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ferido o Sr. Ministro 8a Fazenda, aem fte imporla-rem com o que elle posteriormente rectificou,

Eu não estava presente quando fatiou â pritrieira vez o Sr. Ministro da Fazenda: «tirando ha Salla observei, que alguns Srs. Deputados o censuravam fortemente por haver proferido aqellas expressões, ouvi depois a rectificação do Sr. Ministro da Fazenda , e vi realmente que se lhe attnbuia o que elle não tinha dito; e depois que elle lectiíicou ninguém o contrariou. Para que se vem portanto hoje aqui dizer o contrario d'aquillo queelle proferiu hontenv? Sr. Presidente, o que se pertende é saber qual a intelligencia que o Governo dá á Lei, pois eu a dou. O Governo, olhando para a Lei, não pode dar-lhe outra intelligencia senão aquella qu«N mostram as suas palavras. O Sr. Deputado author da mterpel-lação pode conceber na su.i imaginação quantos motivos quizerattribuir ao Governo, pode fazer dtfferen-ça do Banco credor aos outros credores, e' livre no seu pensar; mas onde é que o Governo apresentou esses motivos ? Onde e' que o Governo fez diffeiença do credor Banco aos outros credores? Qjando é que disse, qne havia de preferir o pagamento do Banco dos outros credores? Nunca o disse, porque a Lei e' claríssima. O Governo entende que tem obiigação de fazer utn pagamento em cada tiinta dias, está na decisão deas*.im o virificar. Diz-se; nus nào o tem virificado. Pois o nobre Deputado nào acaba açora de dizer, que mandou para a Mesa um Ilequerunento a fim de que o Governo declare qual a d«apesa, que se fez durante as circirnstancias extraordinárias otu que se achou o Paiz? Pois era possível que o Govorno podasse satisfazer a esta obrigação, q'*e era imposrt por esta Lei , tendo de fazer uma despeza do centenares de contos de réis da-rante as circumstancias extraordinárias porque passámos? (O Sr. Jo-sé J^tevão: —Ouçam, ouçam) O Orador: — Ouçam, é verdade. De certo essa despega nào agradou .AO nobre Deputado, mas agradau á maioria da Nação; mas agradou aos bons Portu-puezes, mas agradou a todos os que querem a independência e dignidade da Coroa de Poitugal (apoiado apoiado) O Governo ha de responder ao Lle-qnenmento do nobie Deputado, e se por ventura a resposta, que o Governo der não salisfuer, o Governo espera aqui nos sons Jogares as accusações que lhe hão de vir d'acjj>.>ile lado, ha de defender-se, e espera que justiça l'is seja feita.

Sr. Presidente, de novo o iepito: o Governo entende que a Lei ihe impõe a obrigação de pagar em cada trinta dias um mez,-que o Governo está na di-cisão de .Tssim o fazer, e que se o não fez, foi porque causas muito extraordinárias oobngaiarn a faltar ao cumprimento da Lee o Governo está prom-pto a responder por aqej*rn quaes-quer que forem ; que não izt di Herança do lianco a ontros quapsquer credores. Ksla é a resposta que tenho a ciar como Membro do Governo e em nome d'e>te Corpo Collectivo.

O Governo tem fixado a intelligencia da Lei ha muito tempo, desde que ella foi apresentada a dis-cusíão, e quando um Mernbío do Governo declara a mtelligencia da Lei, em nome do mesmo Governo, não e recessano que venham aqui todo* os Ministros, Portanto a Lei e' clara; repito ainda, o Go-

verno entenda =qnc tem obrigação de pagar em cada trinta diasjuai mez4 e-lá ria dicisão de o fuzer, osqíie ha d-e faze-lo ; e que se por vciilura fai toa alguma vez foi peids circumstancias, que o obrigai um aiâsô; mas está prompto a responder pelo que fez. (Apoiados.)

O Sr. Presidente do Conselho de Ministros:— Pelo que respeita á questão a que acaba de responder o meu nobre Colle^a, abstenho-uie de accresccntar uma só palavra , porque estoir inteiramente conforme com a doutrina que expendeu ; mus ha dois objectos a que alludio o Sr. Deputado por Aveiro, que exigem absolutamente uma resposta.

Pelo que respeita aos O.ficiaeà presos ern Castello Branco, principiarei por dizer que o Sr. Deputado, assim como a Camtra e a Nação inteira sabe que qualquer objecto, que esieja aiíecto ao Poder Judicial esta inteiramente fora da orbita do Governo. Pelo que .respeita ao estado de miséria em que se acham, parece-me que o Sr. Deputado está persuadido de que sou eru talvez um dos últimos homens, aquém por esse lado sn podia fazer com justiça uma censura, porque tenho sido por mais de uma vez accusado por d'alguma matieira se entender, que eu t^nho exorbitado , dando assenso ao coração , per-mitta-se-me esta expressão a favor da Officialidade; o que e para admirar Sr. Presidente, é que quando eu era d'esia opinião fosse então accusijdo, apresentando-se isto só para me fazer carga. Sr. Presidente, n'esta Camará eu teniio sido accusado de ter favorecido as perteuçoes da Officiahdade, quando se tr-icta de pagamentos; mas dir-se-ha que eu os considero como inimigos, eu rejeito tal epitheío , se se me der, porque tenho dado provas do contrario, só tenho allenjido a isso quando se tracta de disciplU na militar, depois de se ter passado a dccazião, mês-mo que o crime tinha sido contia mim , eu tenho sido superior a tudo isso. Portanto declaro, que não sei de sumlhante facto , nern o General , nem rnes-mo o Commandanle do Corpo; nào pos-o conceber que todas as Aiithondades sabendo d'este facto,mo não tenham participado : quanto aoItegimento/que foi para Pinhel, o Sr. Deputado sabe que o tempo não tem permitlido os transportes, mas estão dadas as providencias para se prover a esses inconvenientes, que as circumstancias permittiram.

O Sr. Menezes Pitta\ — Sr. Pressente, ha pouco mais de um inez que eu vim de Castello Branco, e vi que todos Os Ofticiaes estavam sim presos, mas era no seu Quartel, com urna senlinella á vista, e não era prohibida a vizita dos seus amigos, não estavam pois em enchovia : pod/rá ter havido agora ordem em contrario, mas quando eu vira não havia tal; agora quanto aos çutio& factos do requerimento ao Governador, di^o, que não sei que em CasteHo Branco haja Governador ; e estou certo que o General da Província s ibendr» as tristes circumstancias d'cstes Militares os não deixava de soccorrer mesmo corn os seus próprios bens.

O Sr. José Alexandre de Campos: — Requeiro a V. Ex.a que consulte a Camará, para saber se convém em que se prorogue a Sessão a fim de se acabar e-te incidente.

O Sr. Presidente: — Eu já não posso consultar a Camará porque não ha numero legal.