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essa applicação «xcessiva, que e além dos meus hábitos ordinários (Apoiadoj; e se não for interrompida a discussão dos Foraes, isto é , intercallada , pouco ou nada poderei fazer na oulra Commissâo. Jintre tanto, se a Camará for inexorável, eu farei o que poder, e em quanto poder (Apoiado.) Peço a V. Ex.a quando for a occasião da votação proponha em primeiro logar: se a Carnara me dispensa da Cornmissão Especial (vozes — nada, nada.)

O Sr. Presidente'. — Eu entendo que a primeira •cousa que de.vo pôr á votação, e' o requerimento do Sr. Sunas.; e que em quanto ao outro pedido da dispensa do Sr. Bispo Eleito julgo que não pôde ter logár , porque igual pedido já foi rejeitado pela Câmara (Apoiado).

Consultada a Camará sobre o alternar-se a ordem do dia com a discussão da Lei dos Foraes, e com a de outras matérias, resolveu-se afirmativamente.

O Sr. Peixoto: — Sr. Presidente, por parte da Deputação, encarregada de apresentar a S. Mages-tade a Mensagem, que lhe dirigiu esta Gamara, devo paiticipar que hontem teve ella u. honra de fazer essa apresentação no Palácio de Cintra. O Sr. Jer-vis, cotno Presidente da Deputação, leu a Mensagem a S. Magestade, e S. Magestade Houve por bem responder do modo seguinte

ti Tudo quanto acahaes de expressar-Me, em nome da C.anara dos Deputados, poroccasiâo do infausto acontecimento , que reduziu a lastimosas rm-íias a inchta Villa da Praia da Victoria , o deixou

Clama a kicmnnidade , em favor daquelles infelizes abismados pclu foiça violenta e indomável dos demenloe, na mais lamentável miséria, e indigência , privados do abrigo dos s«us lares, dispersos pelos montes, expostos ás inclemencias do tempo, desprovidos de todos os meios de subsistência, e sem outros recursos mais que os da beneficiencia e da caridade dos sou s compatriotas, c da previdente feol-licilude da Autbondade Publica.

Clama cm favor dellfs á gratidão nacional e a Minha ; porque sem faltar dos repetidos testemunhos , e insigne-» exemplos de fidelidade- e de patriotismo, que os habitantes da Terceira deram cm tempos mais antigos, r que a historia recorda comdis-tincto louvor; foram elh:S nos nossos dias, os que otíereceiam o primeiro, e único refugio á Lealdade Portuguesa : foi a Viíla da, Praia da Victoria o lhealro d'uina das mais gloriosas façanhas militares , que a Gente Portuguesa, debaixo do com-mando do honrado Duque da Terceira praticou no sempre memorável dia 11 d'Agosto de 1829: foi com a cordial cooperação daquelles illuslres habitantes que se preparou o pequeno, mas valoroso, e invencível exercito, que veio a Portugal recobrar, defendei , e sustentar as liberdades nacionaes. PÔS Meus díieiloí» contra uma usurpação tão barbara cotno injusta.

Cou-praz-mc confessar ein nome da Nação > e no Meu i-ai.i. grande divida, e manifestar ao mundo inteiro o desejo que Tenho de desempenhar-Me dtí alguma pinte delia*

Vós sabeis, e á Camará dos Deputados tem sido communtcadas as providencias, que o rneu Go-

verno já deu para minorar os effeitos daquella es* pantosa catástrofe: Elle não cessará de tomar na mais seria consideração um objecto, em que vai a honra, o reconhecimento, e o interesse da Nação, o dever da justiça, e o Meu mais desvelado empenho.

Os fenómenos, que resultam das Leis invariáveis da naturesa não podem ser considerados como agouro de futuros successos» Com tudo se elles» podem influir no coração dos Príncipes, posso assegurar* vos que o Meu animo, longe de sentir-se por elles desalentado, antes tiiará dahi novos motivos pata proceder com mais ardente zelo nos meios de pró* mover a felicidade da Nação; e de cada um dos Povos que a compõem , seguindo nisto Com firmes e seguros passos os exemplos que Me deixaram Meua iilustrcs Progenitores.»

Continuando disse : — Por esta occasião devo di* zer a V. Ex.% e á Carnara que o Sr. Jervis me encarregou de participar, que por incommodo desau* de em pessoa de sua família não pôde comparecer á Sessão de hoje, o que fará amanhã.

Mando também para a Mesa um Requerimento) para o que já tinha pedido a palavra a V* Ex.a;é o seguinte

REQUERIMENTO. — Requeiro se1 peça ao Governo pelaSecrecretaria d'Estado dos Negócios da Fazenda um rnappa designando os rendimentos públicos da Província Oriental dos Açores nos annosde 1838 K 1839 e 1840, e qual a despesa annual feita nosditos dous annos. — O Deputado A. F. Peixoto.

O Sr. Presidente : — A resposta, que S. Magestade se dignou dar á Mensagem , que lhe dirigiu esta Camará, manda-se lançar na Acta, com a declaração de que foi recebida com piofundo respei* to. (Apoiados, apoiados.)

O Sr. i^dro Alexandrino: — Marido para a Má* sã uma Representação dos Povos da Cidade de Ta-vira sobre os Foraes; peço a V. Ex.a que mande esta Representação com urgência á competente: Com-rnissão.

O Sr, Mendonça : — Sr. Presidente, e sobre o mesmo objecto c» u e vou mandar para a Mesa uma Re* presentacão dos Proprietaiios da Cidade de Tavira ; e eu peço licença á Carnaia para dizer alguma cousa sôbrp este objecto, que servirá para mostrar a justiça destes Requerentes, c dar ao mesmo tempo alguns esclareci mentos ao illustre Relalorda Com-missão.—Sr. Presidente, polo Foral d'El-rlei D. Manoel foi......

O Sn Presidente:—Seria melhor'o Sr. Deputado pedir a palavra durante a discussão do Projecto dos Forces, e ontão alleg.*i a^ra/ões que tem; por* que soía então occasião mais oppoituna.

O Orador :— Eu conforino»me com o que V. Ex.a acaba de dizer; mas o quo eu quero e' não ficar privado d*advogar a justiça dcs meus Constituintes (Apoiado).

Ó Sr. Sowsa Magalhães: — Mando para a Mesa um Patecer da Commis»ão Ecclcsiastica sobre as Côngruas dos Parochos.

E' o seguinte