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=as circumstànciâs extraordinárias, que tinham produzido a Carta Regia de 21 fte Maio de J 834, de* viam os' mesmos Prelados ficar na intelligencia de que o negocio das despesas matrimoniaes ficava reposto no mesmo estado em que se achava antes dá referida Carta Regia ; e esta Carta Regia é aquel-]a pela qual o Sr. Duque de Bragança tinha feito saber aos mesmos Prelados, que era chegada a oc-'casião em que deviam conceder asdespensas e mais graças que eram concedidas ate' alli pela Corte de •Ronia : eu dezejo , Sr. Presidente, sobre este nego-•cio fazer 'uma inlerpellação ao Governo, e então •peço a V. Ex/ que me inscreva para esse fim, e rqne faça saber ao Governo e

O Sr. Alheira: — Vou mandar para a Mesa uma Representação da Camará Municipal de Braga. Espero, Sr. Presidente, que V. Ex.a a mande á Com-missãcí de Fazenda, que v*1 r sã ella sobre um objecto importante: em poucas palavras dirH : a Cidade de Braga s o ff r e ha annos um aboletamento pesadíssimo, que por si só equivale a todas as contribuições: a Camará tem procurado alliviar os habitantes da-quelle vexame, e entre os meios propostos Imubrou-se de pedir ao Governo o extmcto Convento doCar-tno, para alli organisar uma Hospedaria Militar. O Governo fez-lhe, é verdade, essa concessão; mas com condições taes, e tantas, que a Camará não podia acceitar: consultou então o seu Conselho Mu* nicipal ; e a final deliberou 'recorrer a eata Camará, e pedir-lhe esse extinclo Convento, para o mesmo fim ; mas sem essas condições gravosas, que a Cama rã Municipal 'não podia acceitar; pois que sem ellas iguaes concessões se tinham já feito pelo Corpo Legislativo. A Representação que mando para a Me

Agora, Sr. Presidente, vou "fazer um Requerimento a V. Ex.a, e á Camará ;vmas como o objecto desse Requerimento sou eu mesmo, seja-me perimi» tido. dizer de miui meia palavra, só meia; ru nunca o fiz, nunca mais o farei , e então. . . ( Fozes: —

Sr. Presidente, na segunda feira passada na Sés-sân de 28 do passado mez, quando se tractou de no-•vos Membros para a Commissão especial de Fazenda , deram-me uma lista, em que se lia o meu nome: eu risquei-o logo, e pedi aos meus amigos que outro tanto fizessem. •

Com tudo isso eu lá surgi de dentro dessa Urna , c confesso, Sr. 'Presidente, que com peso surgi. Mas jião foi isso excesso de modéstia, pois declaro desde já -que nenhuma modéstia tenho a stmiihante respeito... Modéstia ! . . Ocaso não era para isso ; nem isio líieruceria tal nome: seria, sim, uma humildade re-dicula, uma abnegação infantil. .Seria até uma grave injuria aos homens da mesma profissão. Os Médicos .. Oh ! Os Médicos! Sr. Presidente, os Medi» tos de h< je, e principalmente os Médicos Portugue-Zf s , nào são os Médicos do tempo de Moliere: e se algum pertendido lello espirito se lembrasse ainda de lançai-lhe epigrariunas recahiria o rediculo sobre o próprio Author. . Sr. Presidenta ! . . Sempre o'digo paru honro dessa Classe, e mesmo porque nem todos o sabem, Os Médicos Portugueses quando prin-

cipiam a estudar Medecina já são homens feitos (apoiados), homens acostumados á meditação e á leitura, versados nas scienciai philoaophicas e ma-thematicas; e, como taes, habilitados, mais do que ninguém, para as «ciências sociaes, e políticas; inclusive essa sciencia, que certos financeiros improvisados, certos empíricos do = deve e ha de haver = julgauí que'lhe pertence por direito de conquista!.. (Apoiada»). Oh ! Sr. Presidente! .. Vou dize-lo em latim para que todos me entendam. = Odi profanam vulgm, ei'arceo.=

Sr. Presidente, o tempo dos monopólios scienti-ficos já passou : ha hoje uma nova sciencia , que os nossos maiores não conheceram, que ensina a evitar esses monopólios: mas senão passasse era então aos Médicos, em cuja classe lá avulta o primeiro Pu-triarcha da Economia Política, que devia pertencer o exclusivo!.. Era a esses homens , e ás suas obras Magistracs que deviam recorrer, para se instruir os rábulas, e os empíricos. Sr. Presidente-, perdoe-se-me a digressão ; foi uma idéa associada á idéa de modéstia. Vou* ao meu Requerimento.

Eu dibse que com pesar meu surgi dessa Urna ; eu digo a razão = não posso fazer parte dessa Corn-missão; por todo este mez é-me forçoso retirar da Camará, para fazer uso dos banhos thermaes, e então se eu tenho de dispensar-me de facto, dispense-ine-V. Ev.% e a Camará de direito. = Eis o meu Requerimento; eu não me sento sem que V. Ex.* o proponha á votação: utn treze avos de mais ou de menos não faz mal.

O Sr. Presidente:—Eu vou propor á Camará o Requerimento do Sr. Deputado.

O Sr. Costa Carvalho: — Eu pedia á Camará que approvasse o Requerimento do Sr. Deputado, e a V. Ex.a que queira propor também a minha escusa da mesma Coimnissào.

O Sr. Sousa Azevedo: — Sr. Presidente, o Sr. Deputado parece-me que disse que por todo este mez é que linha tenção de ir tomar os banhos de Caldas, e por tanto parect-ine que o Sr. Deputado pôde ainda assistir neste mez ás nossas conferencias da Com missão; e alli apresentar as suas luzes, nas quacs escuso de faliar, por que são bem conhecidas por nós.

A Camará resolveu negar ambas as escusas pedidas.