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( 23.2 )

gueni , de que effectivamânte eu não fiz na occasiâo da Restauração da Carta, aquillo que nenhum outro homem faria, estando atesta d'uma revolução. Sr. Presidente, effectivamente antes do dia 26 de Janeiro, o Sr. Aguiar-não recebeu communicação nenhuma minha , de que eu hia fazer este movimento, rnas elle mesmo o acabou de confessar, que recebeu commiinicação minha naquelle dia, e persignai, que foi em virtude delia que medernittiu. Sr. Pesidenle , no dia 22 de Juneiro á vista da effervescencia dos ânimos, e depois de se conhecer que-era absolutamente impossível deixar de haver , algum movimento no Porto, houve a'reunião dos differentes indivíduos que tomaram parle no movimento como Chefes, para saberem o que convinha fazer. N'essa occasiâo muitas pessoas notáveis do Porto, e outros que ali residião então, depois de maduramente reflectirem forão unicamente accor-des em que era indispensável annuir ao voto popular, e intenderão todos que sendo o movimento dirigido por mim, teria o resultado que se desejava ; *V; faz um grande serviço se. acaso se pozer á testa do movimento, porque (assim me fatiaram muitos Amigos respeitáveis) V. tem muitos amigos, tem importância entre elles, e pode dar a devida direcção ao movimento , evitando a gerra civil , e talvez muitas despezas (fozes : — E' verdade, é verdade.) Sr. Presidente, tenha a satisfação de po-dt; provar pe!»s resultados que aquelles meus amigos se nào enganaram , porque eu desafio a que 3He- mostrem urn movimento tão magestoso como o de 27 dê Janeiro: ( dpoiados.) deu-se o grito no Porto no dia 27 de Janeiro, e no dia 10 de Fevereiro o Ministério declarava em Lisboa, que a tnaióriá,, ou anies a quasi totalidade da Nação e do Exercito se tinha decidido a favor da Carta, que já não era possível embaraçar a Restauração da Carta ! .. Sr. Presidente , e a Nação desenvolveu-se, não pela força como selem querido dizer aqui, e uma injuria que se faz á Nação Portugueza. A Junta Provisória no momento em que foram aclhe-rindo as differentes Províncias , deixou-as abandonadas de um só soldado, tudo marchava em direcção á Capital. Digão : quaes forão os corpos que ficarão nas Províncias do Norte ? Pode dizer se que riem um só Soldado (Apoiados,)

Sr. Presidente, quando apparece uni movimento d'estes , quando uma Nação inteira sem força armada em parte alguma se decide a favor da Restauração da Carta, ê possivel dizer que a vontade da Nação não foi manifesta e espontaneamente declarada por todos os modos que e' possivel em ob-jeettos d'esia natureza? (Apoiados.)

•E'.verdade", Sr. Presidente, que a Carta que eu dír.gi ao Sr. Aguiar, foi escripta em estillo forte; mas também já declarei as razoes, porque eu escrevi ao nobre Deputado n'aquel!e sentido. Eu, Sr. Presidente, recebi no dia 22, me parece, uma Carta

n b o aqui, mas poderei moslral-o, parece-me que tem estas palavras.... (O Sr. Fonseca Magalhães:— Eu declaro ao Sr. Ministro, que a carta que eu tive a honra de lhe escrever, não podia conter sitnilhante cousa) não é a de V. Ex.% essa estava escripta em outro estilo ; antes de responder ao Sr. Aguior, apresentei a• carta.' a um Sr. Deputado que aqui se acha , que tomou também parte n'esse movimento, e elle não deixou de approvar a resposta que eu dei ao Sr. Deputado; eu disse-lhe que já não havia forças que podessem bostar a que no Porto podesse ter lugar um movimento a favor da Restauração da Carta, e disse effectivamente a verdade, e todos quantos me ouvem que estavam no Porto n'essa occasiâo, digam se era possivel que se podesse embaraçar aquelle movimento: (Apoiados) disse-lhe eu mais — admirado estou de que V. Ex.a hoje mostre tanta opposição á Restauração da Carta, quando em outra occasiâo anão mostrava; se o Governo toma medidas contra os restauradores da Carta, eu digo a V. Ex.a que saberei il!údi-las e o^ie 10 ou 12 Batalhões marcham para Lisboa , para depositar nas mãos da Soberana a Carla Constitucional, que rejeitará sequizer: — disse eu mais (e parece-me que me não engano) no final dessa carta — que quaesqiier que fossem as circunstancias em que nos achávamos, eu disejava sempre estar unido aos meus Collegas. (O Sr. A'guiar : — E* verdade e differentes outras...-) K eu diria isto estando seguro da Victoria ! Quem procederia deste modo? seria eu desleal ? Podem dizer que eu pratiquei um acto imprudente, podem continuar a dizer que eu pratiquei um acto que podia trazer a guerra civil a Portuga!, mas quem escrevia d*este modo, não pôde ser accusado de praticar um acto desleal!.... Ainda mais, Sr. Presidente, no dia 27 de Janeiro , no momento em que o Porto nadava de prazer, e que acabava de ser restaurada a Carta , eu aproveitei o primeiro momento para partecipar pelo telegrafo aos meus Collegas aquelle grande acontecimento, e quem obra d'esta maneira pôde por ventura ser laxado de desleal ? O que convinha a um homem que se achava á testa.d'um tal movimento? convinha-lhe ganhar tempo para reunir forças; mas eu ao contrario fui o primeiro a participalo aos meus Collegas, e não me contentei com a communicação que tinha feito antes, e que foi correspondida com a minha dimissão, quiz que os meus Collegas soubessem o momento etn que effectivamente se tinha dado o grito a favor da Restauração da Carta; quiz que elles meditassem na posição que lhes cumpria adoptar, de abandonarem os seus logares, se entendessem que não devião oppor-se ao que tantas vezes quizerão restaurar ; de preparar a resistência, se por esta se decidissem ! .. Sr. Presidente,, peço á Camará e peço ao Publico que avaliem se quem assim obra , pôde ser taxado de desleal para com seus Collegas. Um dos meus amigos Collegas perlendeu que apenas eu tive o pensamento de restaurar a Carta, o devia comtmi-nicar ao Governo.

O Sr. Ávila:— Era essa a sua obrigação. (Riso geral).