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626 DIARIO DA CAMARA DOS SENHORES DEPUTADOS

5 réis, para lhes sacar o ultimo ceitil que tivessem na bolsa.

Pelo modo por que o partido regenerador interpretou o inquerito agricola, a camara não póde de maneira alguma acceitar o inquerito industrial. (Apoiados.)

Tenho dito.

Vozes: - Muito bem.

O sr. Baptista de Sousa: - Requeiro a v. exa. que se digne consultar a camara sobre se quer que a, sessão se prorogue até se votar o parecer que está em discussão.

O sr. Arouca (sobre o modo da propor): - Não quero abusar da bondade de v. exa., nem da camara, e por isso serei breve.

V. exa. ouviu o discurso do illustre deputado o sr. Moraes Carvalho, que tratou questões gravissimas e importantes.

O governo não respondeu, e o sr. dr. Laranjo, que muito respeito, tambem deixou de pé todas as considerações de grandissimo valor que sobre contribuição industrial aquelle meu illustre collega apresentou á camara.

O que significa isto?

Quererá a camara levar de assalto esta discussão?

Reservo me o direito de protestar contra isso. (Apoiados.)

O sr. Baptista de Sousa: - O meu requerimento é simplesmente para a prorogação da sessão. (Apoiados.)

O sr. Arouca: - A violencia está n'isso justamente. Agradeço immenso a noticia que s. exa. me dá.

Posto á votação o requerimento do sr. Baptista de Sousa, foi approvado.

O sr. Arroyo: - (O discurso será publicado, quando S. exa. restituir as notas tachygraphicas.)

O sr. Antonio Maria de Carvalho: - Roqueiro a v. exa. que consulto a camara sobre se julga a materia sufficientemente discutida. (Apoiados.)

Uma voz: - Não se ouviu o requerimento. (Apoiados.)

O sr. Antonio Maria de Carvalho: - Eu requeri que se consulte a camara sobre se julga sufficientemente discutido o parecer em discussão. (Apoiados.)

O sr. Arouca: - Peço a v. exa. que tenha a bondade de me mandar informar se já deu a hora.

Vozes: - A sessão está prorogada.

O sr. Arouca: - Eu desejo saber se já deu a hora.

O sr. Presidente: - Já deu a hora.

O sr. Arouca: - Ha muito tempo?

Vozes: - Ora, ora.

O sr. Arouca: - Não se afflijam; eu tenho tanto direito para fazer requerimentos, como os illustres deputados da maioria. O meu fim é constatar que a sessão foi prorogada e que se fecha a hora marcada, seis horas, abafando-se a discussão.

Se a maioria, com esse procedimento, pretende provocar-nos, nós cá estamos. (Muitos apoiados da esquerda)

(S. exa. não reviu.)

O sr. Franco Castello Branco (sobre, o modo de propor): - Pedi a palavra sobre o modo de propor, porque não tenho outra maneira de a obter antes do se fechar a sessão, visto que a camara vae julgar a materia discutida.

Se com isto infringi o regimento, a camara que me releve a falta.

O meu fim é pedir ao sr. Marianno de Carvalho, e uso do verbo pedir, para não empregar outro mais forte, que compareça na sessão de ámanhã, antes da ordem do dia, n'esta camara, a fim de responder á parte do discurso do sr. Marianno de Carvalho que interessa a todos os contribuintes.

O sr. Ministro da Fazenda (Marianno de Carvalho: - O illustre deputado quer que eu venha á camara para, responder a mim mesmo, ou a quem? Houve equivoco de S. exa.

O Orador: - É com essas e outras habilidades que s. exa. salva as finanças do paiz, e que preparou a sessão de sabbado como cuida em preparar muitas outras sessões notaveis. (Apoiados)

Seguramente, d'entre todos os membros d'esta camara, só um, o sr. Marianno de Carvalho, era capaz de se prevalecer de um equivoco, que para ninguem mais deixou de ser transparente.

O sr. Ministro da Fazenda (Marianno de Carvalho): - Eu o que quiz foi, nos termos mais cortezes, saber o que o illustre deputado queria.

O Orador:- Se s. exa. quizesse escutar-me até ao fim, decerto que não ficaria sem saber o que eu queria, sem necessidade de me interromper com similhante pergunta. (Apoiados.)

É extraordinario, sr. presidente, que seja o sr. ministro da fazenda quem deseje que esta sessão termine como terminou a sessão de sabbado, ou que, pelo menos, termine por um conflicto pessoal levantado entre um deputado e s. exa.; porque, realmente, não se póde tomar senão á conta de provocação a interrupção do sr. ministro, nos termos insolitos em que a fez.

O sr. Presidente: - Eu peço a v. exa. que se restrinja á materia.

O Orador: - V. exa. bem viu que eu me restringia ao assumpto, e com a maior serenidade.

O sr. ministro da fazenda é que me provocou com a sua interrupção.

Appello para a consciencia de v. exa. e peço-lhe que me diga, se é serio o que acaba de me dizer o sr. ministro.

Sr. presidente, eu estava dizendo muito socegada e tranquillamente que desejava que o sr. ministro da fazenda comparecesse ámanhã na camara, antes da ordem do dia, para responder á parte do discurso do meu collega o sr. Moraes de Carvalho, que interessa a todos os contribuintes da contribuição industrial.

Se s, exa. não quizer responder ainda hoje, para socego publico, em que o governo é o principal interessado, eu formularei ámanhã uma pergunta, que não será mais do que a repetição do argumento do meu illustre collega.

Era unicamente para fazer este pedido, que eu usei da palavra.

Não desejo tomar mais tempo á camara, nem tambem que o sr. ministro da fazenda me force a ter um procedimento differente d'aquelle que tenho mantido, para com s. exa., ha dois annos.

(S. exa. não reviu.)

O sr. Ministro da Fazenda (Marianno de Carvalho): - Preciso primeiro dizer que não comprehendi a irritação do sr. Franco Castello Branco. Antes de s. exa. tinham fallado os srs. Moraes Carvalho e Arroyo e eu podia duvidar só queria que viesse para responder ao sr. Moraes Carvalho ou ao sr. Arroyo.

S. exa. tinha-se equivocado e disse que desejava que eu viesse para dar explicações ao sr. Marianno de Carvalho. Como vi que se tinha equivocado, na melhor boa fé perguntei a quem queria que eu viesse responder; mas isto não era motivo para se irritar.

Agora devo dizer que ámanhã antes da ordem do dia comparecerei na camara e darei ao illustre deputado o sr. Moraes Carvalho explicações sobre o ponto de que tratou no seu discurso ou sobre outro qualquer assumpto, quanto m'o permittam as disposições do regimento.

(S. exa. não reviu.)

O sr. José de Azevedo Castello Branco: - Peço a v. exa. que consulte a camara sobre se quer que haja votação nominal a respeito do requerimento do sr. Antonio Maria de Carvalho.

Resolveu se affirmativamente

O sr. Presidente: - Os srs. deputados que julgam a materia discutida dizem approvo; os que entendem o contrario dizem rejeito. Vae proceder-se á chamada.

Feita a chamada

Disseram approvo os srs.: Albano de Mello, Mendes da