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widimentos públicos até ao iitn de Junho; se o Sr. Ministro da Fazenda quando entrou para o Ministério, tivesse achado anticipados todos os rendimentos até ao fim de-junho, não -era então a occasião em que S. Ex.a podia com exactidão dizer — não . achei recursos'nenkuns nos Cofres do Estado? Creio que sim ; entretanto o Sr. M inistro da Fazenda achou uma somma tamanha dentro da auctorisação que me havia sido concedida, que levantou-sobre ella deus mil setecentos» e tantos contos para fazer frente á despeza corrente !.. . E «ao se nos venha aqui dizer que são recursos que vinham das Leis, porque no fim de Junho a auctorisação tinha acabado, e era necessário que p Governo viesse solicitar nova auctorisação ao Corpo Legislativo para cobrar. O que eu queria dizer .portanto era, que dentro do Credito que me eslava aberto, eu linha deixado ao ineu Successor fundos consideráveis sobre os quaes elle pode levantar tão enorme somma. Esta é que era a minha idéa, e o nobre Deputado não poderá deixar de convir, que na occasião em que sahi do Ministério, podia ter deixado varridos os Cofres do Thesouro , se eu tivesse lançado mão de todas as receitas que podia cobrar até ao íim do atino económico, receitas que tinha á minha disposição.

Disse mais o nobre Deputado, que três prestações da Companhia Credito Nacional eram imaginarias !... E seria também imaginaria a somma de 500 contos que o Sr. Ministro da Fazenda levantou pela venda dos Bonds, que eu lhe deixei, e com que substituio aqueilas três prestações í Não se realisaram essas prestações porque falhou a base, sobre que se levantavam; S. Ex.a siipprio-as por uai outro meio; logo não é imaginaria essa somma, e no credito de S. Ex.a é preciso contarem-se mais500contps, além da receita ordinária. S. Ex.A fez mais ainda: além desses 500 contos, vendeu o resto dos dous mil contos de Bonds que a Companhia tinha obrigação de dar ao Governo paraamortisar; S. Ex.a obteve por consequência mais um 180 ou 200 contos, que se devem lançar no credito de S. Ex.a

Disse ainda-o nobre. Deputado—-que não era pela conla, que eu publicava, que se podia conhecer qual era a applicação dos fundos — isto não e' exacto, o Sr. Ministro do Reino fazia-me, por exemplo, uma requisição de uma somma para pagar aos Professores dMnstrucçâo Publica eui todos os Districlos do Reino, eu mandava pôr a disposição- de S. Ex.a easa somma, e na conla dizia — e-aíâo pagos todos os Professores d' ínslruccâo Publico, do fteino — sabia-se por consequência a applicação , que tinha essa somma, e se por ventura se dissesse, que os Professores estavam pagos sem o estarem, nào haviaín apparecer reclamações peTa Imprensa'! Para isso se publicavam as contas. Não quero dizer , que .ellas não tivessem defeitos, mas era , melhor publica-las assiín que não publicar nenhumas. .Essas, contas entregavam-se ao exame, e censura publica ; a imprensa discorria sobre ellas, e compare o nobre Deputado as conlas dos últimos' Uiezes com as dos mexes antecedentes, e verá que a,quellas são já muito mais claras, e perfeitas, por virtude das observações, que fez sobre ellas a Imprensa da Opposição. E a.Imprensa da Opposição não me fazia favor, a Opposição dentro desta Casa lambem me não fazia favor ; entretanto aOppo-' siyão tanto dentro como fora do Parlamento aca-

bou por louvar este acto. Convenho, que não tivessem chegado ao ultimo gráo de perfeição, mas para que se vão aperfeiçoando, e que eu quero que se continuem a publicar.

O nobre Deputado acc.rescentou , que não era esta a o-ccasião opportuna para tractar da operação de 31 de Dezembro : entretanto emittiu o seu juizò sobro ella , e condemnou-a altamente! E é esta a lealdade com que devo aqui ser tractado?.. Se «i Camará queria-, que esta operação fosse discutida n'uma outra occasião, sem embaraçar esta discussão, era preciso que a Camará suspendesse o seu juizo a respeito delia , era preciso que houvesse a generosidade de se não vir aqui todos os dias envenenar essa operação, e injuriar o seu A-uctor!

Sr* Presidente , ò nobre Deputado tinha direito pára fazer, o que fez, porque elle e muito afferra-do ás suas o.piniões: não o censuro por isso, também eu o sou ás minhas: mas este afferro faz com que muitas vezes não vejamos as cousas como ellas -são. O nobre Deputado stigmatisou ô ponto em , Maio de 41, porque não concebia

Para avaliar bem essa operação e* necessário, que se veja bem qual era a minha situação quando entrei no Ministério; não queiramos inteiramente separar as medidas das circuinstancias, para que ellas foram votadas, isto e impossível,.,. (O Sr. Ministro da Fazenda: •—*• Apoiado). Sim Sr., e já appliquei este mesmo principio a respeito do Contracto , que S. Ex.a fez em Março, quando disse, que em outras circutnslancias seria desastroso; mas não o era em relação ao tempo, em que S. Ex.a o fez. Eis-aqui como eu queria-ser julgado ! (Apoiados).

Quando eu entrei no Ministério, no dia 9 de Junho, ouvem-me Cavalheiros mui respeitáveis, qire sabom bem qual era a minha situação: o Sr. Felix Pereira de Magalhães; V. Ex.a tnesmo, que diffo-re urn pouco de tuim nesta matéria, mas que estou convencido, (porque confio na imparcialidade de V. Ex.a), que logo que nos expliquemos ha de reparar algumas offensas, que nesta qaateria me fez , e que estou certo, que foi involuntariamente: o iJlustre Deputado o Sr. Florido Rodrigues, que pôde fallar sobre a matéria ex-professa.. Invoco o testemunho destes Cavalheiros sobre o que vou a dizer.