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Sr. Presidente j a conservação dos Batalhões é itnpolitica, porque tendo elles sidocreados para um caso extraordinário, e tendo este cessado, a consequência era deverem acabar logo esses Batalhões, por que aliás pôde presumir-se no Governo utí) pensamento reservado na sua creaçâo. De roais, Sr. Presidente, a opinião dos povos tem-se altamente pronunciado contra estn medida, e desgraçado o Governo, que não espreita esta opinião para assim modificar o seu systema governativo.

Á conservação dos Batalhões é desnecessária, por coração o verdadeiro bem da sua pátria, a ordt'tn consetva-ge sem grandes sacrifícios : se nós formos buscar a origem das multiplicadas resistências ásL'eÍ3ji adiaremos que estas procedem sempre do mau exemplo dos Governos.

Sr. Presidente, ern um Paiz Constitucional osho-ifaens do poder gawham pouco ^emaugmentar as suas cohortes; a opinião atravessa atravez das baionetas, e os escudos, e as lanças quebram-se na pre-senÇa desta Rainha dos povos livres. '

Finalmente, Sr. Presidente, a conservação dos Batalhões é altamente prejudicial, porque vai gravar o Thesouro com novos encargos, e impor aos Povos um tributo de eerviço pessoal o mais oneroso. Para quê, Sr. Presidente, iremos sem precisão roubar ás Artes, e á Agricultura muitos braços úteis para os empregar etn uma milícia occiosa Depois de tantas guerras, tantas dissensões, que nos tem afiigido desde o principio deste Século, ê tempo de darmos repouso aos Povos ^ não façamos senhores .reviver os antigos vexames do despotismo.

Sr. Presidente, diz «Governo, que os Batalhões serão provisoiios, e que durarão somente ate' que se organise a Guarda Nacional; se isto fosse verdade, edesdojá se occupasse o Parlamento da discussão de;>ta Lei tão Constitucional, e tão importante* eu votaria pela conservação dos Batalhões por esses dias, que fossem nece&sarios para se converter em Lei a Proposta da nova crganisaçào da Guarda Nacional; mas, Sr. Presidente , eu desconfio sempre das promessas dos Governos; tudd o que é oneroso para os Povos vem embuçado no manto do provisório, para depois ficar permanente. Sr. Presidente, será uma desconfiança sern fundamento, mas eu estou persuadido que se as Cortes hoje aanrovassem os Batalhões, tarde ou nunca mais se occupariam da Lei da Guarda Nacional. Vo-tò a favor do adiamento, e hei de votar contra os Batalhões. O Sr. dgostinha Líbano : — Não cuidei, Sr. Presidente,- que nma questão qne me parece tão simples , podease tornar um caracter d'importsncia tão grande, como aquelie que se' lhe tem dado ; e quem lhe tem querido dar este caracter dMmpoftancia ? Tem sido os Deputados que:snâlcntam, .que s>e deve começar pela questão da fixação da For"ça Publica, ou são os Deputados do lado contrario^ que VOIu 4.° — MAIO — 1841.

a titulo dá questão d'adíamento tem querido tra-ctar da própria questão da existência dos Batalhões t Tem-se invertido a questão: tractava-ae de iliscu-tir o Projecto sobre a fixação da Força Armada; mas para a illudir foi apresentado um adiamento; isto é, propoz-se se conviria mais traclar primeiro da existência.ou não existência dos Batalhões provisórios, .que da fixação da Força; mas em vez de se tractar exclusivamente desta questão de adiamento, te m-s e tractado effect i vãmente da questão dos Batalhões provisórios! Desde hontfm até hoje não se tem tractado senão da conveniência, ou não conveniência da existência dê taes Batalhões.

O illustre Deputado admirou-se e admiro u-se muito, que depois das fortes e irrespondiveis razões (assim as'denominou) apresentada» por elle, e por outros Senhores que sustentam o adiamento, ainda houvesse alguém que quizesse sustentar a opinião contraiia; e eu inverto o argumento e digo — pa-tece incrível que em presença das razões apresentadas hontem pelos Srs. Ministros, especialmente pelo Sr. Ministro do Reino t que levou áevidencia esta matéria, ainda haja alguém que queira sustentar opinião diversa: estou igualmente no mesmo direito; o illuslre Deputado achou inconcussas ás suas razões; e eu tenho o mesmo direito d'achar inconcussa s as que foram apresentadas em contrario. . O illustre2Deputado querendo sustentar o adia^ mento esqueceu-se deite, e foj tractar da utilidade e vantagens do serviço que podiam fazer os Batalhões , ou as Milícias; e no seu luminoso improviso em vez demostrar o que perlettdia mostrar, nãp fez senão- reproduzir uma idea muito contraria á verdade; porque, Sr. Presidente, as Milícias que em Portugal tem havido em todas as epochas tem prestado serviços relevantissimoaj e. altacar o serviço destes Corpos no tempo em que estiveram ,or-g^nisados, e' negar a verdade. (Apoiados.')Sr. Presidente, permitia-se-me sahir da questão assim como o nobre Deputado, e outros têm sahido. delia; porque efftícti vãmente se tivéssemos tractado do adiamento,, não se teria divagado tanto como s"e tem divagado invocando-se o sentimentalismo quando a questão não é de sentimentalismo.

tu, Sr. Presidente, pedi a palavra, porque vendo, que uma matéria que eu reputava simples se havia tornado importante, não queria dar Um voto silencioso sobre tal-objecto; e inteiramente persuadido da idéa de que os Batalhões nascircumstancias em que o.Paiz actualmente se acha não são necessários, e que o Paiz pôde prescindir dessa instituição ; com tudo é para num uma questão muito posterior á da fixação da Força Armada; e só votarei pelaexisten-cia desses Batalhões; quando eu vir que a Força Ar* mada fixada pelo Corpo Legislativo não é aufficien-te para a defeza do Patz, n'uni caso eminente, n'«m caso imprevisto, como são quasi todos os casos de guerra, e muito particularmente na situação em-.que nos achamos.... <_. de='de' _38='_38' pronunciamentos='pronunciamentos' mesmo='mesmo' roais='roais' heróicos='heróicos' um='um' presidente='presidente' como='como' vá='vá' sr.='sr.' dizer='dizer' eu='eu' neste='neste' stou='stou' taça='taça' está='está' paizes='paizes' pronunciada='pronunciada' direito='direito' nação='nação' que='que' feilo='feilo' no='no' entendo='entendo' nada='nada' constituição='constituição' pontos='pontos' permitta-se-me='permitta-se-me' por='por' nos='nos' paiz='paiz' outros='outros' não='não' posao='posao' meu='meu' mas='mas' _='_' a='a' quer='quer' e='e' apoiados.='apoiados.' momento.='momento.' assim='assim' deputado='deputado' suficientemente='suficientemente' o='o' p='p' desejo='desejo' reticência='reticência' diante='diante' uns='uns'>