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de, como foi possível que durante ella prosperasse o Douro como prosperou ? Antes pelo contrario elle iria em decadência se fossem verdadeiras as asserções dos fiobres Deputados, que a nada se tem poupado para fazer nesta Gamara as mais desagradáveis impressões contra a Companhia. Sr. Presidente, declaro, qtie eu não sou Accionista, nem Devedor, nem Credor da Companhia, fallo a favor delia pela minha própria convicção, e pela íntima persuasão de que á sua existência estão ligados interesses de muitos Accionistas, e muitos Lavradores, que ficarão inteiramente perdidos logo que seja exiiricta— nestas circumstancias não posso eu deixar de votar porque se lhe dê a preferencia—— pore'm quando ella uào possa satisfazer aos encargos, que lhe são impostos, lá está também providenciado no Projecto* Sr. Presidente, eu estou bastante impressionado porque me consta que alguém suspeita, que meus esforços por excessivos, são

talvez.....para aqui, Sr. Presidente. (-Repetidas

v/>%es: — Não, não ninguém suspeita). O Orador: — Pois bem* folgo com esse conceito, por essa razão então devem minhas reflexões merecer todo o peso, e eu espero que o mereçam (

Sr. Presidente, o nobre Deputado o Sr. Mariz censurou a Commissão por não apresentar um Projecto geral para todos os Paizes vinhateiros—-perdoe S. S.% a Commissão rio Relatório reconhece esta difficuldade , pore'm não sendo as circumstancias do Douro as mesmas dos outros Paizes, preferiu a Commissão tractar com preferencia deste por ser o mais urgente, e estar a Commissão a mais habilitada para este fim.

Admirado estou, Sr. Presidente, de que alguns Srs. Deputados , que tanto tinham fallado contra Companhias viessem hoje apresentar Projectos por uma outra — eque tendo-se pronunciado tanto contra a concessão dos 150 contos, viessem hoje fallar em sentido contrario, mas a favor das suas imaginadas Companhias.

Sr. Presidente, muito fallou o nobre Deputado contra a Companhia dos Vinhos, que tinha fugido para a Regoa por occasião da entrada do Exercito Constitucional do Porto ; e isto prova alguma cousa a favor da Companhia, ou contra elia? Sr. Presidente, não fez essa Companhia os serviços, que o Sr. Deputado diz, que ella fizera a favor de D. Miguel, contra os Constitucionaes, seja-me per--míttido dizer, que a Companhia para não prestar a D. Miguel mais soccorros do que se lhe haviam exigido, fez entregar ao seu Empregado Pereira Bor-•ges» alguns 200 ou 300 contos insinuando-o a que os emprestasse aos Lavradores, e sei eu, Sr. Presidente, que muitos Conslitucionaes, durando o cerco do Porto, delle se serviram.

Disse o nobre Deputado, que a Companhia havia de influir sempre contra a lavoura já pelo juizo do anno, já pelas provas, o que bem indica^, que o nobre Deputado ignora inteiramente estas operações. Explicarei em tempo todas estas operações, c igualmente a conveniente importância do varejo ; e quando aconteça ser impugnado por algum (Ilustre Deputado algum Artigo, aproveitarei , essa occasião para desenvolver as razões ern Que a Commissào se fundamentou. . O Sr. César de f^asconcelíos:— Sr. Presidente, pedi a palavra sobte a ordem , para pedir o mes-

mo, que o Sr. Deputado que acaba de fallar. Aqui não se pode Iraclar, se deve haver, ou não esta Companhia, porque ella já existe ha 4 annos, e uinda deve existir por mais 16, porque foi creada por 20 annos; e então se esta Companhia não pôde deixar de existir, entendo que a discussão do Artigo primeiro se deve limitar ou deve ser fé» digido como está, ou deve ter outra redacção, mas discutir-se a rreacào da Companhia não pôde ser, porque ella foi creada pela Lei de 7 de Abril de 1838, por tanto a dmara não pôde hoje oppôr-se a que a Companhia exista, ou deixe de existir.

Eu tenho víslo os Srs. Deputados, uns occupados a combater a existência da Companhia, outros em a sustentar; entendo eu, Sr. Presidente , que para bern da ordem se deve só tractar da approvação, oa rejeição d -t redacção do Artigo 1.°, e os outros argumentos que se lem apresentado, aliás muito luminosos, e muito importantes, entendo que devem ficar para os outros Artigos, quando se tractar das obrigações, que se exigem da Companhia. Parece-me pois, qu^ se V. Ex.a pedir aos Srs. Deputados, qoe se limitem por agora só a isto, e guardem o mais para a discussão dos outros Arti- , gos ; a discussão ha de marchar com muita mais rapidez, com muita melhor ordem. Quanto á outra observação, que fez o Sr. Deputado, eu entendo, como elie, que seria de muita vantagem para a boa regularidade desta discussão, que se tratasse primeiro de discutir a matéria contida no Artigo 9." do Projecto; Se S. Ex.a mandar para a Mesa algum requerimento sobre a questão previa , eu então pedirei a palavra; sobre ella, e direi alguma cousa mais.

O Sr. J\'fafiz Coelho: —O Sr. César de Vascon-celios parece-me, que deu a mesma explicacfjo faltando sobre a -ordem } que deu o Sr. Silva Cunha , e então vigora a doutrina do Sr. Felix Pereira de Magalhães,• quando disse, que o Artigo 1.* do Projecto estava fora da discussão, porque a Companhia já existia em virtude da Lei de 7 de Abril, e hoje não se pôde dissolver, ainda mesmo que el!a .não queira aceitar as condições, que se lhe impõe, porque ella acha-se creada pela Lei de 7 d'Ábril por 20 annos, e então ha de sustentar-se pela Lei de 7 de Abril, ainda que não queira aceitar as condições, que nesta Lei se contem; portanto entendo, tjue se não deve tomar conhecimento da questão previa.