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fcuras ao Governo por ter apresentado aqui esta me-elida especial, em Ioga r de ser uma medida geral. O Sr. Deputado, apezar das suas censuras, pelo que se %em passado na discussão, lerá visto que para passar a Lei na generalidade poderia haver maiores difficul-tlades. O Governo leva em vista unicamente acudir a este caso, que lhe parecia não ter talvez outro si-tnith;«nle nuqurlla oceasião, e qac era indispensável que se nào perdesse tempo para que a infeliz creatu-ra , que devia entrar no Collegio Militar, não pás* sasse da idade qufe a Lei lhe marca.

Parece-rne pois que achando-se a questão assirt) Yevesis-ia das circuinstancias, que apresenta, e da paridade 'dos Officiaes de Patente, quando têm bons serviços, seria fácil, e natural a sua resolução, e &ó 11 rn demasiado escrúpulo poderá fazer que a«medida se não adopte* A Lei a respeiio dos muis Officíaea, íarabem não dispõem, que quando elles forem demitti-dos sejam retirados seus filhos do Oollcgio, por dous motivos muito essenciaes, a meu ver, e que hão de convencer a Camará. O £»tado gasta, e gasta para -habilitar moços, que possam um dia fazer bom serviço, e então essa despeza ficaria perdida: alem de que, sendo uui principio incontestável, e constitucional , que o castigo não deve passar do delinquente ás gerações futuras, seria certamente um castigo, que se ia inllingir em que.a nenhum crime tinha conruneitido, e em quern tinha entrado para aijuelle Collegio na occasíâo própria, segundo a Lei lhe facultava.

Ora , o caso dos Guardas Marinhas torna-se exactamente o mesmo, porque se se desse uajuella occa* •6iào a circunstancia dós filhos desses Officiaes, apezar de lerem Paienies, apezar de não poderem ser postos fora do Q-iadro do Bxprcsto, ou

Em quanto á outra grave censura, que o Sr. Deputado por Cabo Verde houve por bem dirigir ao jvlini&reno—que se não occupa de cumprir seus deveres— digo que essa arma é própria daOpposíção, e que ao accusador toca provar; mas o Sr. Deputado ríâo provou cousa nenhuma, e então não tenho obrigação de lhe responder; quando elle apresentar factos, eu Ibe mostrarei, que não são exactas as suas asserções, que o Governo faz o que entende ser do seu dever j e a prova de que as censuras do Sr. Deputado são immerecidas é que o Governo tem tido a fortuna de merecer a opinião da maioria, c espera continuar a merece-la.

Sei tauibem que em quanto estive ausente maior Censura se fez, e talvez contra esse Ministro a quem o Sr. Deputado dirigiu na minha presença a censura de que fallo; mas só direi que se o Ministério não está sempre presente, e não pôde aqui estar sempre que o deseja, é porque o serviço (co>no hoje succe-deu), o obriga a estar fora da Camará, no despacho, na expedição de ortlens, e, pela parte que me toca, assistindo na outra Camará j ontie tenho a honra de ter assento.

O Sr. Sá Nogueira : — Pedi a palavra quando

o Sr. Deputado pela Madeira pareceu querér-mé att/ibuir a opinião de que eu impugnava o Parecer da Commissâo, para impedir que fosse admittida ho Collegio Militar esta creança.

Eu principiei por fazer à declaração de que não impugnava a entrada delle-, e por consequência o que disse o Sr. Deputado pela Madeira não tinha applicação a uieu respeito.

Agora em quanto ao que acaba de dizer, o Sr» Presidente do Conselho de Ministros, devo dizer que'os factos pelos quaes eu accusei o Ministério, os disse na sua presença, e por consequência não te^ nho necessidade dê os repetir. Agora em quanto a ter censurado os Srs. Ministros na sua ausência * fiz o mesmo que faço na sua presença, e digo que não cumprem com os seus deveres, faltando continuamente nesta Camará; e faço a mesma censura aos Srs. Deputados, porque todas as vezes que fal* tangos Srs. Ministros, faltam oiles também (votes: —^-E falso.) Cre'o que isto são factos, que todos observam.

De mais fiz esta censura, poique previ que os Srs. Ministros haviam de repelir o mesmo que já têem feito difíerentes vezes,, isto é, virem no fim da Sessão dizer, que era urgente, por exemplo, discutir-se o Orçamenlo, o Tractado de Com-mercio com os Estados Unidos, ou outro objecto importante, e depois haviam os Oradores da-quelie lado dizer, que a culpa de se não terem dia-cutidò objecteis interessantes era da opposição,= quando ella era dos Srs. Ministros e da maioria. Óia isto são fados, e creio que não carecem de demonstração; porque o quê nós vemos a toda a hoia não é preciso demonslrar.

Agora em quanto á maioria,do Ministério, eu conheço que a tem; ninguém lha disputa, e e' natural que a continuem a ter, salvo se os Srs. Ministros têem medo de a perderem; isso não sei eu.

O Sr. /. A. dê Magalhães:—-Eu acho inútil esta discussão: esta discussão a que ha de condu* zir? A uma votação; eu peço que se mande ^veriá-car se ha numero sufficiente para se votar.

O Sr. Presidente'.—Ainda ha pouco havia: agora tern sabido alguns Srs., vai-se verificar.

Pausa em quanto se verificou; tendo entrado ai* guns Srs. Deputados achou-se a Camará em nurnerò legal.

O Sf. J. A. de. Campos:—Sr. Presidente, são tão raras as vezes que o Ministério se acha naquel-les bancos, e achando-se pendente um negocio gra* vê, que era um esclarecimento acerca d'outro incidente, pedia a V. Ex.* que quando houvesse op-portunarnente me desse a palavra. E' a respeito da Lei dos pagamentos: é um objecto interessante; para se poder saber se com effeito o Governo reco* nhece a obrigação de pagar um mez em caeja trinta dias.

O Sr* Presidente: — Se houver tempo, eu lh« darei a palavra.