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quero entrar na questão, se é peftnitíido estarem embarcações com bandeira Hespanhola úó Tejo, não entro nisso; o que digo, é que o navio veio dê Moçambique com bandeira Poríugtieza ; porque ftssifn foi apanhado , õ lá foi adjudicado á Fazenda Nacional, lá não houve reclamação alguma, fez» se u roa offerta de 15 mil pezos ao Governador, Sê éílé deixasse sair o navio, com õ armamento, e com as caldeiras, e o mais que tinha a bordo, não sé aceeitôu esta offerta, foi o navio á Praça, não houve qtiem lançasse nelle , foi pois adjudicado á Fazenda, e não houve reclamação nenhuma; foi depois mandado para Lisboa, como propriedade Portugueza, e depois de aqui estar, não tendo lá havido reclamação alguma, e que alguém entendeu,, que poderia reclamar, e reclamou; se foi bem, fòu mal admiltida, hão sou Jurisconsulto para tomar conhecimento desta matéria ; rnas o facto, e' que -som se esperai' pela decisão do Poder Judicial, por unia Portaria se mandou entíegar o navio, prestando fiança a essa muleta. O navio co-mo se disse foi avaliado em 4.contos de reis, um navio que o Sr í Ministro confessa em boa fé, porque eu lha reconheço, que vale 25 contos; se os vale ou: não, não sei, porque não entendo da matéria, mas os êtilendeâores assim odizem, accfescentando que e a mais linda embarcação, que está no Tejo; por tanto se o negocio Volta ao estado, em qne estava, como diz a Portaria, o que se deve fazer e arrear-se^ a bandeira Hespanhola , e irem paia bordo Au-clorldades Portuguesas, e é por esta falta , que eu entendo, que esta segunda Portaria não está cumprida.

Si; Presidente, eu conheço a posição dos Srs. Ministros, elies tem obrigação de se confiarem em alguém,' que os informe ^ d"ígo mais elles tem mesmo obrigação 'de dar credito a quem lhe deve fal-lar verdade; ii Portaria confessa, que houve fraude neéta avaliação: pergunto, já o Governo mandou rríetter em processo quem quer que foi , que o engaíiou ? 'E' esta outra parte da questão. Eu ainda agòftt ouvi louvai o Sr. Ministro por uítta Portaria, que vinha liontem. no Diário do Governo; eu louvo-o por duas ; bem hajaelle, provera a Deos que eu assim podesáe dizer em tudo, fallo daquella que mandou punir um empregado, porque exorbitou su matéria muito menos importante, doque esta; era isto lambem õ que se devia ter feito a este, quem quer que foi, que pertendeu fraudar a Fazenda illudindo o Governo. Sr. Presidente, e necessário pof decoro do Governo mesmo , que o negocio Volte ao estado, em que eslava, para que se não diga que alguém ha que despfeza as ordens do Governo: espero pois que elle faça justiça, e que reconheça a lealdade dos meus sentimentos.

OSr. Minisiro do Reino: — Sr. Presidente, não sei que deva dizer depois do Discurso dó Sr. Deputado, porque em tudo que disse, confmnon o que eu havia dito. Leu também uma Portaria quê confirma justamente o que eu disse. (O Sr. Famtènô da Gama: — E' verdade). — Sr. Presidenfo, não houve influencia estranha, como quiz indicar o Sr. Deputado , para decidir este negocio , isto e , para sé torríar a segunda deliberação., e pôde o Sr. Deputado ler a certeza de que o negocio foi decidido, não ern virtude-das reclamações que houveram, mas antes das reclamações estrangeiras; tomou*se

esta deliberação em consequência das informações que subiram ao Governo, — por informações parli* enlates sobre a âva!iaçàoT e1 sobre as circumstan-cias que tinham acompanhado o seu apre«amen« to,.e então entendeu o Governo, que devia reconsiderar a questão , e revogar a primeira decisão, por que linha sido mal .tomada, por que o tinha sido adfWnlistrutivamenle , quando devia ser perante o Judiciário. Depois desta declaração, que me parece foi confirmada pelo Sr. Deputado , pouco mais ha a dizer sobre este objecto, a não ser a consideração uilima apresentada pelo Sr. Deputado, de que o Navio existe ainda com a bandeira Hespanhola; não sei se isto é indignidade paro a Nação Porlugueza ; o Sr. Deputado conside-râ-o assim, e e» não. Entendo, Sr. Presidente, que desde que o Navio esi-á nas agoas do Tejo com ordens expressas de não sáhir; desfie que estão tomadas as medidas necessárias para não sahir, ale que se resolva definitivamente que o Navio seja entregue a quem de direito for, e a Fazenda Publica seja indernnisada, não convém embrulhar, o negocio; e melhor que marche com toda a moderação (stpoia' do). Sr. Presidente , a circusnstancia, qu^ se apresentou, de existirem hoje reclamações das duas Potências Hespanhola e Britânica sobre este objecto, parece que deve induzir o Governo a não tra-ctar este negocio, como quer o Sr, Deputado ( Apoia» do). Uma vez que .o Governo está seguro de que o Navio não pôde sahir, e que não haverá prejuízo de maneira alguma para a Fazenda Publica , que importa que o Navio esteja com a bandeira Hespanhola, se elle não pôde sahir, sem que o Governo Portuguez lho permitia ? — O Sr. Deputado dis-!se que uma vez que, o Governo reconhecera que ti-. nhã' havido fraude na avaliação, era de rigorosa obrigação do Governo ler procedido contra indivíduo?, que tihham fraudada essa avaliação; assim e', e tanto que a resolução tomada em Conselho de Mi-nisiros foi também que se exigisse a responsabilidade desses indivíduos, que tinham feito essa avaliação, e deve seguramente ter-se já instaurado um processo a esse respeito , e se ainda o não está , a culpa não é do Ministério; pelo menos, o Sr. Ministro da Marinha deve ter mandado proceder contra elles, e se por acaso o não tem feito, é porque talvez o seu impedimento de moléstia o tenha privado de o fazer ha mais tempo. Era necessário sem duvida exigir a responsabilidade desses Empregados, que fizeram a avaliação, desde o momento qne se suspeitou que elles a tinham fraudado. rc= São estes os esclarecimentos que-posso dar ao Sr, Deputado, B parece-me não ser necessário apresentar mais nada sobre este negocio.

O Sr. Qltollini: — Concordo inteiramente com as ide'as do Sr. Deputado peia Estremadura, na in-terpellação feita ao Ministério.

N'este negocio do Navio Gloria, já pela sua gfa-vidade e complicação, já por ser tomado ern consideração em Conselho de Ministros, não vejo senão Ministério solidário, e não Ministros separadamente, & debaixo deste aspecto faltarei n'elle.