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hão sei se lambem a financeira , todas eâtus posi* ç6es com relação, não digo a todos^ mas a alguns desses illustreá Cavalheiros, era muito differeníô em Janeiro de 4â , do que era em Novembro de 36 j ou em Julho de 87; mós Sr. Presidente j por isso mesmo que se hãoattendeu ás pessoas $ mus ?óinenttí á cousa , por isso mesmo que o interesse pessoal, e individual nào dirigiu este grande movimento » por isso mesmo e que elle é mais honroso, e que elle tem muito finais importância no catalogo destes acontecimentos , se por ventura nào existirem j corno tealmenle existem, outros muitos princípios demo* tal, muitos princípios de gratidão, outras gratas , e gloriosas recordações, que eram outros tantos es-tirnuloSj para se arrancar a negra pagina da hiato» íia de alguns dias de Setembro. Sr. Presidente, eu leio os políticos, e os historiadores, e eu vejo que elles escrevem, que para debaixo deste ponto de •vista se avaliar com justiça qualquer revolução, se deve olhar á sua causa moral; aqui está Sr. Presidente o que nosdizem os Sábios Buche%-^-G RoítX' JLavergne:

« Em política, o valor de um facto, está intei* « ramente na sua razão moral;-—e por esta que é n necessário julga-lo.—Com effeito as circumstah-« cias ao travez das quaes se produzem quasi sem-« pré acontecimentos de tal ordem * são de natu* » reza tal , que e impossível exigir, que appareçntn « puros de violência , e por isso isemplos de censu-« rãs j e ealumnias. Assim é um princi'pio admim-« do nos usos mais ordinários da justiça humana, st o apreciar os actos , principalmente pela sua « causai »

Pois então Sr. Presidente, vamos debaixo destes princípios de verdadeira política , destes princípios v-erdadeidos de justiça humana, avaliar este movimento, e vejamos se por ventura ellb merece a nota de desnecessário. Sr. Presidente $ quer-se saber quaes foram os motivos que necessariamente dtiviam preparar aquelle acontecimento?**.. Pois bem—» ei-los aqui: tragasse á lembrança irnprescriptivel , de que um Rei filosopho» da imminencia de dons Thronos nos tinha dado a Carta Constitucional , a circumstancia (grande e sublime) de que esta Dadiva generosa foi acompanhada , de um penhor que constituía a mais grata >porção do seu augusto Co-íarão, (Apoiados.) o facto de todos sabido, de que esta augusta vergontea , quasi apenas sahida do régio berço, teve de sulcar os mares, e andar por torras $ e paizes estrangeiros, paru servir de penhor da solemnidade do pacto celebrado, entre o Rei , « o Povo, (sJpoitidos.) á memória, Sr. Presidente, desses exílios, desses cadafalsos, dessas masmorras, desses tormentos $ em que foram» para as» sifn dizer, posto* á prova os caracteres mais eminentes do nosso Paiz , espantosa emigração de Súbditos fieis-á sua Rainha; á lembrança do audacio* só (deixeni-me assim ríi/er) desembarque dê Min* delío, de JVlindello, torno a dizer; á serie de genti-\<í.íJ.> de, v«.U\c, cv %wug*A<_ d.rvauuk='d.rvauuk'> de. lautos valentes desde o dia QQ d*- Julho de 3Q , (reconhecimento de Vallongo), ale 2íi de Maio de $4 j a ide'a triste, e dolorosa do como depois de tudo isío , Sr. Presidente, com mào ingrata se cavou a sepultura áqueíle me^mo Rei filosofo, que por duas vezos nos tinha trazido a liberdade ( /l/ioiodos •uiuttcrosimunion) para mais tarde lambem uhi ser lançado esse mo-

numento da sua gloria, á Carta, Constitucional \ (dpuiadvs) á lernhrança do meio violento, e dê coacção, corri a qual foi levada aos Paços da Municipalidade doíjiH Cidade» a Rainha, Filha do Augusto Libertador, a nossa adorada Rainha , para uo meio da maior irreverência assignar o acto de proscripçào da Carla Constitucional, da mais sagrada pérola da slia Coroa; ( f^ivos apoiados) a lembrança do protesto, que tanto os dignos Pares, como os Deputados Eleitos j redigiram, assignaranij e publicaram , logo contra este desaforo político 9 contra este attentado horroroso. (Apoiados.) Letu-brar-se, como mais tarde, Sr. Presidente, essa Augusta Soberana, em 4 dê Novembro de 36 proclamou aos seus súbditos, e lhe disse as rminciras traiçoeiras, porque a Carta lhe tinha sido roubada , accrescentondo, note-se bern, que era a rnais ac-commodado aos asos e costume* da Nação, esse Código qiie agora se diz, que é altamente desproporcionado aos nosso* nãos. ( f''itoos Apoiados.) Ainda sobre tudo isto, á rhertjoria desses í.coutccimph-tos (posto que desgraçados) lanto de Novembro de 1B36, como dê Julho de 1837, que nem por isso deixaram de promover sympathias ; . ; . a tendência geral, que desde o primeiro dia, desde o dia 10 de Setembro de 36 até 27 de Janeiro, se notou sempre a favor da Carla , e por fim a indelével, a permanente recordação do invicto Duque de Bragança desse iVJonarcha nosso Libertador, (Apoia* dos) que no Porto» aonde appareceu esse movimen* tOj tem o seu Coração, e a sua Espada ^ o seti Co* ração, Sn Presidente, que diária e permanente* mente apontava para os seus filhos queridos» para os seus amigos, dizendo-lhes:—eis ahi as linhas do Porto, esses baluartes da Liberdade» e eis ahi a Serra do Pilar, aonde se quebrou tantas vezes a fu-. ria do Usurpador, aonde morreram tantos bravos em favor da Carla* (Apoiados numeroso?.) Eu » e elles vo Ia restituímos contra o valor de oitenta mil homens, que compunham o exercito do Uzurpndor» e vós, fracos, a deixastes anniquillar» e com e'la o esplendor do Throno da Rainha ; já não pare* ceis dignos dt; mirn.^-Todos estes motivos, digo$ poderiam para alguém parecer insufficienles estímulos; mas para os Portuenses, para os Amigos em geral de D* Pedro, Libertador de Portugal , eram mais que agudos agíiilhôes, que não podiam deixar de criar um nobre sentimento, de ou mor-rer$ ou restituir a Carta, e víhgar a Memória da-quelle Rei Magnânimo. •(f^ivos e répefidus Apoia* dos.)

Sr; Presidente, se a Revolução de Setembro não tivesse existido, então não era necessário o movi* mento de S7 de Janeiro, mas na exi?teficia deste anonyílio e horroroso acontecimento, era um dever de todos os Portúguezes o porem l tido em atção, para fazer retrogadar a Hisloría de Portugal a 9 de Setembro» a ver se ao tlienos se esquecia por momentos o facto horroroso de 9 para 10 de Setembro, Ma-s, Sr. Presidente, tendo «u detnonstrado as causas mordes, pelas quaes *e deve avaliar a neceàélda-» de do movimento de 2? de Janeiro, forçoso e' que eu continue ainda a considera-lo d--baixo destemes» mo ponto de vista.