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levados os volos e a confiança das Assen>ble'as Pri. inarias, nos concedeu poderes dentro da Carta, e nos não deu poderes ale'm da mesma Carta (Apoiados). E pôde, Sr. Presidente, entrar em duvida que também nos Corpos Colegislativos ha da achar a voz do Throno urn perfeito ecco ? Sr. Presidente,, não temos nós já noticia , pelos Jornaes mesmo, do que se passou em outra parte? Não temos noticia do resultado que nessa mesma parle teve certa substituição, que vinha involvida debaixo da mesma capa , com que aqui se apresentou uma quasi idêntica ? Não é porem necessário procurar exemplos fora desta Casa : aqui os temos nós de tão grande au-thenticidade e valentia , para quem não estiver fascinado, para. quem não estiver obsecado, que não poderá deixar de reconhecer a sua força.

Sr. Presidente, que significa essa grande linha em zigzag que para assim dizer, fecha, n'um pequeno angulo essa tremenda Coalisâo, que tinha assoberbado todo o Paiz com os seus planos gigantescos, com a sua idade de ouro. Que significa, digo, se não que a Nação quer antes a humildade dos planos dos Ministros, a humildade dos seus Coreligio-narios políticos , e que não acreditou, na idade de ouro, e felicidades que lhe promeltia a coalisão ? Debaixo de que outra bandeira, Sr. Presidente, foi eleita uma iliuslre notabilidade, que parece por engano occupar urn annel da Cadeira do centro , debaixo de que bandeira foi eleita essa notabilidade, senão debaixo dessa que tinha por lenda; não a subserviência

Sr. Presidente, ainda nesta casa, nos factos delia dimanados temos outra prova, que cabalmente mostra que a voz do Throno ha de ter ecco neste braço do Poder Legislativo, porque, se esse primeiro pe-riodo do Projecto em discussão é obra da illustre Commissao ; se a illustre Commissão é obra da maioria, se é natural que ella, além das suas convicções, estampasse alli também as convicções de seus Collegas da maioria, por qualquer maneira recolhidas ou havidas, é uma conclusão Parlamentar que aquelle período não apresenta, senão o resultado dessas mesmas convicções. E qual Deputado da maioria, Sr. Presidente, poderá dizer que alii não está significado perfeitamente o seu pensamento?

accrescentar novas expressões, com as qtiaes mostrasse o enthusiasmo, a alegria, o verdadeiro jubilo que sentio pelo restabelecimento da Carta, e que outrotanto não possa dizer de um Povo — de uma Villa—de uma Cidade — em fim da Província inteira, que representa? que Deputado que por si, pelos seus patrícios não possa atteslar que a noticia das pessoas que estavam á testa do movimento, o co-' nhecirnento da sua energia foi bastante, para que muitos seinvolvessem nesse mesmo movimento, que alias tinham nos seus corações ?

Sr. Presidente, invente a maledicência traças, recorra a insensatez, na falta de razões plausíveis, na falta de motivos justificados, ou ao menos apparen-temente verdadeiros, para fazer opposiçao, recorra, digo, a insensatez depois de esgotado o pélago das calumnias, o jogo variadissimo das intrigas, a outro invento, que a moral, a civilisação, e as nossas Leis especialmente reprovam, porque o homem que nas Cortes, que nas praças, que na tribuna, tem sabido resistir aos ataques de seus inimigos políticos, e que deve conhecer quanto é insidioso o laço que lhe armam, não pôde também ignorar que não é somente seu, mas é homem de um Partido, que tem sobre elle direitos; ha de conhecer que a Nação tem devidamente avaliado a sua energia e o seu valor; e não pode lambem duvidar, que a gente sensata em geral sabe também avaliar esses improvisados espadachins, esses fosfóricos caracteres, que, debaixo de um juiz tão brutal, como cego, procuram collocar a sensatez, e justiça de sua pertendida honra ofTendida! Ou do seu amor próprio!

Sr. Presidente, o movimento de 27 de Janeiro não precisa do meu débil apoio para tomar o brilhante logar que lhe compete, na serie dos acontecimentos, que teem mudado a face politica da Nação: nem os caracteres que se pozeram atesta desse rnesmo movimento carecem do meu fraco tesiimu-nho, para que a Nação faça justiça á sua generosidade, e ao seu desinteresse. Eu desafio a todos aquelles que atacam este movimento pelo defeito de inegularidades, para que me digam, se houve jâ-rnais um movimento mais patente e claro nas suas tendências, mais circumspecto e mais rápido na sua execução, e mais generoso e moderado nas suas consequências e effeítos! .. . (dpoiados). Leia-se a Historia dos Povos modernos ou antigos, vejam-se e estudem-se as fazes, porque mediante três movimentos teem passado os Impérios, observe-se tudo isto, Sr. Presidente, e diga-se se em algum appa-receu de um modo mais visível a protecção da divina providencia; diga se, Sr. Presidente, se houve algurn em que houvessem menos violências, onde concorresse maior união de vontades, maior desenvolvimento de recursos próprios, mais consideração para com os Partidos Políticos, e em que se gastasse menos dinheiro, e menos tempo se consumisse! .. . (Apoiados).