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telamot nesse ponto, que noí cumpre fazer? Votar meios para proteger esta Arte, equaes &ão elles?... K* estabelecer o systetna que aqui se propõe n). E* assim, e só assim q «e podemos ter uma quasi certeza da Camará ter sempre Diário. Vamos, é verdade, com este systema.crear uma espécie de monopólio; mas que remédio ha , em vista das circumstan. cias, senão assentirmos a elle?...,..

Ouvi dizer , que sendo «s Tachygraphos e Redactores pagos pela Camará não tem dependência alguma do Emprezario, e que por consequência não hão de fazer t ao bem o trabalho, que n-âo hão de cumprir com tanto cuidado os seus deveres, como tendo dependência do Eroprezario, ou sendo o Diário por Administração í Ora, Senhores; pergunto eu, quando seda ologar a qualquer Tachygrapho diz-se-lhes: hades ahi estar ale morrer? Fica por ventura a Camará com as mãos presas para o não poder de-mittir, quando assim o julgue conveniente, e acertado? Por ventura se um Tachygraplio não cumprir com os seus deveres não pode ser demando? De certo que pode. (Apoiado). Então seeíle pode ser dera i Ilido, que receio pode haver delles não cumprirem os seus deveres tãobem , como lendo dependência do Emprezario, ou sendo impresso .o Diário por Administração? Eu entendo que não pode haver es» se receio.

Agora era quanto aos Redactores terem,só ordenado na hypothese do Diário ser por Administração, e não n'uma e n'outra hypothese, eu direi que isso tem muitos inconvenientes, e apontarei só um; por exemplo o Emprezario tem os seus Redactores, mas supputthamos que esse Emprezario morre,.como sucedeu ao que já tivemos; corno se hade continuar com a impressão, e redacção se não ha Redactores? Aqui temoa nós uma-interrupção sem necessidade alguma; por tanto eu entendo que,o, ordenado do« Redactores deve ser n'uma e n'outrja hypothese. Em conclusão, Sr. Presidente, direi que se nós quereaoos proteger esta Arte tâopouco cursada entre nós, e não nos aíTastar-moa deste systeuia > ecn que tractamns de crear um numero certo de T achygra-plios, dar-lhe a qualidade d'Em pregados Públicos, e não os entregar de modo algum ásEtnprczas, porque os interesses dos Emprezarios são diametralmente oppostos á proteçâo, que queremos dar á Arte; os Emprezarios o que querem é tirar lucros, e nà« lhes imporia proteçôes; por tanto voto pela organi-«ação da Repartição Tachygraphica , como eslá no Parecer.

O Sr. José Ei>lei'ão. —Eui quanto á organisação daTachygraphia, propriamente dita, não pode ha-, ver questão de qualidade alguma, porque isso já está votado. Ouvi dizer que não era cohcrente dar-lhe a qualidade d'Eropregados Públicos; ora eu não sei como heide mais claramente fazer ver que isso é necessário ; eu só o que po»so accrescenlar ao que se tem,dito p é que os Tachygraphos que ha. são unicamente os que tem a Cornara, e que se a Camará não lhes dor alguma garantia, elles vão aprender nutra cousa, vão aprender afazer sapatos, ou outra qualquer cousa.

A Tachygraphia precisa de proteçâo, porque não ha Tachygraphos, nem ha mesmo ecn que elles se empregue»), fora do serviço das duas Cantaras, por que m,esmo nos extractos das Sessõea para os, Jor-riaes, quantas pessoas ha empregadas nesse serviço?

Ha cinco O'i seis, 1» todos esses cinéo ou seis nuo ganhão juntos 80Q$QOO re'is por anno ; porque dea-»es Jornaes que mandão tirar os extractos, que,n paga melhor são os Jornaes do Governo, porque tem mais meios de se sustentarem.

, Os Tachygraphos pois, tirado este serviço das Camarás-, não tem nada que fazer, absolutamente nada, « o que se segue é, que se não forem prole* gidos hão de abandonar a cultura dessa Arte, o que por certo nos não convém.

Agora, pelo que toca á questão dos Redactores, e' preciso que os Srs. Deputados notem que a Com* missão tomou por base os factos, e os factos são que o Emprezario, que tinha muito interesse eui eco-nomisar, acceitou o Redactor que a Camará tinha, e admitlio mais dois além desse; ora isto não foi com o desejo de benificiar esses indivíduos, que ad-tnittio, foi porque precisava de quem lhe trabalhasse, e não por outfo algum motivo; linha pois três pessoas encarregada» do trabalho de redijir; mas esse trabalho não satisfez a Camará, e por algum motivo foi: ou porque esse trabalho andava mal dirigido, ou porque os Empregados erão rnáos, e não quer ião trabalhar, e não cumpri ao com o seu dever. Para melhorar isto é que se vota um quadro completo, a fim de

Para obviar ao inconveniente, que apontou o Sr. Gorjão-, de menos zelo dos Em pregado». pa,ra com o Eroprezario, acho que é necessária alguma providencia a este respeito, e talvez que seja preciso deixar toda esta Repartição debaixo da uupecçtko de uma Commissão permanente da Camará dos Deputados, a qual vigie o cumprimento das obrigações dês ti a Empregados; isto é preciso pura o bom ser» viço.