O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

SESSÃO DE 17 DE ABRIL DE 1888 1125

gmentos da unidade trabalho, contestava comtudo aumento de preço.

O que d'aqui podia seguir-se era que o orçamento apresentado pelo engenheiro nãos seria de um vigor e exactidão completa, mas não se seguia que ellee devesse ser reduzido a zero.

Ora o que propõe ajunta consultiva de obras publicas? Propõe porventura que o governo garanta á companhia, a proposta do governo e o parecer da junta consultiva, teria visto a companhia apresentou um orçamento supplementar em excesso com despeza de 971:000 rupias, e uma fracção que o cambio mesmo reduzido, daria pouco mais ou menos, entre £ 80:000 ou 90:000.

A junta consultiva veiu aconselhar agora, e a companhia com isto se conformava, que d'estas £ 80:000 a 90:000 se deduzissem £ 23:000, quantia que poderia obter-se da venda do material de construcção depois de estar tudo completo.

Esta venda poderia effectuar-se a tempo e antecipadamente, de modo a produzir o dinheiro necessario para continuar a construção.

Deduzidas portanto das £ 90:000 estas £ 23:000, ainda ficam £ 67:000.
Era o que pedia a companhia.

Proseguindo n'esta ordem de considerações, o orador, de eis de se referir a outros pontos das declarações do engenheiro fiscal e do parecer da junta consultiva, para mostrar que tudo aconselhava o governo a adoptar a resolução que adoptou, no intuito de salvaguardar os interesse do estado, declara que em taes circumstancias não póde acceitar a proposta do sr. Fuschini, e que ha sufficiente fundamento para a camara poder adoptar o projecto elaborado pelo governo em harmonia com o parecer da junta consultiva de obras publicas.

Refere-se, por ultimo a um outro ponto, em que concorda plenamente com illustre
Deputado; e é que a liquidação seja feita, como deve ser, com o maximo cuidado, porque o seu resultado póde ser muito importante para o estado.

Entende que não nos devemos poupar a despezas, que nos podem depois dar fortes economias.

Não tem, por isso, duvida alguma, quando se tratar liquidação, em empregar todos os meios para que ella seja feita por pessoas e com elementos tão competentes, que possa obter-se um resultado tão proximo da verdade, quanto n'estes casos se póde exigir

Assegura que assim proverá.

(O discurso será publicado em appendice a esta sessão quando s. exa. o restituir.)

O sr. Presidente: - Não ha mais ninguem inscripto, e portanto vae ler-se o projecto.

O sr. Julio de Vilhena: - Eu peço a palavra.

Vozes: - Deu a hora.

O sr. Presidente: - Não deu, mas está quasi a dar.

Reservo por isso no sr. deputado a palavra para ámanhã.

A ordem do dia é a continuação da que estava dada para hoje.

Está levanta a sessão.

Eram seis horas da tarde.

Rectificação

Na sessão de 14 d'este mez. a pag. 1061, depois do extracto do discurso do sr. ministro da fazenda., lêem-se estas palavras: "s. exa. não reviu", e depois do discurso do sr. Arroyo lê-se a declaração de que "o discurso será publicado quando s. exa. o restituir".

Houve troca, por equivoco. Esta ultima declaração diz respeito ao extracto do discurso, do sr. ministro, e aquella ao discurso, que está completo, do sr. Arroyo.

Na mesma sessão, a pag. 1063, col. 1.ª, lin. 38.ª, em vez de "folga", leia se "folgou".

Redactor = S. Rego.