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aos) este não e o caracter do Partido Carlista, do Partido Cartista, que é essencialmente generoso , e "essencialmente tolerante, e o tem mostrado todas as vezes e todas as ôccásiôes, que «lie tem occupado o Poder.
Sr. Presidente, e será na presença doestes factos 'que utn lionrem , que a si mesmo se diz Cartisla, que um homem que ufano recorre sempre aos seus precedentes, qiie governaínentalmente fallando não são senão imbecillidades políticas, vem dizer, que o movimento de 27 de Janeiro fora irregular e fora desnecessário, «tacando-se com est'oulra razão nau sei se de alta política , se de pusillanimidade, de que havia meios legaes e tiiais doces para !se chegar 'ao seu resultado ? l . .
Q\}\ Sr. Presidente, se o Nacional e a }?evo!u-ção de Setembro que usam d'uma licença 'plena para , ao lado das maiores sandices, collocarem os maiores impropérios, s«'e^ès dons lumiares de civi-lisítção á Mar a t -c Robespierre •liiss^sâêtn isto, "não surprehendia a ninguém , porque desempenhavam uma pane do seu papei; mas estes dictos lançados 'tio-centro de nina Assembie'a Legislativa, não pódern deixar de provocar a maior reacção da parle do bom s'enso e da parte tia boa lógica (Apoiados.) Sr. P rés: ciente-, e não conhecer x> espirito .--humano , é não conhecer a'natureza dos Copo~s Collectivos e a 'org-amsação das Sociedades, o esperar que uma rne-tarnorphose política de tal magnitude podia ser levada a e fie i to pelos cálculos frívolos de Gabinete, ou peias sisudas discussões de um Parlamento!... 'R' urn sonho; diz o no*so Compatriota o Sr. Sií-Vestre Pinheiro, attrtbuír a similhanlet caúsries o -pfienonieno dewna revolução. O phenoménoda Restauração procurado nestes meios legaes e doces, podia ser um subterfúgio disculpavel antes deconsum* mado o Tacío; :nm's depois delle consummado vir-se repetir isto n'urn Parlamento, essencialmente filho dos Poderes da Carta e uma autopia , que poderia realizar-se no Paiz de t»m outro planeia ; mas no nosso..; no Paiz das realidades*,..; e orna insensatez sem «xemplo; e fruto podre que não podia comportar 09 estômagos generosos dos bravos Portuenses, da sua bra^va guarnição, dos amigos de D. Peciro e respeitadores da sua Memória ! ! .-. (Muitos Apoiados).
. Sr. Presidente, em que Paiz do IVíundo, em que canto de terra se viu já mais alguém que tTútn grupo de Hluslres Cavalheiros , que tini) ia .m-.esposado um movimento, levado ao fa-ligio do Poder esty-.gínalisasse n'u m dia, aquiUo que tinha approvado tia véspera? Sr. Presidente , nào se viu que cors> a btnca que se ia ferir a Teg-uJatidaHc.'do movimento, se feria taiobem a resolução augusta que o tinha mandado pôr em exectíção 1 Não se viu, q ire isto era levantar um meio de divisão erttre os restara-'dores do Norte e os restauradores do Sul? Não se viu, que isto era dar corpo á intriga que se dizia existir, para annr.llnr iodos os caracteres, que se tinham posto á tcsía desse 'movimento, niío sei porque motivo, nem perlendo a.;ora indaga-lo? Sr-. Presidente, defenda-se o illustre . Deputado, a quem me refiro, corno entender, poique a sinceridade, a pureza , a fidelidade das suas intenções não podem ser por alguém contestadas; proclame mesmo tra daquelle Decreto , que correu nas Províncias ç, parecia apresentar o desígnio dessa censura ; o que e verdade ~é , que uma fatídica frase três vezes repetida de irregitiiíiridâdes e desvios da ordem legal, parece mostrar que o desígnio era realmente essa censura. Sr. Presidente , digam-o todos os iílustres 13-eputadõ's, que aqui se acham, que