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éer já concluir'; primo —que o argumento apresentado pelo segundo illustre Deputado que failou nesta matéria , tirado dos boletins do socego e deste boletim de coacção mandados da Cidade do Porto, é perfeitamente inconcltidente* O illustre General, ou alguém por sua ordem, dizendo que o Porto estava em perfeito socego nos dias 22, 23 , 24, 25 e 26, dizia a verdade; porque não havia o menor sym-ptoma de desordem, e parece-me, que se deve reputar insensatez que o illustre General participasse esse Projecto > e que se denunciasse a si próprio; isso era impossível, isso era exigir um esforço contra a natureza das cousas (dpòiadõs.) Secundo-— que o pensamento referido nessa proclamação de 27 de Janeiro era um pensamento não, subsequente aos factos, porque então tinha desculpa, mas anterior a esses mesmos factos. Em 27 de Janeiro apenas se sabia pelo telegrafo que o movimento tinha rebentado, « tinha-se sabido por communica-çâo desse mesmo Presidente da Junta que se dizia desleal, e comtudo foi nesse mesmo dia, que nessa proclamação se disse, que se tinha invocado falsamente o nome de Sua Magestadc j logo n'um tempo anterior a todo o conhecimento circumstanciado dos factos, -e;por-isso parece, que com manifesta ca-^illação, e com fins sinistros de (prejudicar o Ministro na siia Vida publica; eu não digo que assim seja;, não me atrevo mesmo a diz'ê-lodaquelles illus-tres Cavalheiros que formavam o Ministério, de cujas rectas intenções eu não devo duvidar, mas o que é verdade e, que isto parecia o resultado d'um plano que se dizia estava ha. muito preparado, plano que se dizia consistir ern procurar meios de com-promelter a sua influencia no Paço e Parlamento para depois se poder cuiiiprir com certos desejos, . .. com certas vistas... e com certos fins! Este plano foi mesmo lembrado por essa cigarra da Revolução de Setembro, para a qual parece serem deseober-4as todas as ide'as, todos os desejos dos Ministros: porque quer V. Ex.a ver o que ella escrevia com Telação a esse Ministério a respeito das tenções em que estava p«ra com o actual Sr. Ministro do Reino ?, . Ora eu lhe vou ler a Revolução de quarta .feira 19 de Janeiro, para á vista do que alli se diz, se ajuizar o que se devia pensar.

«O Sr. Costa Cabral (diz a-Revolução) foi pôr u os pés rias aguas do Douro -— se o grito da Carta

Eis aqui exactamente o que se escrevia três dias depois da ausência do Ministro! Continuando a deduzir as consequências dos princípios que estabeleci, digo mais: Ter lio— que o Ministro quando foi ao Porto, não sabia nem podia saber do movimento, para o qual -concorreram as-circurnstan-cias-, que acabei de expender; circuinslancias que nenhuma providencia humana podia no momento prever; en-lénda-se bem, que eu fallo do movimento, e não do pensamento, porque vai uma grande differença entre uma e outra cousa ; o pensamento existia permanente, mas o Povo, a Nação entendia (e mal) que seria desenvolvido pelo Ministério??.. Quarto— que o Decreto de H de Fevereiro foi perfeitamente annullado pelas causas que eu apresentei, e

que po.r consequência e ínâdtnissivel a substituição da Opposiçâo que traz esse mesmo pensamento. Quinto—>-em fim, que em consequência disto, o primeiro período da Resposta ao Discurso do Throno está perfeitamente bem concebido, e conforme os verdadeiros princípios políticos (.Apoiados.^)

Sr. Presidente, tenho sustentado o Projecto de Resposta em quanto ao seu primeiro período, pás-sarei agora a sustentar o segundo. Este período, Sr. Presidente, é o das finanças-; mas das finanças somente faltarei , na sua relação immediata com o movimento de 27 de Janeiro ; por isso mesmo que a este movimento até se tem assacado o ter sido a causa do desequilíbrio das finanças, de ter feito perder os gigantescos planos que se tinham concebido??? Apoiados.']

Sr. Presidente, um illustre financeiro, que hon-tem failou nesta matéria, já mostrou quaiUo são ocas e infundadas todas as esperanças que se concebiam desses planos gigantescos: séria temeridade minha reproduzir aqui os seus argumentos', porque me reconheço summamente inferior, não só ás suas luzes, mas aos seus talentos; ma^ assim mes-mo tractarei de aventurar algumas reflexões, somente debaixo do ponto restricto etn que acabei de fa!-kr.

Sr. Presidente, o movimento de 27 de Janeiío é talvez o movimento desta magnitude em que ^e tenha consummido menos dinheiro. (Apoiados.) Porque (ouça-me a Nação inteira, e veja se por ventura podern ser contestadas com verdade as minhas asserções,) porque, Sr, Presidente, o movimen-tode 27 de Janeiro fez marchar toda a Divisão de Traz os Montes quasi no espaço de sessenta legoas; fez marchar a Divisão do Minho quasi na extensão de trinta iegaas; a Divisão do Porto ha extenaão de desoito iegoas; fez marchar parte da Divisão da Beira Alta, e mesmo alguma cavallaria da Beira Baixa. —-Estes dií'ferente:...Corpos , estas differentes Divisões, foram todos acompanhados dos competentes petrechos, e tudo o mais que era necessário para entrarem em campanha. E não obstante isso , quanto se gastou emitido, Sr. Presidente? -Orça-se adespeza por 52 contos; rnascomo? 52 contos, entrando nesta quantia os soldos, os prets, e todas essas despezas ordinárias, que a Nação emquaesquer circurastancias tinha de pagar; de sorte que o que se gastou nestes objectos somrnando 41 contos, segue-se que somente o que vai de 41 para 52, isto é, 11 contos, e o que se gastou neste movimento! (Apoiados geraes.) Ora agora avalie a Nação se por acaso a Restauração da Carta Constitucional , que lhe custou 11 contos de reis sem uma gota d« sangue, sem uma violência, foi ou não obra gloriosa e grande! (Apoiados.) Sr. Presidente, a isto não se responde com cifras, nem com argumentosaereos; são factos consignados da maneira mais authen-licá, e qoe a Nação um dia ha de avaliar (Apoiados.)