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dizia; eu disse, que oSr. Deputado tinha por cos- eido, que o Sr. Deputado Silva Cabra! estava no t ume dizer, que era falso, que era mentira tudo seu direito, apresentando a sua proposta, e tnín-quanio os outms Deputados da maioria diziam, isto bem o eslava o Sr. Ministro dos Negócios Estran-é, qut; eu disse, (apoiados) geiros, se lives.se imitado o exemplo dos seus colle-

Sr. Presidente, se os Srs. Deputados da opposi- gás, e não tivesse vindo insultar os Srs. Deputação querem entrar na discussão , para que estão dos. (OSr. Ministro dos Negócios Estrangeiros:— constar.temente propondo adiamentos, e irnpedin- Não acceito). O Orador:—S. Ex.a devia ter sedo a discussão? Para que estilo a cada passo guido o exemplo, que deu o Sr. Duque de Pal-apresentando questões de ordem para embaraçar a rneíla, sendo Ministro t e o Sr. Leonel Ta.ya.ces. a

nào querem discutir? Sr. Presidente, os objectos Eu, Sr. Presidente, não chamei o Sr. Ministro não são tão transcendentes para o estudo e com- á ordein por deferência para com a pessoa de prehensào como os Sra. Deputados tern apresenta- V. Ex.a, a quem competia chamar á ordem o Sr. do, os objectos que se comprehendem em um e ou- Ministro.

tro projecto, aquillo que pôde admittir discussão, Sr. Presid-nte, a Carta Constitucional e' muito e de uma simplicidade muito grande. expressa a esle respeito, porque só permitte aos

Sr. Presidente, quaes são as questões, que invol- Srs. Ministros fallarem sobre as suas propostas, vem o primeiro projecto, unicamente aquellas que Se o Sr. Deputado Ávila se excedeu nas suas ex-conte'rn o art. 4." relativamente aos créditos supple- pressões, o que segundo o meu pensar julgo que mentares; e alem disto a que involve o art. 15.°, não, tinha o exemplo no próprio Sr. Ministro, com a qual o Sr. Deputado já disse, que estava que já chamou charlatão a um Sr. Deputado, conforme. Alem disso ha uma transferencia de fun- A actual opposição é, e tem sido amais respeitados, ditferente daquella que existia ate' aqui: ate' dora dos princípios constitucionaes, que leir» existido hoje era applicada ao pagamento da divida inter- nesta Casa; e senão vejamos: quando S. Ex.a foi na, e externa , hoje ficam pertencendo a receita oppoaiçâo nesta Casa chamou á maioria d'então, do Thesouro Publico. Isto pelo que pertence ao maioria de campainha — facto este que ainda senão projecto n.° I ; pelo que respeita ao projecto n.° 2, tinha verificado em nenhum dos membros da actual e igualmente de fácil cocnprehensão, porque não ai- opposição.

terá a lei do sello em iodas as suas parles, tracta Sr. Presidente, passarei agora a combater o rede reformar algumas verbas somente; e então está querimento do Sr. Silva Cabral, e principiarei por claro, que não pôde ser este objecto de grande im- ponderar a importância das disposições de cada um

portancia para a sua discussão , e Concepção.

dos projectos, e no n.° 2 ate ha augmento de tri-

Sr. Presidente, eu bem sabia, quando propuz o butos , tornando-se por tanto inteiramente dislin-

meu requerimento, que elle havia de ter opposi- ctas as matérias de um e outro. Eu t< nho a man-

ção; bem sabia, que se havia de argumentar com dar para a Mesa propostas etn differente sentido a

a gravidade da matéria; bem sabia que se havia respeito destes dous projectos, o quo não poderei

de dizer, que não queríamos discussão , porque os fazer adoptando-se um tal methodo de discussão.

Srs. Deputados não podem julgar de actos futuros, Se oSr. Deputado propozesse duas discussões, uma

e não sabem até que ponto, ou o tempo quo a Ca- sobre o projecto n.° l , e outra sobre o n * 2, tal-

mura julgará necessário para acabar a discussão; e vez hoje mesmo se pudesse concluir a discussão de

ueattí caso a maioria está no seu direito, porque urn e outro; pore'tn da fórrna propo-la pelo Sr. De-

eiu quanto a oppo'sição procura sempre demorar as pulado e impossível haver discus»ã.i. Voto por tan-

queslões, a maioria segundo a conveniência do in- to contra o requerimento, (o)

leresse publico, está no seu direito em acabar essas O Sr. Ministro dos J\'egocios Estrangeiros:—Sr.

questões; a opposição, e a maioria estão no seu Presidente, se por ventura se não tivesse diclo que

direito. ou directamente tinha dirigido insultos, se se não

Sr. Presidente, eu já disse quando principiou tivessem tão directamente dirigido á minha pesáoa,

esta questão, que a opposição estava no fieu terre- eu de c» rio não usaria ngora desta prerogativa que

no, quando apresentava tolas estas questões; mas a Camará concede.

por ventura a maioria não deve olhar para o adian- Sr. Presidente, quando me levantei a fallar, ainda

lamento da sessão, a maioria deve deixar de ter osSrs. Deputados não sabiam oque eu havia dedizer.

em vista negócios públicos, que chamam a sua Principiei (parece-rne a mini) bem placidamente; mas

atlenção , e do Paiz l De cerlo que não. E enlã» não tinha ainda soltado rneia dúzia de palavras, quan-

deixcmos a opporição representar o seu papel de do urna celeuma se levantou daquelle lado (apontan-

opposição, mas a maioria deve representar o seu do para o lado esquerdo) parecendo querer-me absor-

papel de maioria, « marchar com circumspecção , ver. Dssse-se ate' — que eu estava mangando com a

e prudência, sim ; mas não consentir, que a oppo- Camará. Eu, Sr. Presidente, se tomei algum calor de

1 '"'" J ---- -:-s- -...-_:.- -~ ma|3 neste negocio, a culpa não foi minha; os Sr.

Deputados não sabiam ainda o que eu queria dizer.

Pois, Sr. Presidente, disputa-se ao ministério a pa-

sição só pelo espirito de opposição, etcrnUe as discussões.

Em uma palavra, os projectos n.° l e 2, que eu

proponho, que se discutam simultaneamente, para lavra, quando o Sr. Deputado que me precedeu, em-se votarem separadamente, não são senão os ditfe- pregou urna parte do seu discurso, em arguir o or-

rentes pontos, que a Camará já tem approvado em____________________________________________

uma, ou outra verba, (apoiados) Em quanto á sau- ^ Este discurso não foi tirado das notas tachygrafi-de do Sr. Deputado, nenhum de nós deseja, que Cas, porque se achavam na mão do Sr. Deputado, que

perigue por causa da discussão, (apoiado)

O Sr. Gavião:—Sr. Presidente, estou conven L. 3."— MARÇO— 1815.

estava ausente; mas sim transcripto do Diário do Governo.