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746 DIARIO DA CAMARA DOS SENHORES DEPUTADOS

II. Nota da classificação obtida por esses concorrentes;
III. Nota dos individuos que foram despachados em virtude do referido concurso. = O deputado, Luiz José Dias.

2.º Roqueiro que, pelo ministerio da justiça, me sejam remettidas as copias das informações officiaes, que o digno juiz do direito da comarca dos Arcos enviou á presidencia da relação do districto, ácerca do julgado de Soajo, da mesma comarca. = O deputado por Monçção e Melgaço, Luiz José Dias.

3.º Requeiro que, pelo ministerio dos negocios da marinha, seja enviado com urgencia a esta camara todo o processo relativo a uma petição ou protesto de Francisco de Paula Leite, ácerca do lançamento de armações para a pesca do atum na costa do Algarve. = Mariano de Carvalho.
Mandaram-se expedir.

JUSTIFICAÇÕES DE FALTAS

O nosso illustre collega, o sr. deputado José Borges de Faria tem continuado a faltar ás sessões por motivo justificado. = Mouta e Vasconcellos.

REQUERIMENTOS DE INTERESSE PARTICULAR

1.º De Gustavo Adolpho Mauperrin, thesoureiro da direcção geral dos correios, telegraphos e pharoes pedindo augmento de vencimento.
Apresentado pelo sr. Antonio Centeno e enviado á commissão de obras publicas, ouvida a de fazenda.

2.º De Francisco de Paula da Luz, major da guarnição da provincia de Macau e Timor, pedindo melhoramento de situação.
Apresentado pelo sr. J. J. Alves e enviado á commissão do ultramar, ouvida a de fazenda.

O sr. Presidente: - Pela camara municipal de Villa Viçosa foi enviada uma representação com respeito á questão cerealifera. Esta representação vae ser enviada á commissão de inquerito proposta para esse fim, logo que esteja nomeada.
Como a representação está em termos respeitosos e convenientes eu consulto a camara sobre se permitte que ella seja publicada no Diario do governo.
Foi concedida a publicação no Diario do governo.
O sr. Luiz Osorio: - Sr. presidente, visto v. exa. ter-me dado a palavra, cumpre-me em primeiro logar agradecer ao sr. ministro dos negocios estrangeiros a delicadeza e attenção que teve para commigo respondendo ás perguntas que outro dia lhe fiz.
Depois de ter cumprido este dever aproveito a occasião para mandar para a mesa duas representações da camara municipal de Santarem.
Uma adherindo ás representações que têem sido apresentadas n'esta casa com respeito á questão cerealifera.
Muito se tem dito a este respeito e ou não quero tomar o tempo á camara repetindo as considerações que ella já tantas vezes tem ouvido.
A outra pede á camara dos deputados que decida com a brevidade possivel a proposta apresentada ha tempo n'esta casa pelo exmo. sr. A. A. de Aguiar para a creação das escolas praticas de agricultura.
Tambem a este respeito se têem feito algumas considerações e em vista disso eu limito-me agora a apresental-a.
Peço a v. exa. consulte a camara sobre se permitte que estas representações sejam publicadas no Diario do governo, visto estarem em termos convenientes.
Consultada a camara, concedeu a publicação no Diario do governo.
O sr. Conde de Thomar: - Para tratar do assumpto, sobre o qual eu desejo chamar a attenção da camara, precisava da presença do sr. ministro dos negocios estrangeiros. Como s. exa. não está presente, e vejo o sr. ministro da fazenda, eu desejo saber se s. exa. se julga habilitado a dar-me os esclarecimentos de que necessito com respeito a um facto muito grave e importante, qual é o do roubo praticado no consulado portuguez do Rio de Janeiro.
Se s. exa. está habilitado a dar estes esclarecimentos á camara, eu formularei o meu pedido. Se s. exa. não está habilitado, eu peço a v. exa. me reserve a palavra para quando estiver presente o sr. ministro dos negocios estrangeiros.
O facto a que me refiro é grave e é preciso averiguar das accusações gravissimas que pesam sobre o nosso consul no Brazil, o sr. visconde de Wildick, que é um funccionario distincto e de elevadissimas qualidades.
O sr. Ministro da Fazenda (Hintze Ribeiro): - Sr. presidente, effectivamente como o illustre deputado muito bem conjecturou, o meu collega dos negocios estrangeiros poderá dar sobre este assumpto informações mais circumstanciadas do que eu ácerca do facto a que s. exa. se refere do roubo praticado no nosso consulado no Brazil.
Como esse negocio não corre pelo meu ministerio, mas sim pelo dos negocios estrangeiros, pois é para elle que têem vindo as participações a esse respeito, eu farei sciente o meu collega dos desejos do illustre deputado.
O que eu simplesmente posso dizer ao sr. conde de Thomar é que a ultima tabella que eu tenho é de dezembro, e n'essa tabella havia um saldo de duzentos e tantos contos.
Posteriormente não tenho elementos que me habilitem a dizer ao illustre deputado qual é d'esta somma a importancia que fosse envolvida no roubo. No entretanto, o meu collega dos estrangeiros quando vier á camara poderá dar ao illustre deputado as informações que s. exa. deseja.
Já que estou com a palavra aproveito a occasião para mandar para a mesa, por parte do meu collega o sr. presidente do conselho e ministro das obras publicas, um proposta do lei para ser convertido em definitivo, o contrato provisorio celebrado para a construcção de um molhe, entre a Pontinha e o Ilhéu na enseada do Funchal.
Esta proposta de lei vae no fim da sessão.
O sr. Guilherme de Abreu: - Sr. presidente, mando para a mesa uma representação dos officiaes de diligencias da comarca de Cabeceiras de Basto, pedindo uma providencia legislativa, que os auctorise a receber salarios pelas diligencias que fizerem no serviço de recrutamento.
Peço a v. exa. que se digne envial-a á commissão competente, e reservo os commentarios que sobre ella se me offerecem, para quando se discutir o parecer respectivo.
O sr. Luiz José Dias: - Mando para a mesa o seguinte requerimento:
(Leu.)
Como estou com a palavra, aproveito a occasião para me referir a um assumpto de grave importancia.
Recebi uma carta de um cavalheiro dos Arcos de Valle de Vez, em que se diz que a mesa da santa casa da misericordia daquelle concelho mandou proceder á construcção de um novo hospital, e apesar de estar tão sómente construída a terça parte do edificio, o provedor da santa casa resolveu fazer para ali a transferencia dos doentes, que se encontram no velho hospital. Essa terça parte do edificio está-se caiando e pintando a toda a pressa, tendo o mesmo provedor dado ordem para que esses trabalhos se concluam com a maxima brevidade, porque já designava o dia 19 do corrente mez para se fazer a mudança dos doentes e isso contra o parecer de quatro medicos, que fizeram uma exposição d'esse facto ás auctoridades superiores, e manda-