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co, os quaes trndo sido obsolvidos pelo Conselho de Guena mandado crear naq.jella Praça, se conser-vão ainda em costodia á espera da resolução do Supremo Tribunal de Justiça: estes Officiaes por carta especial que me escreveram, posto queeuosnào conheça porque dos militares conheço muitos nomes e muitas caras, uia& não sei as\caras, que pertencem aos nomes, nem os nomes que pertencem ás caras; estes officiaes digo, escreveram-me, sigmtican-do-me que ha longo prazo estavão sem receber real de seus soldos, que tinham empenhado todos os seus fardamentos, as suas espadas, as suas drago-nas, e que depois de terem esgotado todos estes recursos, tinham pedido ao Governador da Praça que lhes desse um dia em' cada semana para poderem ir esmolar pelas portas, para não monerem de fome dentro de uma enxovia ; que esta petição Jhes tora recusada, e que elles estavam entregues á mizeria, na impossibilidade de recorreiem á caridade publica.

Este facto denuncio eu no Sr. Ministro da Guerra, e ainda me attrevo a dizer, que tenho a consciência de que S. Ex.a o ignora, e que, se depois de o saber não dá providencias a respeito delle, eu não o risco da lista dos homens de Estado, não o risco da lista dos homens itberaes-, mas da lista dos seres sensíveis!

Esto facto existe, e este facto é horroroso; e se se qmzerem por um instante cotejar o» aunaes dos partidos, talvez senão encoutie um similhante; ese se encontrar desejo que se rasgue a pagina em que estiver escripto; mas-não receio, que nos a n nãos dos~partidos, se encontre uma foíha em q.ue esteja ès-cnpta uma hlstoiia como esta.

S. Ex.a dove também estar informado de que o Regimento , que foi mandado para a Guarda , se ancontrou sem os utenciiios neces>arios para o repouso, que se não dá ao soldado por principio dê caiidade, mas por interesse do serviço publico; porque o homern é uma machina, e depois de guslas as suas forças, elle cessa de poder servir para o Estado, ou seolem servido por muitos annos carrega-lhe com um peso inútil iros hospitaes.

S. E\.a deve saber que lá st* carece de todo o necessário para cobiir e recolher esse Corpo; quu*loi piecisO que o Comuiandante d^lle se apresentasse em Conselho de DistMcto, e que o Conselho de Dii-Uicto lavrasse um Accordão, tendo a sua frente o Co m mandante de urn Corpo. Que organisaçàó , Sr. Presidente! Que ordem! Que administração! QIÍC; bello syítema este! E que á soflicitaçào desse Com-rnandante de Corpo á frente do Conselho de Distri-cto, esse Conselho íevan(a-se uma subscnpçào por todas as Camarás, pedindo-llies que concorressem com erich*rgas para dar dormida áquelles soldados, na intelligencia de que no ajuste das coutas das despegas municipais lhes seriam descontadas as despeitas, que então fizessem. Que orgauisaçào , Sr. 'Presidente! Que ordem! Que systema ! Que bellb estado! ' "

tísles factos são incontestáveis, e não estão muito longe os documentos que os provauí, porque eu os possuo.

Pedi eu, p.or um requerimenio de que ainda não creio que se tenha feito leitura, que se mandasse uma conta das despezas extraordinárias, que se lue-ram cocu estes movimentos militares, ultimamente

emprehendidos para debellar a Tberia , ou resistfr á ihvasào, como quizerem : pedi que se mandasse e»sa conta dividida em três parcellas. (O Sr. Secretario Sá Fargas: — Se me dá licença dir-lhe-hei, que não só foi lido, mas que também já se expediu para o Governo). O Orador; — Pois eu desejo que essa conta appareça.

Estas observações, tomei eu a liberdade de as fazer, por não perder este feliz incidente que se apresentou. ^

Agora espero que a respeito dos Officiaes de 13 de ínfantena, que se acham presos, se tome uma medida que se nào pôde negar, isto é, que se lhes dê de co;ner, ainda que seja do caldo da caridade, que se dá aos presos , e peço que essa medida , que o Governo tem adoptado para alimentar ou para pagar aos Officiaes do Exeicito, se faça extensiva por todos os modos possíveis aos' Oíficiaes que se acham fora de Lisboa.

Pelo que toca á interpellaçâo , Sr. Presidente, qualquer que seja a respostvi dos Srs. Ministros, ou seja uma interpretação feita sobre as palavras do Sr. Ministro ausente, ou seja uma nega absoluta das expressões , que elle aqui produziu , julgo indispensável , que o Sr. Mrnistro da Fazenda esteja presente á discussão; qualquer que seja a resposta de SS. EE. , eu declaro que me não satisfaço, s que fica reservado o meu direilo parlamentar de in-terpellação para quando estiver presente o Sr. Ministro da Fazenda, pnuci;>io e termo dc-sta questão.

O Sr. Ministro da Justiça: — Sr. Presidente, este objecto tiao é para f.utr discursos da senlimen-taíisuio: dirigir>-se uma «nteipeilaçào ao Governo. e pc-de-se uma resposta calhegon^a : é necessaiio que o Governo axle , para que os esciuuulos dos nobres Deputados íujuem satisfeitos, e para que se removam 'esses glandes embaraços que clíes dizem ter apateoido eui relação ao Credito Publico.

Os Srs. Deputados d* opposiçào, que acabatíirn de falUr, que não poupam todos os momentos de dirigir fffliíuras ao Governo na auzencia dosMini»-tros, quu^iuin n'e5ta occasião praticar um neto de jusuça, querendo que estivesse presente o Sr. Asioi»-lío da Faxeíída , o que certamente nasce du desejo qu.- t-eiíi de (jue elio se defeniía cabalmente ; rnas p i-rere-rne que no caso presente não se torna isso IK>-ressano, porque o» -árs. Deputados tomam corno existente o qutí realmente nãrt existe, os Srs. Deputados põe nu bocca do Sr. Ministro da Fa/enda fia-lavras que eiio não profeho ,~e tiraram logo o salvo conduclo de dizer que esperaram do Governo u;na resposta relativa ácjnilto qàt» e-ilcâ tinbàrà dito; rota outra podíarn esperai1, porque eííetíEivarfiente os Srs-Deputados hoiitein ítiàtaram pôr "querer -pôr fia boc-ca do Si- Ministro da FuzutiJa palavras qut> nào proffciio, e elle iiontem r-clifa-í/ou 'as «nas ^xpr^ssòes e det-lurou íals^s as- asserçõeb' dos Sr*. Deputado*.