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la-me S. Ex.* que ttte diga , que não poderá contar facto algum a meu respeito em sentido contrario.

Sr. Presidente, se o nobre deputado e' hoje o que era em 33 , eu sou hoje o que era em 32 , se o nobre Deputado tem hoje menos do que tinha nessa occasião, eu se não lenho menos, terei o rnesmo que então ; logo parece-me que estaremos em iguat campo.

Sr. Presidente, o nobre Deputado quiz fazer persuadir, que, se por ventura o Ministério, a que S. Kx.a presidia, qúizesse proclamar a Carla, o poderia ter feito; Sr. S3reskJente, eu digo que é verda«j de, eu digo que sim , que todos os Governos o pó--diam fazer, porque a Carta estava no coração de todos, faltava somente que òrn homem de importância se pronunciasse em tal semido, e ella seria proclamada, e por esta occasião nãa tenho a lem* brar senão as próprias frazes dos Jornaes da Oppo-sição: quando quizeram provar a nenhuma impor* lancia no movimento de C27 de Janeiro, disseram elles " que merecimento pertence aos restauradores «se a Carta podia ser proclamada por urna simples •u Portaria " disseram a verdade, urna Portaria podia fazer proclamar a Carta ; mas isto não prova senão em favor do movimento, (Apoiados) isto não e senão sanccionarern os nossos contrários, coroo virtuoso, como verdadeira mente nacional o acto de restaurar a Carta!.. (Apoiados.) Sr. Presidente, é esta uma verdade, que eu desejo que fique de hoje em diante bem clara em toda a nossa Historia; saiba o mundo, saibam o* nossos vindouros que a mesma Qpposição, que nos combate desabridamente, reconhece, que a Carta Constitucional podia ser proclamada em toda a parte, logo que sequizesse proclamar, porque essa era a vontade não só do Exercito, mas da Nação! .. (dpoiddm.)

Sr. Presidente, o nobre Deputado continuou hoje afazer uma narração muito detalhada de tu Io quanto havia precedido a minha ida ao Porto, e de tudo quanto tinha tido lugar durante a minha estada no Porto; escuso, Sr. Presidente, de repetir as declarações, qoe por mais de uma vez tenho feito, de que effeclivamente não havia a menor intenção de fazer este movimento; e por esta occasiâo não • posso deixar de dar explicações sobre o dito de um outro Orador proferido em uma das Sessões passadas. Sr. Presidente, disse-se e asseverou-se, que em uma reunião geral de sociedades secretas eu havia feito a proposta para a acclamação da Carta; disse-se, que esta proposta tinha sido combatida, « que á vista das reflexões, que tinham appa»ecido, a proposta ficara adiada para o tempo das eleições. Sr. Presidente, e grande desejo de inventar, «toda aquella narração uma invenção pura! .. Se houver um único homem que possa dizer, que eu antes da minha ida para o Porto me achei em sociedades publicas ou secretas, em que se tractas-e deste objeto, e que. eu fizesse uma tal proposta para a acclamação da Carta, dou licença ao nobre Deputado que iíto proferiu , para que rne diga iodas quantas injurias qnizer; e digo rnais, eu offereço a minha cabeça ! ....' (Grande sensação.)

O Sr. Aguiar queixou-se de que eu dissesse—que elle fora vencido sem combater—' eu não disse tal, e invoco o testpinuuho da Gamara ; eu disse,

cer a um partido vencido sem combater; e referiu* do as palavras do Sr. Aguiar, acerescentei—-com» havia o nobre Deputado combater, se a Nação, e o Exercito não estavam pelo seu lado para fazer pp» posição á Restauração da Carta Constitucional l —i* Mas o nobre Deputado inverteu o que et» havia dito, para poder formar um argumento a seu: favor. Não e' esta a primeira vez. (Apoiados).

Sr. Presidente, eu também não disse, que o nobre Deputado tinha querido concorrer para a Restauração da Caria — no meu Discurso se contém expres* soes, que provam exactamente o contrario. Eu dis» se sempre, que o nobre Deputado tinha andado muito sincero na opposição, que tinha feito á Restauração da Carta, mas. que alguns actos seus tinham appafecido, dos quaea poderia deduzir.se a rdéa contraria; e que alguns desses actos effectiva* mente tinham inflamado urn pouco os ânimos do* habitantes da Cidade do Porto^ e que elles podiam ter ido procurar efectivamente no proceder de S. Ex.a a convicção, de que reaímenle o Sr* Aguiar desejava a Restauração da Carta. Já eti apontei ai* guns na primeira vez que fallei, mas o documento de que hontero se fez menção nesta Camará , o prova d*um modo tenninante, e' o officio do Governador Civil do Porto, de 7 de Janeiro próximo passado, no qual depois de fazer uma narração de tudo que se passou no Porto, no dia 6 do dito rm-st, por occasiâo dos vivas á Memória do Imperador, diz as* sirn « e por isso V. Ex.a facilmente conceberá, que em taes circumstancias, não cabe rras forças da Publica Auctoridade suffocar, e nem por ventura pretender moderar as effusões de prazer, .tão vivamente pronunciadas, sem grave prejuiso de quebra de respeito essencialmente preciso para o seu exer-cicio, e sem risco talvez, de destruir o pensamento de futuras conveniências j que lhe cttmpre ter tem* pré reservado, n

Quem, lendo este officio» não entenderia logo, que o Governador Civil não suffocava , nem moderava o enthusiasmo desenvolvido por occasiâo dos vivas á Memória do Imperador, porque não queria prejudicar a Proclamação, e a Restauração da Carta. (Apoiados numerosos.) Quem estando decidido a sustentar a Constituição de 1838, deixaria logo de adoptar as medidas para isso convenientes T Mas que respondeu o Sr. Deputado Aguiar ao Governador Civil do Porto? Depois de ter posto em outro officio idêntico, um — guarde-se — como já notei f quando pela primeira vez fallei, respondeu áquelle officio de 7 de Janeiro, que S. Magestade viu com sã* tisfação, a narração feita pelo — Governador Civil no dito officio. (Profunda sensação). Ora Sr. Presidente, sejamos francos, o Sr. Aguiar não queria a Carta, eu sou o primeiro a prestar-lhe o meu tes* tem unho; mas quem esteve no Porto, e examinou o que alli se passou nos dias 2 e 6 de Janeiro, ou quem disto teve conhecimento, deixaria de se con* vencer, que o Sr. Aguiar desejava por aquella , e outras Portarias, promover a Restauração da Carta ? (Apoiados.) Tanto assim o entenderam as Aucto» ridades do Porto, que naqueUa occasiâo mandaram imprimir esta Portaria nas letras maiores, que encontraram na Imprensa do Periódico dos Pobres ! .. ( f^ozes : —-.é verdade : apoiados).