benevolência de me ouvir. Pelo que respeita ás negociações corn a Corte de Roma , que faz objecto do segundo ou terceiro paragrapho do Projecto de Resposta, tenho n dizer que eu não me julgo suíTicieniemenle habilitado para entrar nes*aquestão muito afundo, não julgo que a Carnara também o esteja , por isso que não nos foram ainda presentes todos os docurnenéòs que deviam esclarecer esse assumpto; ale'm de que, Sr. Presidente , existem negociações pendentes , e eu não quero talvez inconsiderada, e involuntariamente ir prejudica-las; entretanto consignarei aqui os meus votos a este respeito.

Sr. Presidente, eu desejo que as immunidades e as prerogativas da Igreja Lusitana sejam conservadas, que o decoro da Coroa seja mantido, e que a dignidade da Nação também o seja , são estes os meus desejos, assim como desejo c faço votos para que se façam todos os esforços por assegurar a tranquilidade das consciências; mas não quero que esses esforços se façam com quebra de tão importantes objectos ; são meus desejos Sr. Presidente, que se da parte da Corte de Roma houver alguma exigência injusta, e exorbitante, se lhe diga como muitas vezes lhe trinos dito — não (.Apoiados.) Sr. Presidente, e' preciso que enle,nda-mos que 04 raios do Vaticano já não ferem ninguém , é preciso que entendamos que os nossos Monarchas sem perderem o lituío de Fidelíssimos souberam muitas vezes conciliar o decoro da Religião, com a dignidade da Coroa, e o respeito devido ao Summo Pontifice c®rn a liberdade da Igreja Lusitana. Pelo que res-

peita aoTractado para a repressão do Trafico da Escravatura, direi somente duas palavras, e são que este Tractado faz honra a quem o assignou ; direi somente que é urna homenagem prestada ácivilisa-ção, e á filantropia da nossa idade, e que era uma necessidade altamente reclamada pela política, pé* Ia conveniência, e pela humanidade, era necessário fazer cessar esse. escândalo, que affligia aChristan-dade, e que desacreditava o género humano, esse infame trafico de carne humana. A repressão de tão criminoso commercio deve trazer grandes vantagens á prosperidade das nossas Colomnias que de nada necessitam tanto corno de braços, que as explorem e as agricultem.

Agora em quanto ao Tractado sobre o commercio, e navegação com a Gram-Bretanha tenho a dizer que aquelle que foi apresentado a esta Carnara se acha fundado sobre as bazes de uma inteira , e perfeita reciprocidade; e pelo que respeita ao artigo addicional eu faço votos para que se proteja, quanto for possivel a exportação dos nossos vinhos, como o primeiro manancial das nossas riquezas, mas que se não sacrifique a nossa industria nacional , mas que se não sacrifiquem os grandes interesses por.ella creados, e essa bei l a florescência q.ue promelte a mais valiosa fructificação. E' certamente necessário fazer algumas concessões para que se nos facão outra?. E' mister fazer algumas alterações nas nossas Pautas, mas e necessário que haja nisto o maior cuidado e se entenda sempre que as Pautas não são só um grande manancial, e a mais rica fonte das nossas finanças, são também uma ,Lei protectora da nossa industria; e necessário sem duvida que façamos algumas concessões, porque Sr. Presidente, entre Nações por n^da, nada se dá, e o commercio e' um systema de trocas ; e quem não compra, não vende, e quem não importa, não exporia; porque em economia política, comprar, e vender, importar, exportar, são termos correlativos. Eis-aqui as principais considerações que eu desejava apresentar a esta Camará, sobre este assumpto. Agora occupar-rne-hei de um objecto um pouca mais árduo e que ene será um pouco mais dimcil , e vem a ser o de responder a alguns des-tinclos Oradores que me precederam, tomei algumas notas do que SS. Ex.aí disseram , e farei sobre algumas das suas proposições ligeiras e pequenas reflexões, porque em fim e' precizo não cançar muito a paciência da Camará. Um nobre Deputado por Lisboa, c meu antigo amigo proferio um longo discurso , em que teve principalmente por fim menoscabar o Código Fundamental que nos rege, e elogiar o Código que havia resultado dos acontecimentos de Setembro, para este fim sustentou o illustra Deputado algumas proposições que e' força sejam aqui rebatidas; disse elle que em 1838 não houve uma só intelligencia , uma só capacidade que não entendesse que a Carta já não era accommodada ás necessidades do Paiz em 1833 í