O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

(

"k> diminuta pouco peso fazia na ba-lança da guerra ; mas sim que cobrisse a retaguarda sobre as Províncias das Castilhas, Asturias e Galiza, e por conseguinte o Norte de Portugal podendo mais facilmente, quando fosse necessário marchar sobre o Sul do Reino, andar a corda do raio do que o circulo , além destes motivos q^ie eu chamo moraes ha aquelle do tractado da quadrupla aliança, mas esse e' para mim secundário poique essas peças estão sendo elásticas, então'ainda que eu desejo que o não sejarn para a Nação Portugueza, corn tudo é bem possível que em .taes circumstancias nós achemos que façamos como os outros ; finalmente é necessária a organização do exercito , e tirar delle um eorpo que mandemos á Hespanha, os nossos batalhões nacionaes são excellentes para defender a liberdade , mas quando ella for atacada dentro dos muros das Cidades o exercito ha de deffende-la lá fora , voto pois pelo artigo.

O Sr. J. M. Grande : •— Eu entendi Sr. Presidente , quando o Sr. Deputado'fallou , que se não tinha dado importância a palavras, que eu addicio-nava ; por tanto eu entendo ainda que ellas são de toda a importância, mas como o Sr. Deputado não disse isso, eu retiro a palavra, e não tenho mais nada a dizer, continuando a sustentar a emenda tjue mandei para a Mesa.

O Sr. José Estevão : — A Commissão entende que a emenda da palavra enipenhos do illustre Deputado" é supérflua, porque nós dizemos as estipulações dos tratados e estipu-lações são empenhes (o Sr. Ministro'da Guerra pediu a palavra). Eu estimo muito sinceramente que o Sr. Ministro da Guerra pedisse a palavra sobre este objecto ; é forçoso confessar que nos negócios parlamentares ha cousas que se dizem , que não lêem utilidade immediata, e que convém que se ventilem mais ; n'uma questão destas dizer simplesmente votos votos, parece-me que sendo nós particularmente os mais interessados no desenlace da guerra da Hespanha nos ficaria muito desairoso á nossa dignidade o passar de leve por si-milhante artigo. *•*

O Sr. Ministro da Guerra:-—Sr. Presidente, o Governo acha-se animado dos mesmos princípios, e sentimentos, que tem enunciado os Srs. Deputados, e folga muito de os ver enunciados na Camará, o Governo tem feito o que pôde sobre este importante ponto, a questão o muito grave; a guerra de Hespanha é uma guerra da mesma natureza daquella, que por longo terapo tem afligido o nosso paiz, é uma guerra de principies, e escuso dar mais exlenção a estas palavras, porque fraco Orador pouco posso acrescentar ao desenvolvimento das idéas , que lêem sido apresentadas. O Governo não se tem arredado desses princípios, e já mais se tem esquecido de fazea quanto está ao seu alcance para poder coadjuvar a causa de Hespanha. Unicamente as desastrosas circumstancias, porque passámos, fizeram que o Corpo de Exercito, que ali.se achava fosse retirado de Hespanha, depois disto, como era de recear, aproximaram-se (não forças consideráveis) alguns guerrilhas a difterentes pontos da nossa Raia, e o Governo empenhou-se constanlemente apesar da pouca força de íi-riha, que tem a sua disposição; e de todos são sabidos os motivos. A falta de recursos, por ninguém é ignorada, comludo o Governo fez todos os exforços, e íez o que podia, ordenando aos Çommandantes das

Divisões militares iimítrophes, que não só tractassera» = de defender tanto quanto podessem o nosso território^ mas auxiliassem effectivamente as auctoridades Hes-panholas ; e tenho a satisfação deannunciar á Camará , como se teai publicado nas partes officiaes do Governo, que por mais de uma vez forças nossas foram coadjuvar forças Hespanhoias, quando guerrilhas se aproximaram ao nosso território; não é pos-sivel organisar um corpo de Exercito paraentrar para ali, porque nós temos (e quando se tractar dessa matéria, eu o mostrarei) uma força tão diminuta, já em consequência da falta de recursos, já em consequência das difficuldades, que lêem havido de levar a effeitrr o recrutamento, que foi decretado em 18,36, que apenas chega para o serviço mais preciso ; e para evitar dentro do Paiz as aggressôes, que em diffe-rentes pontos do Reino se têeu) pertendido levantar contra o Governo estabelecido. Foi debelada a rebelião , ou a aggressão de uma guerrilha no Minho ; a morte de Guilhalde , que ia mostrando uma ouzadia não própria de simples guerrilheiro, foi devida também á eíficaz coadjuvação das armas Portuguezas. Em outros pontos do Reino ás nossas armas &e deve «m grande parte as consequências, que tem acontecido, e isto uma prova de que o Governo Portuguez tem tanto a peito, como o Governo Hespanhol o coadjuvar a justa causa de ambas as Nações. E' um facto, Sr. Presidente, o que aqui se referiu que de He«-panha vieram os auxílios para jMarvão, e para outros pontos, e em fim que vieram tropas Hespanha» Ias nesse tempo ao nosso Paiz. E' um facto, Sr. Presidente, que quando o Paiz se achava em circumstancias bem criticas ern 1836, além do corpo de Exercito , que cornmandava o meu nobre amigo o Conde das Antas era Hespanha, eu tive a honra de ser encarregado de commandar outras forças, que levavam ordens as mais amplas para operar; e ás quaes se deve claramente o não ser feliz a expedição de Gemes para os Carlistas. O Governo não se tem esquecido, nem se esquecerá jamais deste negocio; e eu, corno Ministro da Guerra , não posso deixar de confessar , que me acho muito penhorado de ver a Camará animada dos melhores desejos para concorrer por todos os modos possíveis para o augmerito da força publica, porque de facto, Sr. Presidente, sem ella baldados serão todos os nossos exforços, porque os inimigos são muito poderosos. Dentro do Paiz pouco podem elles minar, porque têcmsido destruídos, eainda ha pouco um inimigo, que se não considerava como inimigo, mas que muito incomrnodava por isso que era um homem de péssimo caracter, e era o celebre Quingosias, foi morto pelas nossas tropas: mas de fora é que elles podem trabalhar. Congratulo-me pois cora a Camará, e espero que ella coadjuvará o Governo.