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lar, e' que se faz necessário que os indiriduos que Lao de exercer as funcções do professorado , sejam militares, e sejam portugueses. Ainda direi alguma cousa em relação ao que disse o meu amigo o Sr. Alves Martins. Sr. Presidente, nós não só temos em Portugal quem seja capaz de ensinar a veterinária, mas ate temos quem seja capaz de julgar do merecimento dos que hão de ensinar: a razão porque não vão a essas cadeiras os indivíduos habilitados, e' porque se tem julgado um desaire exercer um rnngisterio naquellas escolas; e' a mesma razão, porque não temos actores, por se julgar aviltante esta profissão no nosso Paiz : certamente um medico está habilitado a ensinar as doutrinas, que se aprendem naquellas escolas; e aqui permit-tâ-me a Camará, que lhe cite um exemplo da Bíblia.— nQuid habet homo jumento amplius? » — Porque filosoficamente fallando o homem não tem nada mais do que os brutos. Por consequência, logo que se dê a esla escola a consideração que ella deve ter, estou bem persuadido de que lia de haver muitos médicos, que hão de querer ensinar a medicina na escola veterinária.

O Sr. José Lourengo da Lu%: — Serei muito breve, porque a Camará está cançada. Eu oppuz-me

a que se estabelecesse no projecto a condição de se naturalisarem os estrangeiros, que quizessem exercer este magistério, só para tirar todos os embaraços , porque pôde ser 'que elles se não queiram naturalisar porluguezes ; e que por esse facto não venham cá. Agora quanto ao nobre Deputado dizer, que existem no Paiz pessoas habilitadas, para ensinarem toda essa disciplina, eu entendo que não ha: pelo menos a chamada clinica veterinária, desconfio muito de que haja no Paiz quem a ensine: clinica propriamente dieta não ha. Estamos muito desgraçados nessa parte; e posso dize-lo, porque já fui victima, andei procurando,, e não achei... (O Sr. José Maria Grande: — É porque não querem). O Orador: — Então porta aberta para os estrangeiros.

Foi approvado o ari. 9.° salva a redacção.

O Sr. Presidente:-—A ordem do dia para a Sessão seguinte , é a continuação da discussão deste projecto, e os projectos n.° .157, e 158. Está leva;) fada a Sessão.—'Eram quatro horas e um quarto da tarde.

O 1.° REDACTOR,

J. B. OASTÃO.