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gamento sobre o Th-esouro. Talvez eu não percebesse betn , mas parece-me que Sv Ex.a disse isto, e isto fez grande impressão, parece-me que odrsse, pôde ser que me enganasse-. Uftva certa âomm-a de Bonds estava em poder da Agencia, entregue pela Companhia de credito nacional ; e a quantia de que se tracta era de 69 rnil Libras : ha uma diffe-rença, entre uma e outra quantia; e a respeito d'esta diíferença , esto o persuadido de que o Presidente da Agencia teve algum motivo para obrar co mo obrou : creio que obrou corn ordem pagando as 69 mil Libras, e comprando a diííerença. No que disse S. Ex.a ha por certo equivocação—-não e possível que aquelle empregado fizesse um pagamento sem auctoridade do Governo, não é acreditável que praticasse um abuso de tal natureza. N'esias c rciinstancias desejaria muito, pediria muito a S. Ex.*, que por honra da verdade dissesse alguma cousa que pozesse este facto ria sua verdadeira luz.

O Sr. Ministro da Fazenda: — Sr. Presidente, longe de mitn o querer lançar fora dos meus hom-bios a responsabilidade que me compete, fazendo-a pezar sobre os outros , não sou homem deste caracter, nem desta natureza ; ninguém faz mais justiça , ninguém elogia mais a couducta, os merecimentos do Presidente da Agencia financeira em Londres, porque eu mesmo sou aquelle que estou continuamente enviando-lhe Portarias louvando, e approvando o seu zelo, e a maneira porque elle se tom cõndus do no desempenho dos seus deveres.

Sr. Presidente, eu já outro dia aqui disse que mandei pagar a.. .. 69 mil Libras de Bondx e o Sr. Deputado Ávila ainda ítgora estava insistindo, censurando, repetindo 69 mil Libras, sem explicar que eram Bonds e que

qwes vferara, e «ti áoeitei-os, e paguei-os; a«j»i está o ufíic& facto espontâneo, que sem auctorisa-ção s« fez. O Presidente da Agencia enlre tanto não podi» adivinhar as minhas intenções, depois, de lhe mandar pagar a divida a Thornton ; enten-deo que tendo comprado, o que lhe faltava, d-evia saccar sobre oThesouro; aqui o que houve foram desinteHigencias, mas de maneira nenhuma perten-di lançar a menor stigma sobre o procedimento do Presidente da Agencia , que eu considero um dos mais hábeis empregados públicos que nós temos , e que en desejarei se conserve ali por muitos ânuos , como deve , para continuar a render os tão úteis serviços que tem prestado ao seu Paiz.

O Sr. Roma : —- Eu estou. inteiramente satisfeito , porque o negocio eslá claro; o COMSIh-iro Paiva pagou com ordem do Governo» o C«m*«>l'l»ei-ro Paiva coíftprou aquelia porção de libras c -m »>r» dern do Governo, não pagm» sem ordem, IM-HI comprou sem ordem : o que fez o Conselheiro Paiva foi sacar depois de ter comprado eom ordem do Governo.

O S-r. Presidente: — Vat-se ler a moção do Sr. Silva Cabral.

Leu-se na Mesa o seguinte:

REQUERIMENTO. — Reqoeiro que se remetia á Commissâo de Legislação a Proposição. — Corno deve supprir-se a falta dos Srs. Presidente e Vire-P residente desta Camará, no caso de Impedimento temporário de urn e outro. — Silva C'abra!.

Foi rernsllido á Commissâo de Legislação para dar o seu Parecer com urgência.

O Sr. Presidente: — Continua a discussão do Projecto N.° 2 na sua generalidade, e I*MTI a pa« lavra

O Sr. Ávila:—Sr. Presidente, o illustre Dppu-tado que fatiou primeiro sobre a matéria, dis^-e que etj estava pelo menos de aeccmlo com a C'»m; o que eu disse é que havia de dar ao Governo a auc-torisação para continuar na cobrança dos Ímpetos pelo praso que o Governo pedia, e voto e*»a auc-torisação pelas mesmas razões apresentadas pelo nobre Deputado e pelo Sr. Ministro da Fazenda; por que estou convencido que toda a trun^acção que S. Ex."* queiiaeflfectuar, ha de ser feita em termos muito mais vantajosos ; quanto maior for o praso que nós lhe concedamos para a cobrança dos impostos; esla ,foi a idéa que aqui sustentei quando na qualidade de Ministro da Fezenda vim em Setembro de 41 pedir igoal auctorisaçào e precisamente para o mes-mesmo fim, e não me desdigo agora. Mas não ap-provo o Art. 2." pelas razoes, que em seu lugar expenderei.