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(O.Sr. Gomes de Carvalho: — Sr. Presidente, mando para a Mesa uma representação da Camará Municipal de Travancos sobre divisão do tem-torio», jPor esta occasiào mando também para a Mesa o seguinte

REQUERIMENTO. — Requeiro, que se peça ao Goveino pelo Ministério do Reino a informação, que já em 5 de Abril de 1839 se lhe pediu, acerca da representação da Camará de Leomil, Districto .Administrativo de Viseu, sobre divisão de território. -—Salla da Garoara 115 de Fevereiro de 1841» — Gomes de Carvalho.

O Sr. João da Silva Carvalho: — Sr. Presidente, mando para a Mesa uma representação dos Beneficiados Capellaens Cantores da Sé de Lisboa, em que pedem reparo á injustiça que se lhes fez, quando se lhes cortou o pequeno ordenado que lhes foi aibitrado por Lei; este requerimento é de muita justiça, e não obstante as circumstancias em que nos achamos, eu desejava que se attendesse ao seu pedido, para o que se deve lemetler esta representação á Com missão Ecclesiastica.

O Sr. J. F. Teixeira: — Mando paia a Mesa uma representação assignnda por 217 cidadãos, pela maior parte proprietários e lavradores do Concelho d'Alcobaça, na

O Sr. M aia : •— Eu pedia a V. Ex.*quizesse mandar fazer seg-unda leitura do Requerimento que eu fiz , para se nomear uma Conmíissão de inquérito para a Alfândega.

O Sr. Presidente: — Honteai não se fez a segunda leitura por falta de tempo; ler-se-ha hoje, se houver logar para isso.

O Sr. Moniz : — Sr. Presidente, nós cedo vamos entrar era cuidar dos meios da nossa receita, e ha um meio, que ainda que não é muito grande, com tudo alguma cousa pôde dar, e tem estado posto de,paite ha uns poucos de annos ; e paro podermos aproveitar este meio., pedia eu a V. £x.a tivesse a bondade de dar para Ordem do Dia, quando melhor parecer, segundo a importância da ordem dos trabalhos, o Projecto numero 86 sobre Urzella dá Madeira e Açores; e a razão é esta: na Madeira este género não dá nada ao Estado, nos Açores quaôi nada, e passando o Projecto-, pôde. dar muito.

O Sr. Gorjâo Henriques: •—Sr. Presidente, eu pedi a palavra quando fallava o meu illustre Collega o Sr. Mascaránhas Deputado por Santarém, quando olle ti atou de chamar a attenção desta Camará àôbre a Classe dos Egressos: eu lambem tenho na minha mão uma Uepresentação em nome desta desgraçada Cias» s,e c especialmente dos Egressos do Districlo de Braga ; pediram elles por vezes, è ultimamente na Sessão passada o pagamento dos trás últimos mezes de Outubro Novembro e Dezembro de Í839,*e pediram isto quando? quando se achavam com 08 mezes de atraso, parece-me que era bem limitada eáta sua per» tenção: este requerimento foi mandado ao Governo para informar, toas a .informação até hoje não *p-pareeeu, e o que ainda é peior, não apparece proVu d ene ia alguma a respeito desta 'Classe! No mero de uaia horrorosa miséria que todos

•roam de novo a decisão da sua pertenção, pedem pois o pagamento ao menos daquelles três mezes, 'e será inda déspresada esta supplica? Por esta occa-eião lembram igualmente que se tome uma medida para acabar esta peste (como lhe chamam) das Com-missõbs 'dos Egressos; e pelo que diz respeito á de Braga direi que estando installada ha tantos annos apenas tem pago três mezes !! Quantas vezes, Sr. Presidente, lenho eu erguido minha débil voz neste recinto para implorar o pagamento de uma sagrada obrigação do nosso Governo Constitucional! !E quantas vezes tenho chamado a attenção sobre a necessidade deextinguir ou reformardevidamenleessasCom-Uviss5es, qae étii gratide parte têm sido as sanguexu-gas do pouco sangue que resta áquella agonisahte Classe, o que rarainente apresentam um signal de utilidade (apúitidob) d'esU desgraçada Classe depois da extincção das Ordens Religiosas, disse eu que não era Classe dos Egressos das Ordens Religiosas, mas sitn a Classe dos espnlsos da Família Porlugueza, porque realmente nenhuma têm mais direito, e nenhuma tem sido menos attendida; antes considerada, como inútil e encommoda quando por ser credora ao Estado deveria -ter jireferèhcia, em altènder-se ao rne-«05 ú Sustentação da vida dos que a-coi«poeiB.(^pbíí3r-doi) Nesta representação se allude tà'rhbem a ufriâ das difficuldadea que tem há vido para as Cominissoe» poderem fazer alguma cousa, é õ não se ler dada def* íftnitivamenta uma providencia a respeito dos Fòràfes, também neste íogar se reclama pôr essa imperiosa medida ; de que parece estar dependente o interesse de todas as Ciasses da Nação e que pôr isso é'objecto de sua expectação e que por uso é'do noíso dever não a demorar mais. (dpotádfis)