O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

( 20? )

Fevereiro neste ponto não pôde entender-se j como os Sr?. D pulados o entendera, sem fazer'uma grande injuria aos prindpios constilueionaes; Sr. Prô-sidf-níe, não e' pelos Relatórios que se faz obra cora uma Lei; nnas pelas normas claras j que esta pre^ creve.

Ora, que se diz neste Decreto ? Diz-se que a Rainha ntunda pôr em vigor a Ca

Sr. Presidente, eu que tenho dado aqui provas de,ser Monárquico Constitucional, que puz toda a minha força contra essas instituições democráticas, por differentes Projectos, que apresentei na Sessão passada, tenho direito a dizer sem suspeita, que o mesmo Throno não podia fazer isso, e por uma razão muito sensível, que se deduz do mesmo. Decreto; quem é que deu motivo ao Throno para chegar áquclle resultado > foi o voto Nacional, o voto Nacional com a voz do Throno são tudo^ separados não podem neste caso dar resultado aígum valido: ora se o vnto Nacional, resumindo a Carta tnodis.se querer Cortes Constituintes, segue-se que o Throno não ppdia intromette-las (Vozes :—oiçam, oiçam) no Decreto, porque não havia a união das duas únicas circamstancias, que auctorisam a mudança de instituições Políticas (dpoiados). ,Quai é o resultado de tudo isto, Sr. Presidente'! O resultado é que o Decreto de 5 de Março, em quanto diz que os Deputados viessem munidos dos aiais amplos poderes, mas dentro da Carta, é doutrinal, é eminentemente Constitucional, e por causa delle não somente senão pôde irrogar censura ao Ministério^ roas antes merece louvores por não seguir a rutina do. Decreto de 10 de Setembro de 1836.

Sr. Presidente, ha outro objecto sobre que eu

tinha que estender-me largamente; erarn às sociedades sectetas, ás-quaes a i Índio um dos últimos De* pulados que íallou. Sr. Presidente, eu podia dizer j que isso é uma estratégia já muito conhecida como arma favorita dá minoria; podia dizer que ella quer ferir os seus- contrários com a arma de que usa . ttias não o farei j porque estou muito fatigado, e mesmo porque elle não merece que se lhe preste uma attenção particular j mas não posso deixar dê 'dizer que o nobre Deputado que veio fallar neste objecto, que veio dizer, que o Sr. Ministro do Reino antes de sair desta Corte, tinha feito uma reunião aonde tinha proposto o restabelecimento da Carta, disse um facto calumnioso, e injusto, é fal-sissitno ! (Apoiados). Sr. Presidente, eu desafio o nobre Deputado, que me conteste á vista do que tenho apresentado, desafio-o que me apresente os nomes daquelles homens, que fizeram simtihante asserção ou mexerico, porque de outra sorte será tido por um caturnniador na presença da Nação, como auctor de similhãntes falsidades.

Sr. Presidente, quem tinha menos direito para dizer estas cousas era o Sr. Deputado^ que não sei se cotn verdade ou sem ella não está isento da opinião de que alguma ligação tem com esses ritos; que não sei se com verdade, ou sem ella recebeu favores dessas mesmas sociedades , até para o seu memorando monumento de Pumpelltde, não se dedi-. gnando curvar-se então para receber as quantias que se lhe deram l! (O Sr. Ávila'.— É falso, é falso). O Orador: —Sr. Presidente^ eu falio diante de muitos Cavalheiros, digam elles se isto foi, ou não verdade : (Apoiados) 'desprezo os. dUos do Sr. Deputado, como sempre ò desprezei, couto um homem qae mil vezes tem burlado a Nação. Sendo a con« ckuão geral do tíieu Discurso, que qualquer que seja a esírads da Opposicão, sendo sabidos os seus fins, todo o homem amante do seu Paiz, empe." nhado na consolidação da Restauração da Carta, nem pôde deixar, como eu, de approvar na sua totalidade o Projecto da Resposta ao Discurso da Coroa.

O Sr. Presidente : — Eu peço ordem ; o Kegi-mento tnanda$ que quando aconteçam actos desta natureza, se dê ura voto de censura ao Sr. Deputado j auctor des;es actos; por consequência, a Ca-aíara Vai tractar, se o Sr. Ávila merece ou não esse voto de censura ; e eu peço á Assembleia , que se porte com a honra, e dignidade, que a tem distinguido , e espero que dê um exemplo de moralidade ao publico,

O Sr. ~4vila:—-(Com vék&mencia.) Burlado a Nação, Sr. Deputado?!

(3 Orador : -r— Burlado a Nação.

O Sr. Ávila'. — Mas não a roubei.

O Orador:—-Não, Sr., não a roubou.

O Sr. Ávila'. — Não a roubei, nem fui demit-tido por isso. ( /1'gitaçâò na Assembléa).

O Orador'. — (Corri vehemencia.) Diga quem é que a roubou, e que foi defniltido por isão.

O Sr. 4viía : —* Não quero dizer.

O Orador: — Se o não diz, é um calumniado-r.

A agitação na ^íssembléa foi crescendo j alguns Deputados em pé Cediam uns ordem, outros a execução do Regimento. ( f^o-^cs : — Isto rião se pôde toleraT )