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i»a-senão o principio ; eu ri ao hfeidfe dar còntfi dá •mesma ao Oorpo Legis-lati-vò, senão quando ò negocio estiver atíabado, e declaro já por prevenção, que quando délle der conhecimento, áe ainda for Minis-itro, hèide .pedir uma Sessão Secreta -a ambas as Camarás, síinão for Ministro o meu Successor fará o que qtmer. Eis-aqui, para tirar todas as duvidas , •como eu Respondo «os desejos do nobre Deputado , > e espero que a Camará fará justiça á circumspec-*ção que eu guardo em matéria tão melindrosa, (Apoiados) o ndbre Deputado não ôe esqueceu de rtie achar em contradicçãò, apesar de não feét elle 'um dos que mais usa recorrer a este argumento das cohiradicçòes, em que creio que quasi todos nós t-e* mós cahido mais ou menos, e aquelles que sejulgain .fríaià isemjptos, podem ler grande quinbâõ nellas.

"Eu disse aqui que o Papa era infállivei :erti Mate* rias de fé, o-nobre Deputado não se esqueceu de •Ifraaer isto, ape/ar de estar dito á dous annos. Ora, pergunto eu, de dtrus .annos paraxcá, considera-se ó nobre Deputado is-emp'k> de cpntradicçòes ?

Ainda o outro dia eu ouvi dizer que se-não 'fizesse caso .de opiniões «passadas; e não sei se tenho ainda es&a opinião, apesar do nobre Deputado; mas em fim não se tracta de fazer aqui um , que o nobre Deputado sabe não estar em Roma em cheiro de santidade, foi citado pelo meu nobre Collega o Sr. Ministro da Justiça, ern abono do leito pelo Governo , e ern desabono do querido pelo Sr. Deputado; o nobre Deputado nunca de certo, CQIIIO theologo, oucanonista ha de aspirar 'a ter mais liberalismo, do que o padre António Pereira de Figueiredo.

Ora. Sr. Presidente, e vem-se aqui fallar nas pré-rogativas da Cofôa, postas aos pés do-Papa? O nobre Deputado, muito lido, deve estar certo da correspondência que houve entre'O Governo de Na-poléão e o Santo Padre, o nobre Deputado nàoac-•creditará que já mais houvesse poleulàdo algum erti tempos modernos, que excede&se em força e orgulho a Napoleão. Aqui tem o illustr°e -Deputado co--ílm o Papa respondeu, chamaremos concessões, que o Imperador fazia com tanto que obtivesse a confirmação dos seus Bisposf/ewJ-.

Aqui eslá como procedem os governos que querem (estabelecer a paz no seu Paiz, que querem acabar com as questões religiosas que nelle ha, e que podem fazer levantar grandes calamidades, que T)eos sabe quando acabarão; eis-aqui como fazia jBonaparle. Ê como fizeram os Três Estados de Portugal, esses homens eminentemente Porluguezes , que restaurai n m o Throno subjugado durante sessenta a'niios pela Coroa de Castella? O Governo e as Côrles de então pediram ao P#.pa que confirmasse os Bispos nomeados por elle-, ainda que lhes po-zesse a clausala:de nine pr.ejiidicio teftii. E dir-se»ha que o Governo de D. João IV,, que os Estad-os da-queile tempo eram composto-a de um montão de homens ignóbeis e que -n,ào 'trilham à peito sustentar a digmdnde da Clorôa Portugueza? Élles que tinham ai lançado >dus poderosas rnuos de Filippe de Caa*-LelJa o Reino cte Portu-gpal ? Eu digo que não, e

quéT.ivèrarò juiso e tiveram o que se chama moder* namehle tacto; entenderam as circumstancias em que se achava:n , e fora-rh mais pofuicôs, rtiíiis di-plôfnaticbs do que os que apresenta'^ está questão" de opposiçâo ao reconhfcimenlo do Papa envolta ern 'sophisma para concluírem que oral fez o Governo em ceder a algumas exigências da Corte de Roma; e isto «em saberem quaes foram esyas exi-gericias nem constar se são justas ou itvjustàs".

'Sr. 'Presidente, a' tanto não chegou o Governo da Rainha, nem propôz ao Papa o que o Cafdeal de Caprara propôz a Pio 7.°, nnm tão poti'co oq-ue os'très Estados do Reino quizeraín alcançar da Cúria Romana 'há «pocha à que me refiro. Como o facto for a Câmara .» saberá a seu tempo. e ver^á que o Governo não deslrsou da sua estrada, e verá mnfs, (e*póde-o âàbet desde já, se lançar os olhosallèntos ás Províncias de»te Reino) que foi um grande beneficio para o Povo Portuguez o restabelecimento da» nossas relações com a Corte de Roma (Apoiados). Condemne-me muito embora a Cornara, eu quero'essa condemnação ; quero que me caiba a gloria ou >a deshonra de ter aberto as nossas relações corri ã Corte de Roma, dê ter tranqutlltsadi» as consciências dos fieis, dado a paz ás famílias, restabelecido a harmonia entre as ovelhas e o seu Pastor, e n*tfína-palavra a ordem no nosso Paiz, qiíe sem a trahquiltidade das consciências hão podia existir.

Agora, Sr. Presidente, que direi eu em quanto aos Bispos, qu-e não tenham dito aos meus nobres Collegas? Parece-me falta de generosidade RO nobre Deputado, perdòe-me elle, o vir aqui ler um papel que por alguém lhe foi dado; por algueni foi o nobr"e Deputado induzido a apresenla-lô : isto hão-está nó seu caracter, accredito que ha mais generosidade nos sentimentos do nobre Deputado. Aqftel-te pape1! seria bom talvez para se apresentar eihjtii-20 , rnas aqui ftào ; e porque? Porque nem faz!nefft desfâ'z "âb 'caso & Pastoral que o nobre Deputado» apresentou: S. S.a sabe que ha exemplos, tpie não cilarei ; -pftrque -são conhecidos da Camará, e*do Sr. Depwuido, de Prelados que fizeram Pastorais dessas, -muito poeco ternpó antes daentradà do Duque de Bra£a»rj>ça em Lisboa, que .continuaram a pi estar grandes serviços á Igreja e ao Thiono legitimo, e que foi (mia-perda m m to grande para a rttes-m'a Igreja a. morte desses homens (Apoiados).

Ora , com que justiça se -fa-rá u-ni cnwe ã este Bispo, pelo mesmo instrumento pelo qual o nobre Deputado nunca fez crime aos demais? Nu« é per-»»etlido ser generoso para uns á custa dus outros, e principalmente n'um Parlamento: a idea ídb justiça perde-se á vista da parcialidade, e a «parcialidade aparece aqui.