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podem por ventura imputar-se as injurias que fazem ò objecto desta discussão*

Sr. Presidente, disse uni illustre Deputado que se não fosse o Officio do iHustre Cavalheiro que tem regido essa cadeira, elle votaria pela Proposta, mas.que, stigrnalisándo esta o acontecimento de sexta feira, devia também stigmãtisat o Officio dú Cavalheiro que o escreveu, tílias Sr. Presidente não e esse Officio que está em discussão: esse Officio é dá Meza que depois de dar parte delle á Camará, nada admitte que se taça hera diga a seu respaito era quanto algum dos iliustres Membros d'eslaCasa não fizer d'esse Officio o-m objeito ern forma de discussão ;— o que está em discussão, Sr. Presiden* te j é aminha Proposta sobre aqual somente cumpre falar—Em quanto ao stigrna, Sr. Presidente, eu lenho a infelicidade da minha Proposla não ler sido entendida nesta parte : se eu me lembro, Sr. Presidente, das palavras ern'que redigi essa parte ern que se soppóe tamanho sligina contra os acontecimentos de sexta feira, elle ^ó diz o sentimento desta Carnar, por terem sido desagradáveis esses acontecimentos; e não tem concordado os lados todos desta Camará em que eíles foram com effeito desagradáveis'í Eu não tracto da criminalidade debtes acontecimentos, por que já disse d'outra vez que a Camará não se exigiu em Tribunal de Justiça para os julgar e o que faz é mostrar ao Cavalheiro, que se tem sentado nessa cadeira, que ella os sente e lhe protesta todo o respeito pela sua pessoa.

Mas diz-se qvíe a Sessão linha já acabado quando esses acontecimentos tiveram lugar, e que por isso não e parlanientarmente que se pôde conhecer delles ; ora Sr. Presidente, todos nós concordamos que esses insultos se proferiram no^ mesmo acto em que o Sr. Presidente Gorjão tinha dado a ordem do dia da Sessão seguinte, e declarava fechada a Sessão, por que dera os trabalhos de Com missões e não as esplicações como alguns iMustres Deputados qtierião, e e' certo que esses insultos se lhe'dir:gi. rain por conseguinte no exercício das suas atribuições e então não pôde premittir-se inlervallo algum, que possa pôr fora da alçada d'esta Camará.o co-niiecimenlo d'eèâes acontecimentos, que ella não classifica nem julga criminosos nem imputa a ninguém, mas os estranha como todus. nós os estranhamos. -

Também se diz que d'estes sucessos não na processo Parlamentar sobre que a Camará profira o ,seu juhio, e para em fim um iHustre Dpulado pe-dio que se iêsse a Acta; oh ! Sr. Presidente, pois que havia constar da Acta succedendo os insultos de que se tracta, qsiuníio o Presidente dava a or-deui do dia e fechava a Sessão? E por isso pode o caso deixar de s^r Parlamentar, para o effeito da Proposta e a Caniata conhecer d'e!l'e ?

Porem outro Orador disse que se se stigtnatisava t» acontecimento de sexta feira, devia stigmatisar-se a causa que o prodúsiò; pois Sr. Presidente, que causa o ptoduzio se não ó exercício legal das funções d'essa cadeira ? Se stigfTiattsamos isto, stigma-tisamos a Lei

contra ella s/e Hão ò d'esse Officio, mas este já disse que não fa2 o objecto da discussão.

Votar a primeira parte da Proposta como todbs q«rera, e não votar a segunda é a maior das incohe-íenci-as, Sr. Presidente! Porque se todos cóncbrdão em se mandar pedir ao Sr. Gorjão que venha tornar a sentar-se nessa cadeira, e ftão lhe dizer que a Camará sente esses acontecimentos dizendo todos queelles são desagradáveis, e'não querer uma Consequência do que todos assentâo.

E' por tanto, Sr. Presidente, justo, é moral, é honesto, que seapprove toda a Proposta e em virtude d'isso é que eu não quero retirar parte alguma d*ella, quando para isso fui rogado por !urn illustre Deputado, que eu espero que a Camará também approve.

O Srk Silva Sanrhes: — Três Srs. Deputados teem ultimamente fallado a favor da Proposta; e umd'estes parece-me qne mefez uma aliusão; o tal Sr. Deputado, a que agora tne retiro, apezar de novo no Parlamento , inculca-se para modello das conveniências Parlamentares, e sempre que falia nos dá lições da dignidade, com que se deve faltai neste Parlamento, da moderação, de que se deve usar, e até nos recommerida, que visto citarmos algumas vezes exemplos, 3 costumes Estrangeiros, aprendamos nos Parlamentos Estrangeiros também as regras da gravidade, e boa ordem. Mas o Sr» Deputado no meio das saas lições, êsquece-se dVHas, e do que recomnienda , e cahe , também sempre que falia, nos vícios, ou defeitos, que censura. E' j o, a segunda vez que elle tem a bondade de usar das delicadas expressões, O ST. Deputado devia envergonhar se de ter tocado neste, ou n'aque!ie ponto. E pois que o Sr. Deputado prega tanta moralidade, julgará na sua consciência, que é um exemplo de moderação, e moralidade, usar de expressões d'esta natureza? Eqtier qaie l'h« aceitem as suas lições?! Eu por rnirn líão as recebo, nem respondo a ellas segundo o seíi merecimento, porque temo cahir no mesmo vicio. Seria pore'm tmiito conveniente, que quando se apresentam como rnodellos de honestidade, nãoeahissem logo eul tão graves defeitos.

Depois disse o Sr. Deputado (e eis-aqui todo o ponto do seu reparo) «vem aqui discutir-se factos relativos a um Cavalheiro, que não está nesta Casa para lhe responder 55— Qual será mais próprio,'fe mais digno discutir, factos que se passaram nesta Camará durante a Sessão; ovi occorrencias, que tiveram lugar depois de fechada a Sessão? Pois o Sr. Deputado não se 'envergonha de discutir um. facto, que está fora da esfera das nossas attribui-ções, porque occorreo quando já não havia Camará , e julga que se devem envergonhar aquellês, que discutem o que se passou em Sessão, e que foi presenciado por todo o publico?! Isto é raro í