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movimento de Julho ; esse movimento tambérri -teria e'co na Cidade do Porto ; na Cidade do Porto, aonde existiam immensoã preparativos, irniiiensos homens dispostos a sustenta-lo, se um mau conselho não desviasse, não fizesse retrogradar de Coimbra o nobre Marquez de Saldanha '(Immetisos apoiados)

Sr. Presidente, em 1838 poderão também julgar-se continuadas estas provas? Ning-uern o negará, porque a despeito dos planos de terrível crueldade de que ó Partido Gartista soube, era ameaçado no combate eleitoral, apesar dos espancamentos terríveis, que tinham havido nas vésperas em homens dos mais respeitáveis, n*um homem essencialmente manso, pacifico e virtuoso o Sr. Francisco de Sousa Machado ( Apoiados) apezar de muitas violências j que appareceram nesses mesmos dias, apezar disso Sr. Presidente, que resultado appareceu no Circulo do Porto? Os Cartislas, estes homens que tinham manifestamente proclamado os princípios da Carta para sob sua influencia sahirem eleitos, alcançaram a maioria de 3000 votos (Apoiados.) e forão necessárias as operações, as fraudes, as cavillações de uma noute para se extinguir esta mesma maioria !!..

Em 1840, Sr. Presidente, nesta epocha mais próxima appareceu essa tendência mais fraca, ou pelo contrario mais viva? Ainda nessa Cidade Invicta erâo quasi todas as Auctlmridades dos princípios da Revolução de Setembro; era o Presidente da Relação^—eram-no qiíasi todos os Juizes de Direito,—^eram-no os Administradores de Concelho,—eram-no quasi todos os Escrivães, -—eram-no1 os Juizes Eleitos ,-"-eram-no os Juizes de Paz $ e unicamente á testa da Administração Geral estava um homem dos Sentimentos do Governo—• e ates-la do Governo Militar, oulro que e especialmente militar, e nada rnais na ordern política, o que em nada o injuria.

Estava o Porto neste estado, Sr, Presidente , é comtudo preparou-se o ataque eleitoral, e qual foi o resultado? Qual foi o resultado j Sr. Presidente, é que no Circulo do Porto foram vencidos- por 10 a 11000 votos contra 2 a 3000 os nossos contrários políticos ; os nossos contrários, que blazonavarn de ter alli o núcleo da força do seis Partido'(Apoiados) ? Sr. Presidente, eu escuso de descrever as scenasj qr.e se passaram em consequência desse Iriumpho^ escviso de as descrever, dúzias de Deputados também ha aqui, que tem noticia ocular'delias í escuso $ Sr. Presidente, escuso j porque mesi.no "uni illustre Deputado, que hoje se senta nos banco's da Opposição, não pôde antes d'bontem negar esse mesmo enlhusiasmo. Mas é preciso que eu accres-cente mais, que se não fosse a ascendência de certas pessoas, a actividade dessas íN>sinas pessoa's',~ muitas milhares de pessoas, muitos milhares de Cidadãos unidos, e unidos já com a maior parte da Iropa, tornariam realisado o facto, q'ue teve logar «rn 27 de Janeiro (Apoiados) porque'effecti vãmente se derarn vivas á Carta Constitucional,' a qne aqui se referiu o Sr. Ministro do Reino na Sessão de 1840, vivas que foram denunciados pela Opposição e que, repito, passariam rnais adiante,, se por acaso dous illustres Cavalheiros, uni delles, que vejo sentado naguelles bancos, não oppozesse toda a sua influencia para que senão prejudicasse um pensa-YOL 2.°—AGOSTO —1842.

mento futuro, quê não estava ainda sufficieníemen-te maduro. .. (Apoiados.) Tal era a tendência directa do espirito dos habitantes do Porto para o restabelecimento da Carta.

. Mas, Sr. Presidente, depois do triurapho das eleições, triumpho que deixou desertos os bancos da Opposição como aqui se disse, depois desse triumpho qual foi ainda a razão, porque aqui se firmou uma Opposição, que a si mesmo se dizia Cartis»a$ a Opposição do Director? Qual foi a razão? Foi porque certos homens, que tinham sido eleitos debaixo desses princípios e debaixo da Bandeira da Carta quaesquer que fossem os motivos particulares e reaes, que todos nós sabemos; os motivos ostensivos que elles nos apresentaram, foram—que o Governo não tinha sabido corresponder ás esperanças dos princípios, que se tinham proclamado, que não tinha sabido defender a Bandeira, que se linha hasteado naquellas eleições j e que um Governo que não tinha energia para restituir a Carta, era indigno da sua confiança por isso queriam fazer urna opposição neste sentido (Apoiados.) Tal sé considerava, Sr. Presidente, por toda a parle será tendência ao restabelecimento da Carta, o espirito dominante da'população. De propósito, Sr. Presidente j de propósito eu lenho de omitlir muitos factos, que leern uma relação mais remota com o movimento de 27 de Janeiro , mas eu não poderei omitlir aquelles, que, na minha humilde opinião^ tetn urna connexão próxima, e que desenvolvem ou eoncorrern a desenvolver essa razão moral , ou razões moraes, que produziram a Restauração. Sr. Presidente, que indicaram $ o que mostraram, pergunto eu, essas negações dos vivas dados em Janeiro de 1841 pelo invicto Duque da Terceira, por esse nobre e valente General , que está no coração-•de todos os Portuenses (Apoiados) ? Que podia indicar essa negativa ao viva dado á Constituição de 38 i senão que queriam fazer sentir a S. Ex.% que não viam nelle senão o soldado da1 Carta, que não queriam outro Código senàp a Carta Constitucional ? (Apoiados.)

Sr. Presidente j cjué índiòa ainda uma negativa absoluta aos vivaá dados por um Administrador Geral daquelía Cidade? Que indica, senão que a opinião publica não podia de maneira alguma anrruir ao tumulto, ou revolta que tinham substituído outra Cohtituição á Carta Constitucional ? (Apoiados.) Pois desenvolve se assim um. espirito tão compacto, tão unanime em milhares de pessoas, e nega-se que havia o espirito Cartista ! . . .. (Apoia" dos.) Sr. Presidente, dê que proveio a perda dessa Camará Municipal? De donde a sua substituição por outra, aonde se contam caracteres eminentemente Cartistas 7 Que foi senão «ima demonstração desse mesmo pensamento?- uma reproducção do rspirito que estava sempre em chammas no coração dos nobres Portuenoes ? [Apoiados.)

Mas, Sr. Presidente, somos chegados ao dia 2 de Janeiro, e ao dia 6, somos chegados a esse dia, e peço a a t te n cão da Camará, sobre os snceessos desses dias, para que se me'diga em boa fé', e sein prevenção, aonde esteve a causa do apparecimenlo próximo do movimento de 27 de Janeiro?

Sr. Presidente, no dia 2 de Janeiro foi victoria-da no Thealro a C.irta de um rnodo o mais claro, e terminante; no dia 2 de Janeiro não podia uiu-