O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

202 )

guern no paiz (porque todos os Periódicos da Op-jíosição o denunciaram, porque o denunciou esse mesmo Periódico dos Pobres do Porto,) que no Thea*> tro se cantara a seguinte quadra

Em quanto o Porto viver

A Carta não morre, nâa,

E' a Carta a verdadeira

-Liberal Constituição.

(Period. dos Pobres 'N.° &.).

Sr. Presidente, e desta vicloriação de um modo tão claro, e patente, deu-se, ou não sedeu parte ao Sr. Ministro? D-eu-se, Sr. Presidente, e deu-se mui-claráment«, deu se parte ao Sr. Ministro do Reino d'enlão, e que respondeu S. Ex.a? Que agradecia tudo quanto se tinha passado. Então poderia alguém intender que a tendência do Governo não era essa mesma, que tinha levantado a opposiçâo do Director? Sr. Presidente, é possível que alguém desmemoriado possa deixar de abrir os olhos , e conhecer esta tendência? (Apoiados.) Mas o dia 6 de Janeiro? Neste dia ainda, se e possível, oenthusias* mo foi mais vehemente, e mais claras, e positivas as demonstrações, não ha senão a ler-o artigo do Periódico dos Pobres do dia 8 de Janeiro, para se convencer desta verdade, eis*aqui o que elle diz: «Devamos porem confessar que o Hymnoda Carla « foi aquelleque incendiava mais o enthusiasmo pu-« blico, que fasia repetir as quadras que alludiam «ao Código de 18Í26.»

Sr. Presidente, estes acontecimentos foram participados ao Sr. Deputado, então Ministro do Hei-no ; estes factos foram participados por um officio o mais calculado, por um officio no qual se que-na descobrir a tenção de S. Ex.a (ao menos era es?e o desígnio de alguém?, neste officio depois de relatar as scenas de enthusiasrno a favor da Carta, disse-se explicitamente

Ora, moralisem-se ogoia estes factos; a Carta foi vistoriada, díz-se officialmenie ao Ministro, que hacia um pensamento reservado , que se não devia prejudicar. A isto respondou-se que Sua Ma-gestade vira com satisfação G especial agrado todo vquelle successo. . .e podia depois d'isto alguém d-u«. \\dar, de que S. Ex.a não Uvesse renegado os princípios Cartistas, c^ue sempre çfofe^au^ e çe.lo> a^%.l esteve muitos dias em aguas furtadas?

Sr. Presidente, não é possível sem n m contra-senso, uma manifesta repugnância dos factos, que se venham aqui-apresentar sentimentos de deslealdade, e de perfídia, corno causa do acontecimento, porque se S. Ex.a o Sr. Aguiar estivesse livre de paixão, acharia a causa desse mesmo acontecimento em si mesmo. (Apoiados},

Sr. Presidente, eu posso dizer, e nisto e;pero ser acreditado, que na Cidade do Porto não existia similhante pensamento para logo, para aquella •época, mas o Sr. Ministro com suas Portarias adiantou, apressou aqueile sentimento, e fez re-íbenla-lo mais rapidamente. .-. e odesenvolvimento

Sr. Presidente, correu a noticia de que o Sr. Ministro do Reino tencionava ir ao Porto, e note-se de um e de outro lado, que eu vou apresentar factos, nos quaes espero não ser contestado : esta noticia principiou a correr no dia 8 , e chegou exactamente no dia 11 ao Porto — o Periódico dos Pobres do dia li a deu logo no seu folhetim, mas porque eu entendia que era uma cilada que se lhe armava, esforcei-me .para que não tivesse logar, escrevendo a alguns amigos para o dissuadirem. (dpoiado). Não o consegui, porque eu não declarava os meus receios explicitamente, e por isso .passando como certa asna ida, os rneus cuidados — e os dos amigos do Sr. Ministro do Reino Costa Cabral foram acautellar e procurar por todos os modos, que os Portuensscs na chegada do Sr. Ministro não desenvolvessem um enthusiasrno no género dos dias Q e 6, que compromettessem o Ministro. Assim se conseguiu — e o artigo = Conselho =. lançado no Periódico dos Pobres, muito, e muito concorreu para acalmar a effervescencia—e o Povo chegou-se a persuadir que trazendo S. Ex.* a noticia aos seus Collegas dos sentimentos do Porto os resolveria a dar o passo, que desejavam: corno estavam enganados a respeito de alguns, quando ainda nontem se nos disse que na Carta não estava a'Constituição de 38, mas que nesta eslava aquel» Ia?!! Como agora conhecemos, que toda a vida esj erariamos debalde pelo apoio de SS Ex.aa?n