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as de economia; por isèo voto prelo aa-•rmento; agora em quanto aos ordenados para os Redactores, a Camará decidirá1 isso como entender. O Sr. Cardoso Caslel-Branco:—Rstotr concorde em que hajam três Redactores coto ordenado estsbe. lecido; mas parece-me que contem, fazçf uma eou-sã. Primeiramente desejo1 eu saber, &e ôsles lognres-são só na hypotheae deser'© Duwio por Administração, ou se e' rt'uma, e «'oulra Jiypothese. Eu entendo que aquelle Emprezano que «tomar a publicação, do Diário, não deve ter aebriga.çâo de se servir com estes Redactores; entendia que t-odos os Empregados, excepto os.Tachygraphos, deviatn ser de sua própria* nomeação, e não obtiga-lo a servir-se Com estes Redactores, que é o que se vai fazer, se nós voíar* mós o Artigo tal e qual está; por tanto para qu£ isto assim não succeda, propor«ei que hajam os treí Redactores, com ordenados estabelecidos, mãe só no caso do Diário s£r pôr 'Administração; e neste sentido mandara tuna Proposta pa^ra à Mesa, uma vez que a Commissão não tenha prevenido este

. O Sr.. J. A. de Magalhães: — Sr. Presidente, eu desejo ser informado, se a Camará já volou que hão de haver três Redactores. -( fosses .•—-Já votou). Então se já votou paia que estamos com* esta questão?..

O Sr. Presidente,-*- Eu devo dizer ao Sr. Deputado qual é o'sentido desta questão. O Sr. CasteU Branco, pediu á Coro missão que lhe dissesse se este ordenado que se estabelece aos Redactores é só no caso de sei o Diário publicado por Administração , ou no de ber também por Empreita, e propoz que os ordenados do* Redactores fosãem. estabelecidos só no caso de ser por Administração, e não por Em* preza, esta é que e a quentão.

O Sr. J. A. de Magalhães^.-*-'Muito bem; ago-la pergunto eu, se a Commbsão já deu algumas* clarecimento. - -

O Sr. JMarecos: — A Cotómissâo não pôde agora dar esclarecimentos; só Aponta a votação que ha pouco houve, a Camará acabou de resolver a organização definitiva da Tachygraphia para qualquer das hypotheses; a organização proposta é no sentido de que haja ou não haja Emprezn, a Tacbygra* phia é organizada como se acha-no Quadro proposto pela Comm?ssão; foi o que a Camará votou,-e na sua votoção' corhprehendeu a Catnara osTachygra-phos, e Redactores.

O Sr. J. A: de Magalhães: *— Eis o que eu receava hontena , é tenho receado sempre; isto 'é, que apenas se pilhasse uma votação, elIa servisse para argumentar V e a^ já com direitos adquiridos; nós o que temos feito, e o que varrios ainda fazer e' impedir toda a liberdade de poder haver Emprezas, nós vamos affugentai todos aquelles indivíduos q'uepossam concorrer a elljis; logo ò fim que tínhamos em vista está inteiramente inutilisado: O Sr. CaVdoso Castel-Branco propoz que' os-Redactores sejam só reputados como pertencendo á Camará nó caso:da Camará querer fazer o Diário por Administração, e-não quando for por Empréza, èâte è também otneu;rno-do de pensar, -e estou convencido de que era a rtnica Votação' que podia dar o meio de protecção mais amplo e seguro que se quer dar; consequência quenãohadehaverda vòlaçâoem Cotara rio; Sr. P residente, parece-me que os Srs. D

suadido que, debaixo do "ponto de vista de proteger^ o ràelhor meio de se -poder dar essa protecção', eru não fixar um numero d&Taéhygráphos, é não lhe dar a qualidade de Empregados Públicos, e deixar ás Empregas esta genle fluctuahte; e porque direi eu isto? E porque dando-se-lhe a qualidade d'Empregos Publicou, fixando um numero certo, os que se qui-zerem appíicar a-esta Arte, vendo que os'logare6 são poucos, e certos em numero, não querem entregar-se a este modo de vida; o que não succederra se houvesse Empréza; porque vendo que não havia lo-gareâ certos, haveria mais quem appareçessè, e afílui-riam mais homens para este modo de vida; p'or'con-sequencia, dcgo eu que os meios que a Gamara tem votado para proteger, são inteiramente contrários a esse fim; traz maior despeza , e é um meio de nunca termos Empfezas , e de affugentar os Emprezà-rios.

~ O Sr. Gorjão Henriques: -*- fíu concordo nas idéas do Sr. Magalhães quanto á ultima parte do Seu discurso, e pergunto, como é que sendo os Empregados dependentes da Camará, e não do Empre-zario, se hade fa/ser effectiva a responsabilidade del-les? Os Empregados vendo que não tem dependência alguma doEmprezario , não 111 e dará muito cuidado o trabalho," e estou convencido de que o não hão de fazer tão bem , e com tão boa vontade, e perfeição, como se fosse por Administração, e o resultado disto elle apparecerá no Diário; por tanto a questão do meu- adiamento parece-me que, nas convicções de cada um, está julgado curial; não se julgará assim na Camará , mas as razões que se tem'expendido, o publico as porá a par, e decidirá aonde está a coherencia ou intioherencia. O quê se tem votado não e mais do que urna dificuldade para que haja Emprezario ; a òrgartisaçâo que selem votado devia'ser para a hypòtliese de não haver Empréza; isto já não pode'ser em parte, mas em quanto aos Redactores" estou pela 'Proposta do Sr. Cas-tel-Branco, isto e que sejam unicamente para ocaso do Diário ser impresso por Administração, e nunca obrigar o Ernprezaíio a servír-se por força com esses Redactores.