impressão lhes fez a primeira leitura deste Decreto, (Apoiados) qUè sentimento jlfes promoveu, e que sentimento promovei! »a Cidade Invicta, a qual especialmente -recoTíiníèndòu aos seus eleitos, que estvgttialisasse similhante acto ! ? .. .. (/Ipoiados) Promaveu-lhe o sentimento da indignação: (Apoiados) ninguém o leu, que o não considerasse um estygma ao^ homens do movifriérito ! ! ! O que'é verdade e', (porque não ha nada que se não saiba) que no Decreto originário não estava somente a -expressão de ir r e guiar idade s, mas mesmo de criminalidade-^ e que se pertendera por muito obséquio lançar sobre esses homens o benigno manto de uma amnistia!... O que é verdade é, que este acontecimento poderia produzir funestos resultados^ se a Junta não desse ordens positivas d'obediéncia, se homens.mais, prudentes a não aconselhassem, e se não "estivesse á testa deste venerando grupo o invicto Duque da Terceira , ••(A.poiadfís) esse Soldado da Liberdade , esse primário Cartista, em quem todo o Partido Cartista ' tinha tuna illimitada confiança, e que nuííca deixou de Considerar como seu primeiro General ! .. .. (Mttitos Apoiados). Sr. Presidente, do que tenho dito parece-me que lenho direito a concluir: Primo) que no Decreto de 11 de Fevereiro houve um pensamento osten. sivo , e que esse Decreto debaixo deste .ponto de vista foi estygniatisado cotn indignação gera!-. Se-~citn<Ín irregularidade='irregularidade' serern='serern' caracteres='caracteres' época='época' lí='lí' depois='depois' legislativo='legislativo' estygma='estygma' dê='dê' otilra='otilra' fim='fim' ostensivo='ostensivo' pelo='pelo' período='período' pensamento='pensamento' isto='isto' deu='deu' ministério='ministério' solemne='solemne' tag0:das='dirii-:das' altamente='altamente' restabelecida='restabelecida' pela='pela' nova='nova' falia='falia' posteriormente='posteriormente' devidamente='devidamente' de--crèto='de--crèto' pôde='pôde' vê='vê' acclamado='acclamado' desenvolvida='desenvolvida' entendidas='entendidas' portarias='portarias' gaia='gaia' quê='quê' dos='dos' se='se' essa='essa' sido='sido' desse='desse' providencias='providencias' declarou='declarou' tern='tern' levantado='levantado' mas='mas' _='_' a='a' opinião='opinião' e='e' alíífaçâo='alíífaçâo' março='março' fevereiro='fevereiro' ousar='ousar' tertio='tertio' o='o' principalmente='principalmente' _-a='_-a' sociedade='sociedade' qual='qual' da='da' com='com' de='de' throrio='throrio' reúnem='reúnem' bem='bem' do='do' mais='mais' mesmo='mesmo' expurgação='expurgação' etn='etn' representada='representada' única='única' em='em' invicta='invicta' esse='esse' defeito='defeito' na='na' entendeu='entendeu' nação='nação' que='que' no='no' foi='foi' cidade='cidade' voto='voto' tinha='tinha' uma='uma' nacional='nacional' muito='muito' ainda='ainda' pelas='pelas' throno='throno' camará='camará' espontaneamente='espontaneamente' dois='dois' não='não' contra='contra' mijnicipal='mijnicipal' _22='_22' voz='voz' só='só' primeiro='primeiro' carta='carta' á='á' os='os' óppôr='óppôr' é='é' braços='braços' autores='autores' illustrps='illustrps' poder='poder' illustrissitna='illustrissitna' três='três' annirilado='annirilado' pensamento.='pensamento.' manifestado-='manifestado-' ninguém='ninguém' constitucional='constitucional' chefe='chefe' lixe--culivo='lixe--culivo' villa='villa' xmlns:tag0='urn:x-prefix:dirii-'>Ín> Sr. Presidente , agora insistindo um pouco *6bre o outro facto opposto ao movimento de^í2"7 de Janeiro o da desnecessidade,, cumprja-qtié eu :o considere debaixo do verdadejjt^-pfvnto de vista.