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"da sempre í? a mesma, e só depende do se» gráq de ratificação, e não de ser mais ou menos generoso o vifilto , de que ella foi cxUãhida. . Resta-me entretanto uma duvida, que algum dos íllustres Meínbro.à da Coummsào poderá esclarecer. Diz o Art. 9." que os preços serão para a segunda qualidade entre 14 c 16 mil reis, .e para a terceira •entre 10 e l<_2 com='com' mesma='mesma' de='de' mínimo='mínimo' segunda='segunda' reduzir='reduzir' extre-iuos='extre-iuos' do='do' justo='justo' valor.='valor.' tag0:_='_5:_' havia='havia' caso='caso' preço='preço' ie='ie' gradações='gradações' consequência='consequência' qualidade='qualidade' em='em' reis='reis' asse='asse' illustre='illustre' neste='neste' ode='ode' proporção='proporção' está='está' _6='_6' _8='_8' terceira='terceira' _10='_10' que='que' provar='provar' reis.='reis.' desta='desta' mil='mil' por='por' se='se' vinho='vinho' para='para' vinho.='vinho.' gom-inissão='gom-inissão' _='_' comparando='comparando' ora='ora' corno='corno' a='a' necessário='necessário' classe='classe' seu='seu' c='c' os='os' differen-tes='differen-tes' e='e' íogo='íogo' bonda='bonda' é='é' l='l' mil-='mil-' rfiil='rfiil' o='o' agoardente='agoardente' r='r' pode='pode' relativa-na='relativa-na' x='x' igual='igual' apparecer='apparecer' disse-se='disse-se' máximo='máximo' xmlns:tag0='urn:x-prefix:_5'>5 .mi i réis, qjue vai ter a agoardente extrahida de qualquer vinho da segunda ou terceira qualidade, mostre que a proporção entre os exlremos''da escala do melhor vinho de segunda qualidade, e do peor da terceira, e a razão em que produzem agoardente está como 8 porá 5> 'porque se 8 pipas de vinho da terceira qualidade dão mais agoardente que 5' da segunda, não .ha igualdade; e se 5 pipas aã segunda classe dão mais agoarde-nfe que 8 da terceira, fico 'mais bem'vendida a agoardente de segunda classe que, a de terceira.

KeàUínindo pois, digo que", quanto á primeira Aparte, quereria uni Jury corno o que está estabelecido para decidir entre os lavradores e a Companhia a respeito do vatejo , e não deixar, isto ao arbítrio de alguma das partes interessadas. Quanto á segunda parte, .não sei se a proporção em que pró» .d\t'/, agoardente o vinho de segunda e terceira qualidade está co-fijo 5 para 8 ; aliás não poderei votar «o preço médio de 85 mil reis para toda a agoardenle, quer provenha de vinhos de segunda classe, quer dos da terceira.

O Sr. Silva e 'Cunha : —- Sr. Presidente — Eu vou dar os esclarecimentos necessários, que me parece satisfarão o nobre Deputado, o vinho de segunda e terceira qualidade é provado na mesma occasiào «rn que e' provado lorJo o vinho, e marcado logo no livro competente; e conforme a qualificação, «jue teve^ -assim s-e passam os respectivos-bilhetes. Depois e provado o vinho no acto da carregação , e quando os Empregados da Companhia dizem « este vifUio está adulterado w pôde dizer o Lavrador pra-r urna pipa de ngòa-ardente pelos meámos cem lis i l réis. . .

Portanto se alguém adulterar o vinho, este e' o único meio de evitar e castigar esía adulteração.

Disse o nobre Deputado, que as pessoas encarregadas de fazer a qualificação do vinho lhe'parecia deverem ser também encarregadas de decidirem «atas questões. Porem e preciso attender á difficul-

dade que haveria em se chamar novamente os pró» vadores (os quae;s são de differentes Distríctos, ai» guns delles do Porto), para provar uma amostra, que apresenta um Lavrador hoje, e outros daqui a 15 dias. -Isto'não podia ser; por que aqui lia ate uni principio falso do systema regulamentar das provas, cuja delicadeza consiste em se provar o,vinho de todo o Diatricto do Douro, duas, três, e cinco mil amostras, sem se saber de quem "é o vinho; porém neste caso necessariamente se havia de saber de quem era o vinho, e por isso o provador por parte da lavoura havia de decidir a favor do seu visinho, e o de por parte da Companha i havia de querer seguir o partido da Companhia. Portanto o melhor juiso que se tem calculado para se evitar que o vinho seja adulterado, é obrigar oL;uradof -a redusir o'vinho a agua-ardente , porque se o vinho e da melhor qualidad1- , é preciso menor quan-ridade de pipas» para produsir uma pipa de agour-dente do mesmo grão, e para fazer uma certa quan-lidítde de agoardente e preciso muitas vejes dobrada quantidade de vinho , porque nem todo tem o mesmo atcool. Digamos a verdade, estes casos raras vezes háo-de acontecer, porque o Lavrador por ter aduitarado os seus vinhos perderá, porque tem menos quantidade de agoardeate , e a Companhia não tem •interesse nenhum nesta adultração. Podemos acreditar que a Companhia raras vezes se ha-de queixar, e quando isto assim não fosse, digo que o La* vrador que é fraudulento e adultera o vinho, não e* digno de compaixão. ~~

O Sr. Presidente: — Vai lèr-se a Emenda que mandou para a Mesa o Ss. Deputado Vieira de Ma* galhães (Leu-se). Tern a palavra o Sr. Felix Pereira.

Q Sr. Silva e Cunha: —O Sr. Felix Pereira en-carregoij-B)e de participar a V. Ex.a e á Carnata, que por doente não podia comparecer.

O Sr* José Alexandre de Campos:—Eu tinha 'uma duvida a respeito deste Artigo, no caso em que o Lavrador é obrigado a reduzir os vinhos á agoardenle, snas o digno membro da Commissàò fez-me o obséquio de a desvanecer.

O Sr. Lo-pes Branco:—• Sr. Presidente , não obstante as reflexões-que acaba de fazer o ultimo Ora--dor não posso deixar de julga r menosjusla a segunda pari» do parágrafo, e entendo que a agoardenle produzida pelo vinho de segunda e terceira qualidade devia ter o mesmo preço.