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O Sr. Presidente: — O Sr. Deputado não pôde fallar, já teve a palavra; o que lhe posso fazer, é inscreve-lo segunda vez; e ao Sr. Deputado também quero pedir-lhe 5 que no seu Discurso se diriga á Mesa ; porque por os Srs. Deputados se não di-rifirem para a Mesa, é que acontece haverem estes diálogos: parece-me ocioso lembrar o Regimento aos Srs. Deputados.

Q Orador: —Eu obedeço a V. Ex.a: o Sr. Ministro-marcou na Lei um déficit de seis centos e tantos contos; e no líelatorio do Decreto de 31 de Dezembro marcou mais 660. contos adiantados sobre o Contracto do Tabaco para o dividendo em Londres, mais seiscentos contos de differença nos rendimentos votados ultimamente: em relação ao tempo, em que elles começaram a produzir, já se vê que estes h/aviam faltar paia se applicarem á despeza corrente. ...

O Sr. Ávila: — Isso !á eátá.

O Orador • — Ora......

O Sr. Ávila: —O Sr. Deputado não está na or-dern , eu chamo-o á ordem.

O Orador: — Deste modo não é posâivel, que o Deputado possa continuar a fallar.

O Sr. Presidente: —-Eu convido o ilíustre Deputado, a qne releve alguma cousa.

O Orador: — Relevo tudo, Sr. Presidente; a maioria e tolerante, soffro tudo, mais do que isto soffrcti Nosso Senkftr Jeztts Ckrtsto l! (Hiso). Sr. Presidente, estas ires verbas formam 1920 contos, e S. Ex.a esqueceu-se de accrescentar a este déficit uma auctorisaçâo de 200 contos, auctomação que recebeu da Carcará, sobre os rendimentos públicos dos primeiros três mozes do anno económico de 41 a 42, corn applicação á despeza pretérita; mas na Lei não se consigna dvdcjícií mais que 650 contos! A Lei devia ser a exprotão da verdade, não o foi; a culpa recaia jobre q:iesn a merecer, porque já nesse teííípo havia esse déficit.

O Sr. Ávila: — Era de 1800 contos,

O Orador:—21292 cantos, Sr. Presidente, vste

e que é o déficit....., a Lei t s* á viva, e muitas das

pessoas, que a votaram, viva:- e?tâo, o déficit posem nelle apresentado e*a só de 650 contos: mas acjiiel-lês Srs, Depufaclos, que sabem também manejar as cifras, entenderam desde logo qsse S. Ex.a não podia cumprir ao qne se eíuí)píon;eltia ; e quando S. .Ex.a veio propor a bua grande operação, achou noí cavalheiro*, que compoíeram a reunião, em que esse negocio foi iractado, pessoa alguma que o contrariasse? Achou ao contrario toda a disposição de lhe facilitar u* meios, paia que se occorresse ásdes-pezas do estado, prrque asm meios nêo ha Governo potsivel. Não achou pois opposição, e os membros d'esta reunião tiravam de si toda a r^sponsab^lida-de com as respostas, que efectivamente S. Ex.* dava , e não se dizia m.iis senão = •$» ita cst , fiai = : um grande mal era necessano evitai-se, e e&se mal e' que se queria evitar com um mal menor, de certo que não havia íilguem, que deix;-s-e de adoptar o menor; e por rnai- que se queira disfarçar, não pôde deixar de se dizer, que essa operação foi um mal , mas que deve S"r sustentada p >r esta Caaiara por honra e decoro seu; eu hei de sustenta-ia ; porque grandíssimos pules sobreviriam ; e suslentan-dó-a no estado em que as coi*ns estão , gustenta-se a honra e dignidade Nacional: essa operação foi a

exorbilaçào dos poderes, que o G. v^rr.o tinha, e particularmente de S. Ex.% qu-J n'e=:-e Relatório mesmo reconheceu, que tiaha exo;bitado, e que ba-via de vir pedir uai bill do inde:nnidarl«. Ah! 8r, Presidi nte, eu íenho ouvido n'esia soiemne discussão tantas imputações ao Ministério, por íer exorbitado em coisas tão pequenas, em comparação «Testas, e não vejo, que quem faça taes acxiiiações, esleja .livre de Ihéserem dirigidas, com muiia maior razão pelos motivos, que tenho exposto: é por isto que não poderemos jamais estar conformes.

Tenho acabado de dar as explicações, para que liiiha pedido a palavra, e quando se tratar d'esLe negocio rnais particularmente, eu me apreaentarei no combate.

O Sr. Deputado di«se, que havia de fazer chorar este lado da Camará , não o creio ; mas e preciso que o Sr. Deputado não se esqueça da sentença do Poeta :

..............sz vis me fiere,

.Dolendum est primutn ipsi tibi.

O Sr. Rehello Cabral: —Sr. PresidenSe, eu pedi a palavra para dech^r, que bo.Ttem rejeit-i o requerimento, apresentado peio (Ilustre Deputado p-r Lisboa o Sr. Cardo=o Gastei Branco , por isso njes-mo que a approv^ção de!!e importava a rejeição da eliminação, que eu tive a honra de propor; porque se o requerimento se limitasse só a pr-dir excla-r-ecimenlos, e sem referencia á intelligencia da Carta Constitucional , ou sem fundamentos , então votaria por e!le ; mas não obstante ter votado pela rejeição, entendo que não fica prejudicada a questão, que pôde suscitar-se a respf-ilo da in>e!ligencia do § 8 do Artigo 75." da Carta Constitucional. Terminarei por declarar, que também faço differença de Tractados concluídos a Tractados ratificados—não dei & explicação, quando devia ler logar sobre este ponto; porque a discussão fechou-se, e r,ao me chegou t!ntão a palavra.